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Todos os posts publicados em: Gravidez.

Enquanto a barriguinha não aparece | 03/06/09

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Descobri que estava grávida há pouco mais de um mês. Como sempre fui bem regrada, soube bem no comecinho, ali com apenas 5 semanas. Diferente do que muitas mamães dizem por aí, não senti nenhum indício de que havia um bebezinho dentro de mim, apenas os seios doloridos.

Aquela linda surpresa encheu de alegria meu lar e minha família, mas foi inevitável não fazer aquela perguntinha: - E agora??? O extinto de proteção começa desde cedo – o que devo parar de fazer? O que devo começar a fazer? Será que estou sentindo tudo o que uma gestante deve sentir? Estou com mais fome? Os sites e livros que ando lendo falam que devo sentir mais sono... Será que posso pegar avião? Ahhhhh, quanta informação! Acho que essas dúvidas são normais, mas vamos combinar que cada organismo é um organismo e que cada gestação é diferente da outra?

Esse início de gravidez tem sido bem tranqüilo para mim. Os amigos à minha volta e até mesmo minha médica se divertem quando falo que queria ao menos sentir um pouco de enjôo para notar que meu bebê está aqui comigo. Grande besteira!

Estou nesta sexta entrando na 13ª. semana. Na semana passada, fiz o ultrassom que estava super ansiosa. Está tudo bem. O bebezinho sargitariano não parou quieto. Algumas incertezas continuam, mas todos os exames mostram que meu “feijãozinho” está crescendo e se fortificando como o esperado. Mas devo confessar que enquanto a barriguinha não aparece, é difícil acreditar que um serzinho habita em você!

bjs,
Belle



Bolsa de Mulher | 19/05/08

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No início do ano, o portal Bolsa de Mulher lançou um canal chamado Bolsa de Bebê. É muito legal, porque faz uma rede de mães que falam sobre toda a experiência da maternidade. Além disto, o site oferece muita informação. Entrem lá: www.bolsadebebe.com.

bjs,
Roberta


, , Palestra Gratuita | 25/06/07

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Pouca gente sabe, mas durante a gestação os cuidados com os dentes não podem ser deixados de lado. Esse assunto já foi até abordado anteriormente aqui. Problemas como infecções na gengiva ou em outras estruturas que dão sustentação aos dentes podem levar ao parto prematuro por conta de alterações hormonais provocadas pela produção de prostaglandinas, um dos hormônios que induzem ao parto. Nas crianças a limpeza bucal começa logo cedo, mesmo quando elas só ingerem leite materno.

Para tirar todas as dúvidas das mamães, o brechó Bolota convocou a Dra Thaís Jorge, especializada no atendimento odontológico de gestantes, bebês e crianças, para uma palestra gratuita. O objetivo é esclarecer as mamães a respeito de todos os assuntos relacionados ao tema, ao qual devem estar atentas desde a gestação”, explica a odontopediatra, formada pela Universidade PaulistaUNIP. Entre os temas tratados estão: quando deve ser a primeira visita ao odontopediatra, como dosar a alimentação de forma a manter os dentes saudáveis, quais os mitos e as verdades a respeito das cáries e as repercussões positivas e negativas da chupeta, entre outros.

Serviço:
Palestra Dra. Thais Jorge
Inscrição gratuita
Data: dia 28 de junho (quinta-feira)
Horário: 18h00 às 18h40
Local: Bolota – Rua Fradique Coutinho, 825 – tel. (11) 3812-4310
Contato por e-mail.

A foto deste post é de autoria de Paula Marina.



, Yaz II - Demos antes da Veja | 04/06/07

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O post que fizemos na quarta-feira passada aqui foi capa da Veja desta semana. A reportagem ficou bem completa e tem até um questionário para sabermos se temos ou não a Síndrome Disfólica Pré-Menstrual.

Recebemos alguns emails de leitores com dúvidas sobre a Yaz, que promete ser a pílula anticoncepcional que combate a maldita TPM. A dúvida é se ela também evita a gravidez. Sim, ela evita. Além do benefício básico de evitar a gravidez, ela também tem um componente diurético que ajuda a eliminar o inchaço comum da TPM.

bjs,
Roberta

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, Yaz: a pílula da TPM | 30/05/07

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Hoje, fui convidada para coletiva de imprensa da nova pílula anticoncepcional da Bayer Schering Pharma, a Yaz. A revolução é que a pílula é a primeira com baixa dose hormonal - aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration, dos EUA) -, para tratar os sintomas mais severos da TPM. Segundo os médicos, 6% da população feminina adulta que sofre com TPM apresentam a manifestação mais radical dela, conhecida como Síndrome Disfólica Pré-menstrual. O que é isto? São aquelas mulheres que têm 1 sintoma físico, 1 síntoma emocionais durante 3 ciclos menstruais consecutivos.

Sintomas físicos - fadiga, dor de cabeça, inchaço dos pés e das mãos, dor nas mamas, distensão abdominal, cólicas, alteração do apetite, alteração de sono, dor nas articulações e nos músculos.

Sintomas emocionais - irritabilidade, depressão ou desespero, ansiedade e tensão, tristeza repentina, choro, raiva e fúria, oscilações súbitas de humor, dificuldade de concentração, baixa auto-estima, desinteresse nas atividades habituais e falta de energia.


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Treinamento Maternidade | 25/04/07

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A seção Eu&Carreira, do Valor Econômico, reproduz hoje uma matéria do Financial Times intitulada “Novo serviço alivia a culpa da mãe e do empregador”. Assinada por Alison Maitland, a reportagem revela programas que ajudam na retenção de executivas.

Um deles foi criado pela The Executive Coaching Consultancy Ltd e está sendo introduzido em empresas do Reino Unido, como escritórios de advocacia e bancos de investimentos. A proposta é realizar “sessões confidenciais entre duas pessoas antes, durante e após a licença-maternidade de uma funcionária, embora possa ser ministrado em grupos. Lida com praticidades que uma mulher precisa fazer para garantir uma transferência tranqüila de suas funções para um substituto, o grau de comunicação que ela quer manter com seu empregador enquanto estiver de licença e como estabelecer fronteiras no retorno sobre as exigências do trabalho e da vida doméstica”, revela o artigo.

É também do Reino Unido, que acaba de aprovar ampliação da licença-maternidade remunerada de seis para nove meses, a Talking Talent, consultoria especializada na complexa transição que as executivas fazem quando se tornam mães. A empresa oferece “auditorias culturais para seus clientes corporativos e treinamento para administradores sobre como dar suporte às funcionárias que são mães”.

No Brasil - Para reter suas executivas, as empresas também estão se movimentando. As ações são as mais diversas possíveis: salas de aleitamento, horários mais flexíveis, eventos especiais como kids days ou até grupos especiais para trabalhar o desenvolvimento da mulher dentro da organização, como o Women Council, do Citibank.

Mais de 70 prefeituras e estados brasileiros já reconheceram e concederam às funcionárias a ampliação da licença-maternidade para seis meses. A proposta foi idealizada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), endossada pela OAB nacional e defendida pela senadora e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Patrícia Saboya, que apresentou o projeto de lei 281/2005 ao Congresso Nacional. Tem também o apoio de personalidades, com a atriz Maria Paula, e políticos de peso, como o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Trata-se, sem dúvida, de uma medida que beneficiará mães e bebês, promovendo condições para a formação de nova geração de jovens saudáveis e com melhores condições de participação na sociedade”, defendeu em artigo publicado no dia 05/04/2007 no Correio Braziliense.

Serviço:
Para conhecer os municípios e Estados que apóiam a ampliação da licença-maternidade clique aqui.


A foto que ilustra este post é de autoria de Corinne3.


Curso para Gestantes em Campinas | 30/03/07

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O Hospital e Maternidade Celso Pierro, da PUC-Campinas, está com as inscrições abertas para o Curso para Gestantes. O curso é gratuito e acontece no dia 14. As gestantes, os futuros papais e acompanhantes poderão esclarecer dúvidas sobre o nascimento e os cuidados com o bebê participando dos encontros que acontecem em quatro edições durante o ano: abril, junho, agosto e outubro.

As palestras são ministradas por uma equipe interdisciplinar e o programa é dividido em quatro módulos. O primeiro abordará o desenvolvimento do bebê, cuidados essenciais durante a gestação, sinais e sintomas do trabalho de parto, tipos de parto e anestesias. No segundo, aspectos psicológicos na gestação e lactação, direitos da mulher gestante, trabalho corporal, relaxamento e exercícios de respiração. No terceiro, nutrição na gestação e a importância do cuidado dentário durante a gestação. No quarto e último módulo serão abordados aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido. Cada gestante receberá certificado e apostila para consultas posteriores ao curso sobre as informações oferecidas durante as aulas.

O curso ocorre a cada dois meses, aos sábados, das 9h às 13h, em uma das salas do Cinema Muviecom, no Unimart Shopping.

Inscrições e informações:

De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, pelo telefone (19) 3729-8487 ou pelo e-mail.

A imagem que ilustra este post é da Sigrun_th.



Curso gratuito para gestantes em São Paulo | 08/03/07

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O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo, está com as inscrições abertas para seu curso de preparação para o parto. Nele, as gestantes receberão orientações sobre como agir na hora do parto, técnicas para auxiliar na respiração e também a consultoria de um neonatologista, trazendo dicas práticas para os cuidados com o bebê nos seus primeiros dias de vida.

As aulas, ministradas por especialistas, abordarão temas como nutrição na gravidez, pós-parto e amamentação, anestesia, aspectos sociais e trabalhistas, alojamento conjunto, visita à maternidade, desenvolvimento do bebê, evolução da gravidez e outros.

O curso, gratuito, começa no dia 9 de março e terá quatro aulas, sempre às sextas-feiras. Podem participar mulheres a partir do sexto mês de gravidez e que sejam conveniadas ao Iamspe. É permitido um acompanhante para participar do curso.

Agenda:
Curso de Preparação para o Parto
Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe)
Inscrições: Pessoalmente ou por telefone
Endereço: Av. Ibirapuera, 981 – Vl Clementino
Tel.: (11) 5088-8490, das 8h às 21h.

Início das aulas: 9 de março, das 8h às 12h.
Gratuito para mulheres a partir do sexto mês de gravidez conveniadas ao Iamspe.

bjs,
Babi


Vida no Ventre | 06/03/07

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No dia 8 de março, dia internacional da mulher, a National Geographic exibirá o programa Vida no Ventre, que mostra o desenvolvimento de gêmeos dentro da barriga da mãe. O programa acompanha desde a fertilização até o nascimento dos bebês. No site do programa, tem boas informações e impressionantes, como: o recorde de fetos em um útero humano é de 15 (!!!), há uma chance em 64 milhões de uma mulher ter quadrigêmeos idênticos ou em cada 1mil partos nos EUA 34 são de múltiplos. No site, também há o acompanhamento de uma gestação de elefante, cachorro e golfinho.

É no mínimo um programa curioso.

bjs,
Roberta


, , Alimentação e gravidez aos 40 anos | 02/03/07

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Recebemos o e-mail de uma leitora do blog com dúvidas em relação à alimentação de uma primagesta com mais de 40 anos. E então, decidimos investigar mais sobre esse assunto, além de reforçar a importância do acompanhamento nutricional durante toda a gravidez.

Quando a mulher tem mais de 40 anos e engravida, o obstetra geralmente passa uma orientação mais rígida. Isso ocorre, pois a gestante já pode ter alguns problemas de saúde, como hipertensão ou diabetes, e nessa idade as chances do bebê nascer com alguma alteração cromossômica são maiores.

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Cursos para gestantes | 13/02/07

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Gravidez é sinônimo de uma grande alegria. É comemoração com os futuros papais, avôs, uma verdadeira festa. Mas logo a preocupação toma conta nessa nova empreitada e é comum o desespero por não saber todos os cuidados que devem ser tomados com o bebê que está para chegar. Para isso, hospitais e instituições oferecem apoio e orientação para os casais que desejam se preparar para a chegada do pimpolho.

Em 1987, a pioneira Maternidade São Luiz criou o seu curso para gestantes. As aulas são ministradas por uma equipe especializada e abordam questões relativas à gravidez e o parto, a evolução do feto e as mudanças físicas e psicológicas que ocorrem na mulher durante esse período também são explorados nesse curso.

Já o GAMA – Grupo de Apoio à Maternidade Ativa – possui um diferencial. Oferece cursos para empresas e ministra-os para funcionárias grávidas. Entre os temas estão a preparação para o parto e cuidados com o bebê e pós-parto. O grupo ainda tem encontros de gestantes e casais para discussões sobre questões como a amamentação, por exemplo.

Paraná e Rio

A Maternidade Curitiba promove um curso com cinco encontros e duas horas de duração. Durante as aulas, os pais recebem dicas sobre como montar o enxoval, a importância da comunicação durante o pré-natal e até como fazer massagem no bebê - técnica conhecida como Shantala.

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, Aromaterapia e os benefícios na gravidez | 18/01/07

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Os óleos essenciais podem ser bons aliados das futuras mamães durante a gravidez, tanto fisicamente como emocionalmente. Essa prática, conhecida como aromaterapia, ajuda no tratamento da ansiedade, insônia, acne e no inchaço das pernas e pés.

Antes de começar a utilizar essa técnica, é indispensável uma conversa com o obstetra. Além disso, nos primeiros cinco meses de gestação, a escolha dos aromas deve ser bem cuidadosa. “Embora os óleos sejam totalmente naturais, há muitas empresas que os comercializam com procedência bastante duvidosa, confundindo o consumidor”, explica Samia Maluf, aromatóloga.

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Gravidez tardia | 17/01/07

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Um grande sonho da maioria das mulheres é o de tornar-se mãe. Hoje em dia, com ritmos acelerados de vida e trabalho, planejamento de carreira, cursos, especializações e outras tarefas, esse desejo fica cada vez mais tardio.

Um estudo desenvolvido pelo IBGE revela que o número de mães com mais de 40 anos no Brasil cresceu 27% entre 1991 e 2000. "Uma das principais razões para esse quadro é a prioridade com a carreira”, diz Arnaldo Schizzi Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução.

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, , Turismo Reprodutivo | 15/01/07

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De acordo com uma reportagem publicada no Estadão, ontem, dia 14 de janeiro, o Brasil está-se tornando rota de turismo reprodutivo. O que é isto? Por falta de fiscalização, por aqui é possível ser submetido a qualquer tipo de tratamento de reprodução assistida em troca de um punhado de Reais. O médico urologista Jorge Hallack, da USP, afirma que dos 15% de casais infertéis pelo menos metade não precisaria fazer tratamento. Somando, no entanto, a fome dos pacientes em ter filhos com a vontade de comer dos médicos de faturar, a prática extrapola muitas vezes o limite humano.

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Grávida de 5 | 09/01/07

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Hoje, na Folha de S. Paulo, saiu um reportagem sobre Elaine Martins, 31 anos, grávida de 5 meses de quíntuplo. Mas o mais impressionante é que ela não fez tratamento de fertilização, ou seja, não estimulou a ovulação e engravidou naturalmente de 5 bebês - 4 mulheres e um homem. Infelizmente, o menino não resistiu e morreu na barriga da mãe, mas as meninas estão firmes e fortes.

Elaine não sabia que estava grávida até pouco tempo. Como é gordinha e tem o problema da síndrome de ovários policístico, ela considerou a falta de menstruação ao problema até que percebeu um inchaço na barriga e um mal-estar no estômago. Batata: estava grávida.

Segundo o jornal, a síndrome de ovários policísticos tem como características inibir a produção de folículos que dão origem aos bebês, mas eventualmente pode ocorrer o contrário e, em vez de ovular um óvulo, a mulher ovula vários.

Bom, só podemos desejar muita sorte para ela e saúde para as meninas.

bjs,
Roberta


, Prematuridade | 20/12/06

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Nesta semana, duas pessoas comentaram comigo que viram um programa na tevê sobre o bebê mais prematuro do mundo. O neném nasceu de 21 semanas, nos EUA. Pena que não vi o programa. Mas saber disto me deixou feliz pela possibilidade constante da vida - mesmo em meio a adversidades. Para quem não entende esta contabilidade por semanas, 21 semanas significam 5 meses de gravidez (ou quatro meses completos). Ou seja, a barriga mal começou a crescer. É um desafio mesmo. Mas bebês como este são muito fortes.

Em pesquisa, descobri que, no Guinness Book, o livro dos recordes, o mais novo bebê registrado é o canadense James Gill, hoje com 19 anos. Nascido em 1987 com 22 semanas de gestação, ele tinha 624 gramas. Provavelmente perdeu mais algumas nos dias seguintes ao nascimento.

Segundo o site inglês Bliss, especializado em bebês prematuros, a partir das 22 semanas de gestação já há possiblidade de vida, apesar de ser pequena. No site, aponta 17% de chances de sobreviver bebês que nascem com 23 semanas e 39% para 24 semanas. Com 25 semanas, as chances aumentam para 50%.

Falaremos mais sobre o assunto.

bjs,
Roberta


, , A atividade física na gestação | 16/11/06

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Você sabia que durante a gravidez é importante fortalecer os músculos abdominais? Os exercícios - veja post no A Família - sempre ajudam a manter a boa forma e também o pique durante a gestação, porém o cuidado com o abdômen merece atenção especial. “A musculatura abdominal forma uma espécie de prensa, que auxilia na hora da expulsão do feto durante o parto normal”, diz Sidney Tommazi Garzi, pediatra e obstetra.

Nos primeiros três meses de gravidez, não é recomendado nenhum tipo de atividade física. “Nesse período, o feto está começando a se formar e qualquer tipo de contração intramuscular que afete o ovário e até o útero pode forçar um aborto”, diz Bruno Zavatta, professor da academia Cia Athetica .

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, Grávida, mas bem vestida | 07/11/06

Este vídeo foi encontrado no You Tube e cai como uma luva para as futuras mamães. Trata-se de dicas super utéis para hora de se vestir. Quem as dá são As Patrícias. As duas, Patrícia Parenza e Patrícia Pontalti, são jornalistas de moda e criaram o site www.aspatricias.com.br, que é hospedado no UOL. Neste vídeo, exclusivo sobre gravidez, elas ajudam as mães a se vestirem bem, mesmo com um barrigão. No site delas, há dicas para todo mundo. Vale a pena conferir.
bjs,
Roberta


, Gêmeos de cores diferentes nascem no Reino Unido | 25/10/06

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Hoje, a imprensa mundial conheceu os bêbes gêmeos de cores diferentes. Layton e Kaydon Richardson são mestiços, filhos de mãe negra e pai branco. Os meninos nasceram em Middlesbrough, no Reino Unido. De acordo com especialistas, este caso é muito raro e a probabilidade de acontecer é de um em um milhão.

Fonte: Terra

Bjs,
Eli


, , Feira da Pechincha em Curitiba | 18/10/06

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Até o dia 22 acontece no Marumby Expo Center a Feira da Pechincha Bebê e Criança. Durante a semana, o espaço está aberto das 14 às 22h. No sábado e domingo, o funcionamento é das 10 às 20h. Entrada franca.

A organização do evento, que acontece na Avenida Presidente Wenceslau Braz 1046, oferece transporte gratuito a partir de três pontos da cidade:

- Coronel Dulcídio/Av. Batel
- 7 de Setembro/Lourenço Pinto
- Marechal Deodoro/Praça Zacarias

O A Família Cresceu sabe que haverá outras feiras em Brasília e São Paulo em novembro. Se você souber de alguma outra feira Brasil afora, compartilhe com a gente. Mande já a sua dica, clicando aqui.


Guia de sobrevivência | 20/09/06

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Com a descoberta da gravidez, a família vê-se mergulhada em dúvidas sobre a gravidez, pós-parto e cuidados com o bebê. Para facilitar essa viagem e proporcionar uma experiência melhor para as futuras mamães e papais, o Espaço Mãenhês criou o workshop “Guia Para Mamães de Primeira Viagem”, ministrado pelas fisioterapeutas Gabriela Duarte e Bruna Salmen.

Nas duas primeiras aulas, as especialistas em terapias corporais abordam temas como: consciência corporal e postura da gestante; auto-estima na gravidez; prevenção e tratamento de celulites, estrias e flacidez; recuperação no pós-parto (estética e terapêutica); desenvolvimento psicomotor do bebê; importância do toque para o recém-nascido; afetividade e padrões emocionais entre mãe e bebê. Além de exercícios físicos de relaxamento, alongamento, fortalecimento do assoalho pélvico e da mecânica corporal e Shantala.

As outras dias aulas são realizadas por duas convidadas: Helen Faria, fisioterapeuta e professora de psicomotricidade, e a enfermeira Maria José, mestre em enfermagem hospitalar. Helen fala sobre a estimulação psicomotora do bebê através de atividades lúdicas, com exercícios práticos de estimulação. Já Maria José explicará, na quarta aula, a fisiologia materna, o parto e os primeiros cuidados com o recém-nascido em casa, como o banho, amamentação, cicatrização umbilical.

Ao todo, são quatro aulas, com duas horas de duração cada.

Serviço:
Workshop Guia Para Mamães de Primeira Viagem
Inscrições pelo tel: 21.3153-7531.
Local: Espaço Mãenhês – Shopping Downtown, Av. das Américas 500 - Bloco 20, Loja 123, Barra da Tijuca, RJ.
Custo:: R$ 200,00 (válido para o casal)
Número de vagas: 4 casais.
Data e horário: em aberto, aguardando as inscrições.



, Depressão X Superação | 06/09/06

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Em dezembro de 1994, Eliana Araújo deu a luz a Gabriel. Ela não sabia quase nada sobre amamentação, apenas que o leite era essencial e vital para o bebê. Seus planos eram alimentar o filho até os oito meses. Porém, na primeira vez que a enfermeira trouxe Gabriel para a amamentação nada aconteceu. “Não consegui fazê-lo sugar o peito e ele não mamou”, diz.

Gabriel estava com fome, mas só conseguiu mamar na terceira tentativa. Após a sucção, o mamilo de Eliana estava ardendo e com pequenas bolhas. A volta para casa só atenuou o problema. “Eu amei ficar grávida, então quando voltei para casa sentia que tinha perdido a barriga e não ganhado um bebê. Isso me fez entrar em uma depressão profunda”, relata.

As complicações pós-parto continuaram. Eliana teve febre, gânglios nas axilas e as mamas estavam mais rígidas e empedradas. A orientação da médica foi a de entrar embaixo do chuveiro quente. “Não adiantou e fui ficando cada vez mais angustiada”, fala.

Eliana desistiu de amamentar aos quatro meses. Tudo era muito frustrante. Logo em seguida, começou a trabalhar em uma empresa que comercializava produtos para amamentação. “O trabalho preenchia meu vazio”, explica. Com tamanha dedicação, a mamãe passou a analisar cuidadosamente cada produto e sua função. Então, começou a refletir sobre os benefícios que os mesmos poderiam levar para mães com problemas semelhantes ao seu.

Com isso surgiu a Leite Fácil. Eliana se especializou na área de amamentação e, hoje em dia, oferece auxílio e segurança para as mamães. “A amamentação não é uma tarefa fácil. Por isso, as mães devem buscar orientação após a gravidez. Oferecemos este carinho e conforto mostrando os melhores caminhos para estimular a produção de leite”, completa Eliana.

Serviço
Leite Fácil
Rua Apeninos, 807 cj 14
Paraíso – São Paulo/SP
Tel.: 3285-6583

Bjs,
Babi


, Cuidados com a pele e o cabelo | 29/08/06

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Durante a gravidez as mamães precisam ter um cuidado todo especial com a pele e os cabelos. Nesse período, a mulher está mais suscetível às modificações fisiológicas ou patológicas. De acordo com a esteticista Ana Maria Martins Franzin, proprietária da Tassiam Estética e Depilação, praticamente todos os sistemas são afetados durante a gravidez e a pele não escapa desta mudança, que decorre das alterações hormonais ou externas. “Por isso existe a necessidade das gestantes obedecerem algumas orientações básicas nesse período”, informa.

Para tirar algumas dúvidas sobre o que a futura mamãe pode ou não utilizar durante a gravidez, buscamos a ajuda da esteticista e elaboramos algumas dicas gerais.

O que pode ou não ser usado na gravidez:

• Restringir ao máximo o uso de cosméticos ou usá-los sob orientação médica;
• Evitar exposição solar em horários não recomendados;
• Usar filtro solar diariamente;
• Manter boa higienização da face com sabonete neutro;
• Manter a pele sempre hidratada com cremes para prevenir as estrias. Mas nada de usar produtos que apresentam álcool na fórmula;
• Evitar a depilação com cera até os 3 meses de gestação. Após essa fase, recomenda-se, para as mulheres que já estão acostumadas, a cera quente à base de algas ou mel;
• Não depilar a região da barriga. Mesmo que a mulher tenha apenas suspeita de gravidez não é indicado puxar os pêlos dessa região, que está muito sensível. Prefira outros métodos ou aguarde o nascimento do bebê;
• Fugir das tinturas e qualquer outro processo químico nos cabelos. Existem produtos sem amônia, indicados apenas em alguns casos. Veja post especial sobre o tema. ;
• Evitar produtos com sal na composição, eles contribuem para o ressecamento do cabelo. Prefira os produtos naturais ou mesmo os produtos para Bebê que deixam um perfume suave.

Entretanto, Ana Maria explica que dependendo da predisposição pessoal da gestante, ela poderá desenvolver algumas manchas no corpo ou ter queda de cabelo, por decorrência de exposição solar exagerada, ou medicamentos eventualmente usados. “Recomendo sempre consultar o médico a respeito. Considero que o uso de qualquer produto durante a gravidez deva ser sob orientação médica, inclusive os de beleza”, afirma.

Serviço
Tassiam Estética e Depilação
R: Flórida 1101 - São Caetano do Sul - SP
Tel.: (11) 4229-4155

Bjos,
Eli

A foto que ilustra esse post é de autoria de LaraJade.


, , , Menor Bebê do Brasil | 21/08/06

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No dia 4 de agosto, nasceu o quinto menor bebê do mundo e menor do Brasil, na Clínica PeriNatal, no Rio de Janeiro. Artur, como foi batizado, chegou aqui com 385 gramas, 23 centímetros e 25 semanas, após sua mãe que sofre de hipertensão gestacional ter feito um parto cesariana. Como todo recém-nascido, ele perdeu peso nos dias seguintes ao nascimento, chegando a 280 gramas apenas. Hoje, está-se recuperando e tem 375 gramas. Alimenta-se por meio de uma sonda gástrica - 20 gotas de leite materno a cada 2 horas. A expectativa é que fique pelo menos 6 meses na UTI Neonatal.

Bebês prematuros tornam-se uma realidade cada vez maior no mundo. Seja pelos avanços da reprodução assistida, que aumenta a possibilidade de gravidez múltipla, seja pela saúde da mãe, que sofre mais e mais de hipertensão e outras doenças. Em 2004, nasceu o menor bebê do mundo com 244 gramas, nos Estados Unidos. É 1/4 de um saco de açúcar.

Para chegar ao peso de 2 quilos, considerado ainda baixo, Artur terá que crescer cerca de 5 vezes seu peso atual. Nós, de A Família Cresceu, desejamos toda sorte e rezamos muito para ele e sua família.

Bjs,

Roberta


Relação mãe-bebê na gestação | 15/08/06

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Durante a gestação, o contato entre a mãe e o bebê por meio de estímulos apropriados revela-se importante para as reações comportamentais dos neonatos, além de contribuir para o desenvolvimento saudável do bebê. Em situações naturais, a criança sente, ainda no útero materno, todos os sentimentos transmitidos pela mãe. Por isso, a mulher deve sempre estimular seu filho com carícias, toques na barriga e conversas. Esses estímulos, em ritmo adequado, e o aconchego, resultante de uma interação sensorial tão estreita, dão ao bebê a sensação de pertencimento, referência insubstituível para a estruturação de sua personalidade.

“Para entrar nessa sintonia e se comunicar positivamente com o filho, a mulher precisa estar bem. Há cursos para gestantes aconselhados, no mínimo, para proporcionar uma rotina relaxante e enriquecedora para a grávida”, explica Adriana Nogueira, filósofa, psicanalista, mestra em Ciências da Religião e coordenadora da ONG Amigas do Parto.

Acumulam-se evidências de que mães e filhos ajustam-se fisiológica, hormonal e emocionalmente, respondendo um ao outro em níveis sensoriais, que servem para manter o par unido.
O cérebro humano cresce em velocidade máxima durante os três últimos meses de gestação e durante os seis primeiros meses de vida extra-uterina. Nessa fase, a participação da mãe é importante para a formação dos sistemas neuroquímicos, como os da ocitocina e vasopressina, desenvolvidos no cérebro do bebê, que operam em sintonia com o afeto materno e reforçam o equilíbrio emocional.

Segundo Adriana, a mãe deve sempre observar o que sente, quando e como. Levantar as perguntas e as dúvidas, buscar informação, ler livros apropriados, fazer exercícios moderados e entrar em listas de discussões sobre gestação são boas opções. Isso proporciona a si mesma e a seu filho um bom parto e um início de maternidade estável e estruturada.

Algumas sugestões da ONG Amigas do Parto, que oferece um espaço para discussão de questões obstétricas e de dificuldades durante a gravidez, o parto e pós-parto, são:

Para ler:
A agenda da Gravidez
Por A. Christine Harris
Editora Marco Zero
Preço médio: R$ 97

Para relaxar e se exercitar:
Curso de Yoga para Gestante
Sessões semanais de 1h20, terças às 10h30-12h
Investimento: R$ 60/mês
Espaço Shiva - Yoga, Terapia e Artes
Rua Clélia, 213, sobre loja (esquina com a Rua Três Pontes) São Paulo (SP)
Telefone: (0xx11) 3873-8456
Inscrições: atividades@amigasdoparto.org.br

Serviço:
ONG Amigas do Parto
Contato

Bjos, Eli


, , Agora na TV | 09/08/06

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Depois de montar o blog e lançar um livro, as mães modernas Juliana Sampaio e Laura Guimarães invadem o canal GNT, que estréia no dia 19 a série Mothern. Segundo o Blue Bus, a produtora Radar TV Mixer é parceira do canal, que estréia na co-produção nacional na area de ficção. Serão 13 episódios, veiculados aos sábados, às 20h30.

Lançado no ano passado pela editora Matrix, o livro Mothern descreve com humor as aventuras das mães de hoje em dia - da maternidade às festinhas e viagens. Traz também dicas bem legais para encarar o choro e os questionamentos das crianças. O livro tem 176 páginas e custa, em média, 28 reais. O blog também vale a leitura.

Abs,
Marcelo Coelho


Galeria de Grávidas | 08/08/06

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Esta galeria de arte é diferente e já atraiu cerca de 500 mil visitantes de mais de 70 países. Além de virtual, sua proposta é mostrar a gravidez, em vários estágios, de mulheres comuns. Pelo “The Maternity Gallery”, website criado pelo fotógrafo americano Gregory Katsoulis, é possível acompanhar o crescimento da barriga trimestre a trimestre, semana a semana.

Vale também visitar a seção Fun Photos, com registros divertidos de grávidas, e a Artistic Photos, que apresenta um material mais trabalhado. Quem mora nos Estados Unidos ainda são pode conferir as indicações de fotógrafos especializados em registrar gravidez.

Trabalho similar é feito pela brasileira Fernanda Sá, que há três anos só fotografa grávidas. O Fantástico acompanhou a busca da especialista por uma nova modelo e acompanhou também as fotos em estúdio. A matéria foi ao ar em 14 de maio e oferece dicas bem bacanas para quem quiser brincar de modelo.

Abs,

Filipe

Serviço:

Fernanda Sá


Pode ou não pode? | 07/08/06

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Durante a gravidez, as futuras mamães precisam ficar atentas a uma série de detalhes e alterar sua rotina para que nada afete o bebê que vai chegar. Uma das principais questões é a estética. Afinal, o que pode ou não pode ser feito durante a gestação? No post de hoje darei algumas dicas sobre os cuidados com os cabelos.

Tratamentos químicos mais agressivos, como tingir ou alisar as madeixas, ficam adiados por um tempo. “A formação do bebê acontece nos três primeiros meses de gestação. Por isso, o recomendado é utilizar química nos cabelos, no mínimo, após este período”, explica a dermatologista Daniela Valença Barel. Se substâncias como o chumbo e a amônia penetrarem no couro cabeludo, entram na circulação sanguínea e podem se instalar na placenta, prejudicando o feto.

“Em alguns casos recomendamos o uso de tonalizantes, pois como só escurecem o cabelo, não possuem produtos agressivos na fórmula”, diz Ana Maria Martins Franzin, proprietária da Tassiam Estética e Depilação. Outro ponto é deixar a experimentação de lado na gestação. “Para evitar alergias, o melhor é optar por procedimentos já realizados anteriormente”, alerta Daniela.

É fundamental a conversa com o obstetra para saber qual procedimento é mais indicado. “Sempre que a cliente está grávida e deseja utilizar algum tratamento com química pedimos uma carta de liberação de seu médico. Isso evita dor de cabeça para todos”, conta Ana Maria.

Queda de cabelos - Não há motivo para desespero. O aumento na queda após o parto é completamente normal. Geralmente, a média fica entre 60 a 100 fios por dia. Porém, com as mudanças hormonais durante a gravidez há uma redução neste número. Ou seja, os fios que não caem durante os nove meses, acabam caindo praticamente ao mesmo tempo mais ou menos quatro meses após o parto.

Serviço

Tassiam Estética e Depilação
R: Flórida 1101 - São Caetano do Sul - SP
Tel.: (11) 4229-4155

Bjs,
Babi


, , A bebida alcoólica na gravidez | 25/07/06

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No tempo da minha bisavó, dizia-se que beber um determinado tipo de cerveja fortalecia o leite. Anos depois, a bebida alcoólica foi abolida da vida da gestante. Hoje, acompanhando a gravidez de algumas amigas, notei que alguns médicos já permitem a ingestão moderada, como uma dose por semana.

Procurei um especialista no assunto, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool
(Cisa). Criada em 2004, esta organização não governamental tem como principal objetivo gerar uma fonte de informações sobre o binômio saúde e álcool. “O tema álcool e gravidez vem sendo bastante estudado por inúmeros pesquisadores e muitos artigos a respeito do tema são publicados frequentemente em jornais e revistas científicas”, diz a coordenadora da entidade, Camila Magalhães Silveira. A médica psiquiatra adverte, no entanto, que, embora haja estudos em andamento, ainda não há evidências de uma quantidade de bebida alcoólica considerada segura durante a gravidez.

O Dr. Mauro Sancovski, médico especialista em ginecologia e obstetrícia e professor da Faculdade de Medicina do ABC, em entrevista concedida ao site do CISA, ponderou que “em qualquer situação, o consumo de álcool pode trazer conseqüências de natureza social, além das repercussões sobre a saúde de seus usuários. Na gestação não é diferente, além do prejuízo que este uso se manifestará não somente sobre o organismo materno, mas também, e principalmente, sobre o organismo fetal. É importante salientar que tais ocorrências estarão vinculadas tanto às doses quanto ao tempo de exposição ao risco durante a gestação. O consumo moderado e eventual de álcool na gestação poderá não trazer repercussões e esta quantidade se refere a 1 drinque eventual. Os riscos estão associados a doses acima de 28,5 ml de álcool (2 drinques comuns) ou mesmo ao uso isolado de grande quantidade de álcool”.

Leite materno - A cultura popular diz que a qualidade do leite materno pode ser influenciada pelo estado de humor das mães. “Em alguns países, parteiras e outros profissionais de saúde reforçam a ingestão de bebidas alcoólicas antes da amamentação sob o argumento que pequenas doses de álcool levariam a um efeito relaxante no momento da amamentação e também a um aumento da produção de leite”, conta Camila, do Cisa. Os pesquisadores verificaram, porém, que, apesar das mães ficarem mais relaxadas após uma ou duas doses de álcool, tal "benefício" para mães "ansiosas" não justifica este comportamento. “As mães devem ser orientadas a não desistirem do aleitamento materno. Além de mais saudável para o feto, melhoram o vínculo entre a mãe e seu bebê. Desta forma, o consumo de bebidas alcoólicas no período de amamentação não é recomendado e aconselha-se que as lactentes permaneçam abstêmias”, pondera a coordenadora da ONG.

Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) – A ingestão de álcool durante a gravidez pode provocar distúrbios fetais que vão do retardo de desenvolvimento à chamada síndrome alcoólica fetal. Esta última é causada pela passagem do álcool pela placenta que alcança o feto, ainda deficiente em enzima alcooldesidrogenase, o que acarreta uma metabolização muito lenta do álcool.

Estima-se que em alcoólicas intensas, a ocorrência da síndrome atinge 56%, com taxa de mortalidade perinatal de 17%. “Acreditava-se que a síndrome alcoólica fetal ocorria apenas em populações de alto risco. Posteriormente, verificou-se que a SAF poderia acometer qualquer população, mesmo que na vigência do consumo moderado de álcool na gestação. Evidências científicas recentes sugerem que mesmo doses pequenas de álcool podem levar à síndrome alcoólica fetal”, explica Camila.

Os transtornos relacionados à SAF incluem lesões físicas, cognitivas e de memória em crianças que nasceram de mães que faziam consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação. “A forma mais severa desse tipo de transtorno é a própria Síndrome Fetal Alcoólica (SFA), que pode ser caracterizada por: baixo peso ao nascer, déficits neurocognitivos (alterações no desempenho global da criança) e alterações faciais”, informa a coordenadora do Cisa. As alterações neurológicas mais comuns são: hiperatividade, impulsividade, dificuldades no planejamento das atividades, organização mental, pensamento, problemas com a visão espacial e dificuldades em compreender as conseqüências dos seus atos. Não é incomum a associação destas alterações com: autismo, transtorno de déficit da atenção e hiperatividade e transtornos da personalidade.

Prevenção – Além de conseqüências graves para o recém-nascido, a SAF afeta a família e grupos de convívio. A síndrome também requer tratamentos complexos e dispendiosos. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia.

Além de uma boa entrevista clínica, com o levantamento da história materna de ingestão de bebida alcoólica durante a gestação, um trabalho multidisciplinar é o ideal. O site Álcool e Drogas Sem Distorção , mantido pelo Hospital Albert Einstein, propõe que a paciente receba um tratamento mais intensivo, com abordagens que a motivem para a mudança, além de visitas domiciliares. “Apoios comunitários aumentam a adesão ao tratamento e as chances de redução ou abandono do álcool durante o período da gestação. Os recém-nascidos nessas condições devem receber seguimento profissional constante por pelo menos três anos. Isso aumenta a possibilidade de detecção precoce de problemas”.

Ajuda - O Programa de Atenção à Mulher Dependente Química (PROMUD), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, oferece um atendimento psicossocial gratuito para mulheres dependentes de drogas e álcool. Além disto, gestantes podem conseguir ajuda nos Centro de Atenção Psicossocial ao Consumo de Álcool e outras Drogas (CAPS-AD) mais próximo de sua residência.

Serviço:

CISA
Rua do Rocio, 423 – 12° andar
Vila Olímpia – SP – SP
Telefone: 11 3842 3388
e-mail

Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP
Telefone (11) 3069-6960


, A história do Instituto Abrace | 13/07/06

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Uma mãe, um bebê na UTI, uma história triste, mas com um final inspirador. A personagem principal é a terapeuta corporal Maria Julia Miele e o primeiro capítulo iniciou-se com o nascimento de Sofia, que passou um ano e meio na UTI e três meses em home care. Enquanto a filha lutava para sobreviver, Maria Julia viu sua rotina mudar completamente. O isolamento do mundo ficou ainda maior quando Sofia não resistiu e faleceu.

Enquanto acompanhava a luta da valente Sofia, a terapeuta começou a registrar, aos poucos, sua experiência, sentimentos e angústias em um diário. Alguns trechos foram incluídos depois. Com apoio do jornalista Gilberto Dimenstein, criador do Espaço Aprendiz , a brochura virou o livro Mãe de UTI – Amor Incondicional. Lançado em agosto de 2002, a publicação toca, inclusive, em tabus. “Nele eu falo até sobre o luto, que é um tema muito difícil de ser tratado. As pessoas evitavam o assunto. Ninguém perguntava como eu estava me sentindo”, diz a terapeuta.

Concluído o lançamento do livro e inspirada na sua experiência, Maria Julia deu início a um segundo projeto: a criação de uma ONG. Novamente a terapeuta arregaçou as mangas, fez um curso na USP sobre o tema, pesquisou no mercado as entidades existentes e abriu a sua ONG com uma proposta completamente diferente.

Instituto Abrace – Existem hoje dezenas de entidades cujo principal objetivo é divulgar informações sobre doenças. O Instituto Abrace quer tratar o pai e a mãe. A proposta é promover a aceitação do que está acontecendo e a socialização do casal por meio da identificação com outras histórias. “O foco da ação nunca são os pais, o que é um erro gravíssimo. Eles também estão doentes. A diferença é que a criança está sendo tratada por especialistas”, diz Maria Julia. Nessa situação, além do choque, é muito difícil conseguir administrar o tempo, o que provoca isolamento. “Isso pode desencadear uma série de problemas sociais – de depressão a perda de emprego. O divórcio também é comum, porque o casal deixa de dialogar”, informa a idealizadora do Instituto. As armas utilizadas pela entidade são simples: amparo e conforto aos pais por meio da informação.

Com sede virtual, o Instituto Abrace expõe no seu site histórias de casais e um Mural de Mensagens, nos quais as pessoas compartilham suas experiências. Há pedidos de ajuda, mensagens de apoio e desabafos. “Nosso principal foco é a interatividade. A principal colaboração que alguém pode dar é contar a sua história ou dar uma indicação profissional, atendendo a um pedido de ajuda”, diz Maria Julia. A comissão de membros da ONG possui, ainda, outras três mães de UTI. Conta também com oitos colaboradores fixos e incontáveis voluntários.

Apoio – A maioria das pessoas, quando tem um amigo ou familiar com bebê prematuro internado, fica sem saber como agir. A reação mais comum é evitar assuntos delicados, na tentativa de poupar o casal da dor. “Não incomoda perguntar. Pelo contrário, é bom oferecer apoio”, diz Maria Julia.

Os amigos podem, por exemplo, ajudar em práticas corriqueiras, como buscar o outro filho na escolha ou fazer supermercado. Outra sugestão é criar pequenas surpresas, como marcar uma manicure ou cozinhar algo gostoso. “Aos poucos, a gente vai se abandonando; deixa de se cuidar e esquece da família e amigos. Pequenas atenções nessas horas fazem a diferença. Um amigo meu italiano foi um verdadeiro anjinho silencioso na nossa caminhada. Chef de cozinha, ele deixava sempre na portaria de casa um doce. Você não sabe como esse carinho é bacana”, conta a terapeuta.

Hospitais – Algumas maternidades já se preocupam com os pais de bebês prematuros. Para aqueles que querem incrementar essa área, a fundadora do Instituto Abrace tem duas boas sugestões:

- Montar uma sala de descanso restrita aos pais. Basta um local fechado, com cadeiras confortáveis e, eventualmente, TV. Atenção: não é uma sala de visita. Este será um lugar de pausa.

- Encarregar uma enfermeira ou assistente social para acompanhar os pais na primeira visita pela UTI. Sua principal missão será explicar cada procedimento e apresentar os membros da equipe médica e de enfermagem. Com informação combatem-se traumas e mal entendidos, além de gerar empatia. “Os piores momentos são a primeira visita e o encontro após a primeira grande cirurgia. O impacto é muito forte”, conta Maria Julia.

Mensagem de apoio – O principal recado que Maria Julia quer dar para os pais de bebês prematuros é “Encontre o seu Deus, não importa que nome Ele Tenha, e acredite Nele”.


, Cuidados com a mama | 29/06/06

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As rachaduras no peito podem fazer com que o sonho de muitas mulheres com a amamentação seja frustrado em alguns momentos. Especialmente se elas provocarem dores que podem até prejudicar a alimentação do bebê. Isto pode acontecer principalmente por conta do acúmulo de leite nas mamas – o ingurgitamento – provocado pelo desequilíbrio entre o consumo da criança e a produção do leite materno. Quando isto ocorre, as mamas ficam duras e podem até inflamar, provocando dores.

Os primeiros cuidados para se evitar este problema podem ser aplicados desde o pré-natal, como explica o médico Cláudio Bonduki, assistente do departamento de ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina) . “Para preparar o mamilo antes do parto, é muito importante fazer exercícios locais e passar bucha vegetal durante o banho, o que vai ajudar a deixar a auréola mais resistente”, diz Bonduki.

Aconchego – Maria Lúcia Futuro, coordenadora e uma das fundadoras da Ong Amigas do Peito , recomenda que a mãe tente ao máximo manter o peito macio e encontrar uma posição confortável durante a mamada. “É preciso observar se a pega do bebê está confortável para ele e para a mãe”, diz ela. “Evitar mamadas longas e manter intervalos curtos à demanda do bebê também podem ajudar a prevenir fissuras”, diz Maria Lúcia. Na hora de amamentar, uma das medidas mais importantes para se evitar o acúmulo de leite e as conseqüentes fissuras é manter o bebê corretamente posicionado no colo, com o corpo todo encostado no da mãe (barriga com barriga).

A Ong Amigas do Peito tem 26 anos de atuação e foi fundada por iniciativa da atriz Bibi Vogel , falecida há dois anos. A organização presta ajuda às mães por meio de materiais educativos, ajuda por e-mail além de um disque amamentação (21 - 2285-7779), com atendimento de voluntárias capacitadas.

De acordo com Maria Lúcia, as principais dúvidas das mães que procuram a entidade estão relacionadas à falta de apoio em geral para a prática do aleitamento. “Os problemas de rachadura, dor e inexperiência são secundários a uma falta do conceito do que seja a amamentação, além da falta de se ouvir e olhar (tanto a si como ao bebê) nos primeiros dias”, diz ela. O site da organização tem boas dicas relacionadas a este tema.

Prevenção e combate às dores – Como as fissuras e o desconforto são provocados, na grande maioria das vezes, pelo acúmulo de leite, alguns profissionais recomendam que a mãe esvazie as mamas durante a amamentação. Porém, o leite não precisa ser retirado do peito para que o bebê mame, de acordo com o médico Marcus Renato de Carvalho, da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação , do Rio de Janeiro. O profissional, que é pediatra, sanitarista e consultor em amamentação, explica que a retirada de leite pode provocar novas lesões na pele do mamilo, naturalmente delicada.

O uso de pomadas ou cremes também é controvertido durante esta fase. “O próprio leite materno pode ser usado para combater as fissuras, pois ele possui substâncias antiinflamatórias, antiinfecciosas e cicatrizantes”, recomenda Carvalho. O médico aconselha ainda que as mães deixem os seios ao ar livre quando for possível e evitem os bicos de silicone. Se o mamilo estiver machucado, poderá ser utilizada uma espécie de concha que protegerá a mama evitando que o tecido do sutiã tenha aderência à ferida. Massagens com água quente, durante o banho, podem evitar ou amenizar as dores provocadas pelo armazenamento do leite materno.

Caso a mama esteja inflamada, a mãe deve procurar imediatamente o médico que acompanhou sua gravidez ou um profissional capacitado em Manejo Clínico da Lactação. “Existem pomadas para prevenir e tratar este tipo de problema, mas nada deve ser feito por conta própria”, alerta o médico Cláudio Bonduki. Os cuidados devem ser maiores ainda durante os meses de frio e clima seco, que podem prejudicar a hidratação da pele. Porém, quem cuidar das mamas desde a hora em que o bebê está na barriga e cuidar do correto posicionamento da criança na hora da amamentação – além de fazer o máximo possível para todo o esvaziamento dos peitos durante este processo – tem de tudo para aproveitar plenamente um dos momentos mais bonitos da maternidade.

Serviço
Dr. Cláudio Bonduki
Av. Jandira, 257, cj 23, São Paulo. Tel: (11) 5055-9859 / (11) 5055-3055

Dr. Marcus Renato de Carvalho
Rua Carlos Góis, 375 sala 404 – Leblon, Rio de Janeiro. Tel: (21) 2249-0312

Amigas do Peito
Rua do Catete, 214 sl 612, Catete, Rio de Janeiro. Tel: (21) 2285-7779


, Sentir-se bem é o melhor pra mãe e para o bebê | 27/06/06

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No dia 2 de junho, Kelly Abud, grávida de Laura, deixou o seguinte depoimento em matéria sobre atividades físicas do blog: “Sou fisioterapeuta e trabalho com cirurgia cardíaca pediátrica há 9 anos, estou grávida de 5 meses, sempre fui apaixonada por atividade física. Hoje faço quase tudo mas com a moderação que a gestação exige, estou sendo acompanhada pelos profissionais da academia Oxigênio na Lapa, sob a orientação do Prof. Robson e da Prof. Luciana Lima. Estou super bem e acredito que exercício na dose certa faz bem para a futura mamãe e para o bebê também!”

O comentário chamou minha atenção. Por mais alegrias que a gravidez traga, enfrentar as mudanças no corpo e na rotina não é nada fácil para a mulher. O que dizer então de uma pessoa acostumada com uma vida bem acelerada?

Com 32 anos, Kelly dedicava 3 horas do seu dia à prática de atividade física. Pegava pesado na musculação e adorava exercícios de alto impacto. Pra minha surpresa, a academia não foi abandonada: a mãe da Laura faz natação, judô e bicicleta ergométrica, além de continuar firme na musculação. “No primeiro trimestre, eu reduzi o peso e mudei para um treino de resistência, isto é, com mais repetições. Diminui os exercícios de impacto, sem abandoná-los. No Judô, por exemplo, dou preferência aos treinos técnicos”, conta a fisioterapeuta.

É claro que, no início, a possibilidade de abrir mão da malhação assustou. “A primeira coisa que pensei foi ‘puxa, e agora?’. Preocupou bastante, sim, mas depois fui vendo que não precisava deixar de fazer tudo ou me dedicar somente à yoga e alongamento, como a maioria das pessoas diz. É uma situação diferente, em que é preciso preservar a criança, mas tem muita coisa legal que dá pra fazer”, conta. Embora seja fisioterapeuta, Kelly não abriu mão de um acompanhamento profissional. “Isso é muito importante. Eu entendo o que está acontecendo com o meu corpo, mas ter o professor ao meu lado foi fundamental para eu me sentir bem”.

Fazer exercício físico faz tão bem, que Kelly sente que até a bebê se sente melhor nos dias em que pratica alguma atividade. “Dia que não faço nada, a Laura fica superagitada. Dia que eu me movimento, ela fica quietinha, parece relaxada. O motivo é óbvio. Você não pode deixar de fazer as coisas que te fazem bem. Se você está bem, o bebê também se sente bem”, diz.

A fisioterapeuta também não se descuidou da alimentação. Sob a supervisão médica, abandonou os suplementos de proteína, passou a ingerir mais líquido e a fugir dos doces. Em cinco meses e meio, a mamãe atleta ganhou apenas quatro quilos. “Se puder deixar um recado para as leitoras do blog é: sentir-se bem é o melhor para você e para o seu filho”.

Assim como a Kelly, que na busca por informações relacionadas à gravidez encontrou o blog A Família Cresceu, você também pode compartilhar a sua história conosco. Clique aqui e não esqueça de deixar os seus contatos.

Beijo,

Tati


, , Dentes: os cuidados com a mãe e com o bebê | 04/05/06

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A gravidez exige tantos cuidados diferentes que, em alguns casos, a gestante pode deixar de lado a saúde bucal. Nesta fase da vida, porém, os cuidados com os dentes devem ser tão grandes como em outros tempos, quando o bebê ainda não era prioridade. Problemas como infecções na gengiva ou em outras estruturas que dão sustentação aos dentes podem levar ao parto prematuro por conta de alterações hormonais provocadas pela produção de prostaglandinas, um dos hormônios que induzem ao parto. “A maioria das gestantes não sabe disso”, diz Glenda Nahás, odontopediatra especialista da Associação Brasileira de Ensino Odontológico (Abeno) e mestre em odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP).

O alerta, porém, não é motivo para pânico, pois quem tiver um bom acompanhamento em qualquer período da vida, além da gravidez, corre poucos riscos de desenvolver problemas bucais específicos apenas por conta da gestação. A ida ao dentista deve continuar a ser periódica. As restrições ficam valendo para poucos casos, como cirurgias – principalmente por conta das anestesias – e radiografias, a não ser que a dor seja insuportável, como explica Glenda Nahás. “Nos casos mais sérios, a anestesia pode até ser dada, mas precisa ser especial para a gestante, como a lidocaína”, diz a profissional. Já a radiografia, que pode causar alterações no feto, em especial nos primeiros meses de gestação, só deve ser utilizada com cuidados específicos e em casos pontuais, como um tratamento de canal, por exemplo. A gestante que precisar passar por um raio X deverá usar um avental de chumbo sobre a barriga para proteger o bebê dos efeitos da radiação.

Além de manter os cuidados usuais com a saúde bucal, a gestante também deve cuidar da alimentação. É recomendável ingerir alimentos com cálcio e fósforo durante a fase de formação do bebê. Este período também pode ser útil para que a futura mamãe possa ter as primeiras dicas de como cuidar dos dentes da criança.

Recém-nascidos - Enquanto a alimentação do bebê for exclusivamente leite materno, a limpeza bucal será feita apenas se a criança regurgitar após da amamentação. “Neste caso, a mãe pode pegar uma gase ou uma fralda, umedecer levemente, enrolar no dedo e limpar só o leite grosso e coalhado que fermentou”, explica Glenda. A limpeza deve ser suave para não ferir a gengiva da criança. Não precisa ser feita após a amamentação normal, já que o leite materno possui anticorpos para o recém-nascido. Quando os primeiros dentes nascerem, a opção deve ser a escova para bebês, pequena e com cerdas macias.

A primeira visita da criança ao dentista pode ser feita logo após o nascimento. “Um profissional pode orientar melhor quanto à higiene e alimentação adequada para evitar problemas para a dentição”, diz Glenda. Após os seis meses de amamentação exclusiva, o bebê pode começar a ingerir outros tipos de alimentos, como papinhas e frutas amassadas. “A mastigação destes alimentos podem ajudar a desenvolver os ossos da face, uma boa mordida e a musculatura da boca do bebê”, afirma a odontopediatra.

Outro cuidado importante é em relação à possível transmissão de bactérias para a criança, que podem provocar cáries. Por isto, evite assoprar os alimentos, ato comum quando queremos esfriar uma comida. “Isso pode acontecer com pessoas de qualquer nível social, e é um alerta que sempre dou”, diz a doutora Glenda. “Quando a criança nasce, ela tem poucas bactérias, pode correr o risco de pegar novas e ter cárie apenas por conta de um ato que pareceu ingênuo”, explica a odontopediatra. A recomendação vale não apenas para as mães, como para qualquer pessoa que tenha contato com as crianças, como babás, avós e outros parentes.

Os primeiros dentes nasceram
– Quando os primeiros dentes nascerem, deve entrar em ação não apenas a escova de dentes como outros cuidados. A amamentação noturna, em especial, deve ser evitada para evitar a fermentação do leite e a possível ocorrência de cáries. Deve-se evitar também a ingestão de alimentos como chicletes, balas, doces e frituras, que aumentam os riscos da proliferação de bactérias. “Em muitos casos, é inevitável que a criança coma estes alimentos. Por isto, se for o caso, sempre é preciso escovar os dentes após a ingestão”, diz Glenda.

O cuidado com os dentes de leite é fundamental para o bom desenvolvimento da dentição definitiva. “Os primeiros dentes são guias de nascimento para os permanentes”, afirma a odontopediatra. Por isto, além do cuidado com a correta higienização, é recomendável evitar o uso de chupeta e de mamadeira – indicada somente até os dois anos de idade.

Quando os primeiros dentes de leite começarem a cair, o dentista merece uma nova visita. “Se os pais conseguirem tirar o dente da criança, não há problema. Em alguns casos, a raiz é totalmente absorvida e o dente pode cair em uma mordida ou em outra ocasião”, diz a odontopediatra. Porém, se ainda existir uma parte da raiz, a tentativa caseira de arrancar o dente pode machucar a boca da criança e prejudicar o desenvolvimento da próxima dentição”, alerta a doutora Glenda.

Serviço

Glenda Nahas – (11) 3825-9676
glendanahas@gmail.com
Av. Angélica, 1968 – Sala 134 – Higienópolis

Bjs,
Vilma


Boca no Trombone | 02/05/06

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Como mãe de trigêmeos e ansiosa por acompanhar o desenvolvimento do trio, desde o meu primeiro ultra-som, em outubro do ano passado, venho fazendo praticamente um exame por mês, e o valor cobrado pelo meu médico é sempre igual ao valor de dois exames (isso deve acontecer com muitas de vocês).

Ao meu ver, tal procedimento está corretíssimo, pois a análise e interpretação dos nossos exames é muito mais complexa (por exemplo, o ultra-som morfológico de trigêmeos requer a análise de três corações, três pulmões, três cérebros etc) e nós, mães de trigêmeos, ocupamos sempre mais do que o tempo de um exame único.

Ocorre que, desde o início, o meu plano de saúde se recusou a reembolsar o valor dos meus exames de ultra-som, cobrados em dobro, apesar de meus argumentos sobre a complexidade e do fato de que, se minhas gestações fossem individuais, o total dos exames seria ainda mais custoso para o plano de saúde.

Apesar de toda a minha retórica (como uma boa advogada quando me sinto injustiçada não deixo barato mesmo!), o plano de saúde entendia (e o mesmo deve acontecer com algumas de vocês) que, na verdade, tratava-se de um único exame e, portanto, eles se recusavam a ajustar meus reembolsos.

Outro argumento do plano de saúde era de que, na tabela da Assossiação Médica Brasileira, não há previsão de reembolso adicional para gestação múltipla no caso de exames de ultra-som, só no caso do parto onde há um adicional por criança. Fiquem atentas!

Não tive dúvidas, liguei para Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão federal que regula e fiscaliza os planos de saúde. Fui muito bem atendida, fiz minha reclamação e, no último dia 13 de abril, recebi uma ligação do meu plano de saúde, dizendo que eles haviam repensado a questão e decidido que fariam a complementação retroativa de todos os meus exames. Certifiquei-me de que este seria um tratamento extensivo a todas as grávidas de múltiplos do meu plano de saúde, e eles afirmaram que iriam alterar seus procedimentos para todas.

No dia seguinte, recebi uma ligação da ANS São Paulo me informando que havia baixado em diligência na sede do meu plano de saúde e que, no dia 12 de abril, a ANS recebeu um ofício da empresa informando que os procedimentos de reembolso de exames de ultra-som, no caso de gravidez múltipla, seriam alterados.

Ocorre que infelizmente a ANS não pode estender essa fiscalização a todos os planos de saúde do Brasil, a menos que receba uma denúncia específica. Por isso, se vocês estiverem enfrentando o mesmo problema, corram atrás de seus direito e tenham a certeza de que dá um pouco de trabalho, mas vale a pena.

Ouvidoria da ANS - 0800-701-9656 (ligação gratuita de todo Brasil)

Beijos,

Rafaela


, Palpites Demais | 04/04/06

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Uma das maiores angústias das grávidas é o mar de palpites, opiniões e conselhos que surgem a todo o momento durante a gestação e se estende pelos primeiros anos da vida do bebê. É saber da gravidez e, pronto, começam a exposição: sua barriga torna-se pública, todos querem acariciar/“tocar” no bebê e dar palpites na sua vida (e na do bebê, claro). Estranhos ficam íntimos em segundos. Desde sua empregada até seu chefe. Todos se tornam mestres em gravidez, graduados e pós-graduados. Você escuta o palpite, sorri, quer matar um, mas, no fundo, entende a boa intenção. Será?

Qualquer que seja o tema, tem sempre alguém com uma dica surpreendente.
- Oh, não pode beber Coca-Cola, viu?!
- Grávida não pode se assustar. Corre o risco de perder o bebê!!!
- Xiiiii. O leite está fraco? Cerveja preta!!! É só o que resolve.

De acordo com o ginecologista e obstetra Dr. Eduardo Motta, de São Paulo, é importante dizer que as pessoas fazem isso porque demonstram interesse, ou seja, a intenção é boa. “A grande questão é que a experiência de uma gestante não se aplica a outra, cada uma tem um jeito e uma dinâmica diferente e deve respeitá-la”, conta ele. Uma outra questão que muitas pessoas não param para pensar é no bem-estar da grávida. “Os de fora chegam dando palpite, sugestões e não param para ouvir se ela, a grávida, está bem, se está feliz, se está se sentindo bem etc. Na maioria dos casos, o foco passa a ser a gravidez e não a grávida”, acredita Dr Eduardo.

E quantas mulheres já não se odiaram ao ver em filmes, novelas e comerciais a gestação e o pós-parto como o ato mais sublime, lindo e colorido da vida feminina? No mundo do faz-de-conta, a mulher não sofre com bebês com cólicas, não tem depressão pós-parto, não sente a dor lancinante de um seio rachado. Naquele mundo, as mães são tranqüilas, lindas e sorridentes.

A fase não é fácil, é marcada, ainda, pelas inevitáveis cobranças familiares. As pessoas compartilham de uma forma tão intensa que se sentem grávidas junto com a futura mamãe e tentam ajudar de todas as formas.

Um problema que vem tomando uma proporção cada vez maior é a ansiedade dos pais. Hoje em dia, com poucos meses de gravidez já é possível saber o sexo da criança. “Isso é muitíssimo complicado porque, com 2 meses, quando já se sabe o sexo, tudo passa a decidir a vida da criança. Ali já se tem o Joãozinho ou a Mariazinha, eles têm identidade e, quando nos damos conta, o pai já decidiu que o menino será corintiano, e a mãe já quer matricular a menina no balé”, conta o Dr. Eduardo Motta.

Segundo o ginecologista, o primordial a ser feito é parar e pensar que a vida dos filhos não seguirão o planejamento traçado por seus pais, e que os pais não serão capazes de controlar tudo. É essencial entender qual a finalidade da gravidez.

Em algumas situações, chega-se ao absurdo de pessoas de fora do núcleo familiar quererem acompanhar a gestante às consultas e exames. O ideal é que o pai e a mãe compartilhem estes momentos e tirem suas dúvidas. Estas podem e devem surgir, mas devem ser esclarecidas a cada período da gestação.

Não é por mal, mas as grávidas sofrem... É de doer ouvir conselhos que não acabam mais. Mas como lidar com os palpites de avós, familiares, amigos e conhecidos? Com discernimento e gentileza. Muitas vezes responder com um sorriso é a melhor saída. As pessoas, movidas pelas melhores intenções, julgam-se no direito de dar opiniões e até de impor regras aos pais.

Há situações que há sabedoria nos conselhos, mas, em geral, tratam-se apenas de crendices. Assim, o melhor é a política da boa vizinhança, ouvindo o que é dito, mas sem necessariamente seguir o conselho. Só o do médico e dos profissionais por ele indicado.

Mas o que fazer se o marido estiver entre essas pessoas, principalmente por sentir que não é mais o foco de atenção da mulher? “Nesse caso, estamos diante de uma saia justa, mas o médico é o melhor remédio pois é o único que poderá contribuir sem ser parcial. É o médico que, neste momento da vida do casal, passa a ter mais liberdade com eles. Esta hora é ótima para que o marido comece a participar das consultas e sanar suas inseguranças”, aconselha o ginecologista.

Em resumo: o momento é seu. Tenha tranqüilidade, compartilhe suas angústias e, diante de um conselho, escute e agradeça. Na dúvida, converse com seu médico. Com seu médico, ouviu?!


Médico consultado:
Dr. Eduardo Motta é médico ginecologista dos Hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e Hospital das Clínicas Telefone: (11) 3168-5311 e (11) 3259-6093.
E-mail: doutor@eduardomotta.med.br

Bjs,
Marcia


, Desabafo de uma mãe... | 03/04/06

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Caras, a Ana Alice nos enviou este texto lindo sobre a maternidade/gravidez. Queremos compartilhar com vocês por que, com certeza, todas as mães devem sentir o que ela sentiu e sente. Valeu, Ana. bjs, Roberta

Mãe é mãe desde que engravida até morrer. Parece drástico mas é verdade. Eu sei que pai também se preocupa, sente, ama mas é diferente. É dentro da nossa barriga, do nosso corpo que bate um novo ser vivo e tudo o que você faz, desde a gravidez, já influencia o seu bebê. Primeiro você vê o teste positivo e vai caindo a ficha. Aí você se pega descendo a escada como uma senhora de 80 anos, com todo o cuidado, pensando antes de comer e ver se é saudável ou não, você deixa de ser você somente e passa a ser você e o bebê. A gravidez muda a vida da gente em tudo, até na forma como você é tratada pelas pessoas. Carinhosamente pelos familiares, com olhares cuidadosos e simpáticos pelos desconhecidos, mas também com olhares reprovadores se sai da linha.

Eu já ouvi de uma vendedora um "sua médica não te disse que não pode usar salto alto?". Todo mundo quer passar a mão no seu bebê, ou seja, na sua barriga, mas isso é mero detalhe. É um monte de mudanças e eis que você se vê um dia, desesperada, de calcinha e soutien, na frente do espelho, gorda, sim, porque no início você parece somente uma gordinha, e nenhuma roupa cabe na nova forma. Aí você nota que mais mudanças estão chegando. Como trabalhar, sem roupas? Os sapatos de salto são perigosos, a sua bolsa pesada, de tanta tralha que você acostuma carregar precisa ficar mais leve, é muita mudança. E começam então os conselhos de pessoas mais experientes, mas às vezes meio desatualizadas, de mães da sua geração, com quem eu costumava conversar para pedir conselhos, e de curiosas. Os curiosos teóricos são os melhores. Falam tudo que leram nos livros, mas não sabem trocar uma fralda. Sabem todas as teorias freudianas sobre crianças, mas nunca tiveram uma barriga pesada para carregar, no verão então, nem se fala. O pior é que muitas vezes mãe de primeira viagem, e eu me incluo nelas, ouve mais do que deveria e guarda algumas "dicas" que não são exatamente próprias à realidade. Durante a gestação começa o papo cesária ou parto normal, amamentação, estrias, exercício durante a gravidez e tantos outros assuntos obrigatórios.

Bom, eu sou mãe de dois filhos e tenho lá as minhas experiências, todas as mães têm. Mas o principal aprendizado que eu tirei disso tudo é que você precisa respeitar o seu ritmo, seja de vida, seja do seu filho, seja do que melhor te atende. Eu queria muito parto normal, mas acho quem, nesse caso, vale a experiência da minha médica que diz que não se deve correr riscos desnecessários. Para que bater o pé que quer um parto normal se há riscos para o bebê ou para a mãe? Não tive nenhum dos meus partos normais, infelizmente... ou felizmente pois ambos nasceram saudáveis. O meu primeiro filho estava enrolado no cordão umbilical, a segunda não tinha dilatação. Aprendi disso tudo que não dá para ser radical e arriscar uma vida de felicidade por causa de um dia. Se é cesária, que seja. É mais difícil a recuperação, deixa a cicatriz, mas fazer o quê? No primeiro parto, fiquei toda triste ao ver a mãe do quarto do lado saindo com seu bebê no colo enquanto eu andava com dor e o meu bebê saía no colo da minha mãe por eu não ter como carregá-lo. Depois, você releva e segue em frente. O que tiver que ser será. E olha eu aí na segunda cesária. Começa então o papo amamentação. A gente vê as campanhas, os anúncios de dia das mães, lindos, mas ninguém mostra o peito rachado, a criança chorando sem querer pegar o peito. E depois que o neném nasce, começa a novela, você não sabe como fazer, o neném não quer mamar e a mãe novamente se sente culpada, já acha que não tem leite, que talvez tenha se alimentado mal, que é "seca", e todas as barbaridades possíveis. O bebê então finalmente começa a mamar depois de 2 ou 3 dias de sofrimento da mãe e começa o peito a rachar e ali está a mãe, firme e forte, resistindo até que tudo entra no ritmo.

O que mais aflige nesse início é que a gente não vê luz no fim do túnel, acha que não tem solução, às vezes se desespera e tudo acaba bem. E nessa hora, claro, todo mundo tem uma história de amamentação feliz para te contar. Eu me lembro do meu primeiro filho, eu desesperada, pois ele nunca estava satisfeito até que o médico receitou o tal "complemento". E cada vez que ele acabava de mamar ficava aquele suspense se ele ia querer mais e, quando o meu marido via ele inquieto e sugeria um complemento, rolavam lágrimas no meu olho e eu pensava “não sou suficiente, meu leite está secando, ele não vai mais mamar se pegar mamadeira” e mais um monte de besteiras. Bom, ele mamou até os 8 meses. Depois, na segunda, a minha bebê só mamou até os 2 meses depois de muito esforço. Lamentei e tudo, mas com certeza foi muito mais tranqüilo.

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Parto Normal ou Cesárea? | 30/03/06

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A escolha por parto normal ou cesárea é um dilema que costuma atormentar muitas grávidas ansiosas pela melhor maneira de trazer o filho ao mundo. O tema é polêmico e chega a suscitar grandes discussões, principalmente pelo fato de, no Brasil, muitas mães optarem pela cesariana em detrimento do parto normal. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que as taxas de parto por cesáreas praticadas por planos e seguros de saúde no Brasil atingem o índice de 80%. Embora o número de cesarianas praticadas seja menor no Sistema Único de Saúde (27,53%), a quantidade de cirurgias feitas no setor suplementar de saúde é quatro vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com os médicos ouvidos pelo blog A Família Cresceu, é preciso levar em conta o que será melhor para a saúde da gestante e do bebê. “Esta decisão deve estar nas mãos da paciente”, diz Carolina Carvalho, ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para ela, a paciente, ao longo da gestação, precisa avaliar todos os aspectos que envolverão o momento de dar à luz. Inclusive a famosa dor do parto, um dos principais motivos que levam mães a optarem antecipadamente pela cesárea.

Para o obstetra Luiz Fernando Pereira Leite, supervisor médico do Hospital Santa Joana (www.hmsj.com.br), este receio pode ser amenizado se a gestante tiver um bom acompanhamento durante o pré-natal. “Durante esta fase, ela deve receber muita orientação quanto ao tipo de parto, o que trará mais segurança quando chegar o momento de dar à luz”, diz Pereira Leite. “Além disto, as anestesias utilizadas atualmente diminuem em muito o sofrimento durante o trabalho de parto e, em muitos casos, a mãe pode ficar na suíte ao lado do marido, conversando, até chegar a hora de o bebê nascer”, afirma o obstetra.

“O parto normal é, de fato, mais natural, a criança tende a respirar melhor e a amamentação acontecerá logo após o nascimento”, diz a médica Carolina, da Unifesp. Tolerância e paciência para aguardar o momento ideal do bebê nascer também são muito importantes, já que o trabalho de parto pode durar até mais de 10 horas.
Para o médico e anestesiologista Marcelo Torres, da Maternidade Pro Matre (www.promatre.com.br), o uso da anestesia pode tranqüilizar a mãe e ajudar na hora do parto. “É preciso usar os avanços tecnológicos e os benefícios que ele traz, pois o excesso de dor só prejudica”, diz o médico, que também é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A anestesia ideal, segundo o doutor Marcelo, deve manter a consciência e as sensações táteis da mãe, mas sem tirar a força muscular, necessária para que o bebê nasça.

Opção pela cesárea – A primeira recomendação a ser dada pelos médicos deve ser a de um parto natural. Porém, existem alguns fatores que podem levar a gestante a realizar uma cirurgia cesariana, além do medo da dor e da impaciência com o tempo gasto no trabalho de parto. Fatores de risco, como hipertensão, diabetes gestacional, posicionamento do bebê na barriga (sentado ou atravessado) ou gestações gemelares geralmente levam a mãe à sala de cirurgia, ainda que, em alguns casos, seja possível realizar o parto normal. “No caso de gestação bigemelar, se os bebês estiverem na posição ideal, de cabeça para baixo, é possível fazer com que nasçam pelo parto normal”, diz Carolina Carvalho, da Unifesp. “Porém, se um dos bebês estiver sentado ou em outra posição que prejudique, a opção imediata é a cesárea”, esclarece a médica.

O risco para mãe e bebê também pode fazer com que um parto originalmente programado para acontecer naturalmente se torne uma cesárea. “Se houver sinal de sofrimento materno ou fetal, partimos para a cirurgia”, diz o doutor Luiz Fernando Pereira Leite, ele próprio um defensor do parto natural. “Mas, se existir o risco de mortalidade, de diminuir a oxigenação ou outro imprevisto, não podemos correr o risco para seguir crenças”, diz ele.

Porém, para alguns profissionais, o número tão elevado de partos cesarianos deve-se também à opção das mães. “Já estamos em uma segunda ou terceira geração de filhos de cesáreas, e muitas querem fazer a cirurgia, marcar a hora e escolher a data do nascimento do filho”, diz a doutora Carolina Carvalho. Ela avalia que cerca de 80% das clientes atendidas por ela optam pela cesariana. “Sempre explico sobre as vantagens do parto normal, mas com algumas pacientes esta questão é inegociável”, conta ela.

Já entre as pacientes atendidas por Luiz Fernando Pereira Leite, o índice de partos normais chega a 40%, segundo ele. “Nos hospitais, este índice é bem menor”, diz ele. A média maior de partos naturais deve-se ao esclarecimento de diferentes questões ao longo do pré-natal.

Lendas – Apesar de hoje existirem mais fontes de informações do que há algumas décadas, algumas lendas em relação aos dois tipos de parto ainda persistem no imaginário de muitas gestantes. Uma delas é relacionada à falta de prazer sexual após o parto normal. “Hoje, a anestesia do parto provoca um relaxamento muito importante na musculatura”, diz o doutor Pereira Leite. Além de não haver prejuízo à vida da mulher após dar à luz, o parto natural tem recuperação mais rápida – em cerca de uma hora, a mãe já pode cuidar do bebê -, e muitas mulheres saem do hospital caminhando normalmente após o procedimento. Se a mulher receber pontos na região do períneo, eles cairão em uma semana.

As lendas também circundam as cirurgias cesarianas. Um dos temores mais comuns, por exemplo, é relacionado à raquianestesia – mulheres com este tipo de anestesia não poderiam levantar a cabeça, sob o risco de sentirem uma dor intensa e insuportável. O doutor Luiz Fernando Pereira Leite, da Maternidade Santa Joana, tranqüiliza as mulheres em relação a este suposto risco. “Estes casos são raríssimos e já se tornaram mais um mito”, diz ele. O repouso após a cesárea também não precisa ser exagerado. “É uma recuperação mais lenta nas primeiras 48 horas, mas, após este tempo, a mãe pode ficar mais tranqüila”, diz Carolina Carvalho, da Unifesp.

Informação e qualidade de parto – A quantidade de informações recebidas durante a gestação ajudaram em muito a comerciária Ana Vial a ter um parto normal e considerado tranqüilo. Quando deu à luz a uma menina – Manuela – Ana foi a única mulher na clínica onde estava, no Rio de Janeiro, a ter uma criança por meio de parto normal. “Fui considerada a heroína da clínica”, brinca ela, que optou por este tipo de parto desde o início da gravidez, quando o assunto nem chegou a ser tratado abertamente com sua médica. “Senti que, na primeira consulta, ela evitou um pouco este assunto, mas deu a entender que era favorável à cesárea, ao dizer que ela abreviaria o sofrimento durante o parto”, conta Ana. “Mas, como eu estava apenas na quinta semana de gestação, preferi discutir este assunto quando o nascimento de minha filha estivesse mais próximo”, diz ela.

Durante a gravidez, Ana seguiu todas as recomendações médicas e exames prescritos até ser afastada do trabalho, entre o sexto e sétimo mês de gestação, por conta de uma dor ciática diagnosticada erroneamente como princípio de trabalho de parto. “Por via das dúvidas, a empresa me deixou de licença e passei a freqüentar cursos de ioga para grávidas”, lembra ela. Na escola onde tinha as aulas, Ana acompanhou diferentes palestras e reuniões com temas voltados às gestantes e recebeu de um médico um roteiro com dicas para a mulher saber se estava ou não em trabalho de parto. Na 37ª semana de gestação (três semanas antes do prazo considerado ideal para o parto normal), Ana passou a sentir a maior parte dos sintomas descritos neste roteiro, entre eles, a perda do tampão, substância gelatinosa que serve como proteção entre o útero e o canal de parto. Do momento em que sentiu as contrações mais fortes até a hora do parto, foram três horas.

“Soube de muitas dicas importantes por meio dos cursos que fiz durante o período da gravidez”, diz Ana. “Por isto, sou a favor de que as grávidas tenham muitas fontes de conhecimento, com cursinhos rápidos oferecidos por hospitais, orientação médica e tudo o que pode ocorrer durante o trabalho de parto”, diz ela. “Eu não tinha uma busca frenética ao parto normal nem ojeriza à cesariana”, diz Ana. “Mas não consigo entender por que é tão natural para muitas mulheres aceitarem o parto com cesáreas e acharem o parto normal algo tão absurdo”, acredita ela.

Dra Carolina Carvalho - Unifesp/Escola Paulista de Medicina: (11) 5576-4000 / www.unifesp.br

Dr Luiz Fernando Pereira Leite – (11) 5081-2844 / 5573-9987

Dr Marcelo Torres - (11) 3283-5573

abraço,
Vilma


, Aurora ou Asia? | 23/03/06

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No jornal O Estado de S. Paulo de hoje (23/03/2006), página B17, há uma matéria sobre uma prática que vem ocorrendo em alguns países, principalmente nos EUA: a venda da gravidez como reality show. A jornalista Natalia Martín, da agência de notícia EFE, relata o caso da jovem Asia Francis, de 21 anos, que vendeu o parto de sua bebê por US$ 1 mil, em cota única, para a Global.com, empresa americana que abriga páginas de Internet. O parto de Asia estará disponível na web daqui a alguns dias. No cenário da sala de parto, a logo da Global estava por toda parte, conta a jornalista. Antes disto, ela havia “alugado” a barriga para colocar a logomarca do Golden Palace Casino.

Bom, polêmica à parte – na reportagem, outra mãe, Aurora Collantes, condena a prática e considera uma espécie de prostituição da gravidez -, a matéria me fez pensar um pouco na mudança de comportamento e, principalmente, da comunicação em que a sociedade passa hoje. E coloquei em suspenso qualquer julgamento sobre o ato, por que cheguei à conclusão que talvez conceitos ou preconceitos de antes não valham mais no novo contexto.

O fato é que vivemos em tempos de Internet onde a individualidade pode ser arremessada na massa em pouquíssimo dias, horas ou segundos. Talvez em breve este tipo de exposição da experiência de cada um seja algo tão comum, como ver a Demi Moore exibindo sua barriga de muitos meses na capa de uma revista. Ou seja, não causará absolutamente qualquer espanto ou condenção, como levantou Aurora, na reportagem da EFE. Talvez, Asia seja a mãe do século XXI, e Aurora do século XX (os nomes delas já as remetem cada uma a seu século, não).

Na verdade, o processo de exibição é uma realidade. Desde que colocamos o A Família Cresceu no ar, pelo menos três conhecidas minhas, grávidas, me mandaram o endereço de seus blogs-diários. Mesmo o nosso A Família Cresceu, é um canal onde exponho minha experiência – mesclando com posts-reportagens. A quantidade de blogs pessoais sobre os mais diversos temas já é enorme, na casa dos milhares.

Este ato do desvendar que a Internet propicia é mais uma opção para nossa sociedade, seja para trocar experiências, seja para ganhar dinheiro. É claro que a exposição deve ser sempre de forma consentida.

E então, você é Aurora ou Asia?

Um beijo,

Roberta


A Barriga Cresceu | 23/03/06

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Hoje, entramos na 18ª semana de gestação e percebo que, a partir de agora, tudo mudará bastante. A barriga não pára de crescer. Os três bebês lutam contra músculos, dermes e órgãos de meu organismo para conquistarem espaço na minha originalmente pequena barriga. Aquelas mexidinhas, que pareciam asas de borboleta dentro da barriga, passaram a ser cabecinhas, bracinhos e bumbuns de bebês brigando por seu lugar no ventre. O que acontece comigo no meio disto tudo? No fim do dia, parece que corri uma maratona, fiz mil abdominais e levantei os mais pesados pesos na musculação, principalmente para as pernas (outra metáfora menos politicamente correta seria “um caminhão passou por cima de mim”).

Não posso ficar muito sentada por que eles ficam mais apertados e, na hora de levantar, começam a protestar com a mãe deles, euzinha, por ter ficado tanto tempo na mesma posição. Tenho que dar uma volta, deitar no pufe, voltar a sentar, fazer xixi, trabalhar e chegar em casa e dormir. As costas começam a doer também, na região da lombar. Muito cansaço, e a barriga grande e dura como pedra. Ou como bebês com pouco espaço.

Quando falei com o Dr Artur, ontem no fim do dia, ele já mandou eu diminuir o ritmo. Quero ver como estarei perto da 30ª semana...

Vejam, não levem isto como uma reclamação. Cada dorzinha que sinto quase choro, mas o choro é recolhido pelo pensamento imediato de que se trata de meus filhinhos que já amo e, pode parecer piegas, já conheço bem em tão pouco tempo. Morro de medo que qualquer descuido meu possa prejudicar de alguma forma meus bebês. Por isto, vou correndo, ops, calmamente diminuir o meu ritmo. Eles são a prioridade.

Um beijo,
Roberta

Obs: não medi a barriga ainda, vou deixar a tarefa para o Dr Artur na próxima consulta.


, Moda Gestante | 22/03/06

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Com o passar da gravidez, o crescimento da barriga faz com que muitas digam adeus às calças preferidas, à blusinha de caimento que já foi perfeito e ao casaquinho que é curinga em diferentes ocasiões. Porém, hoje as gestantes podem contar com opções modernas e atuais em substituição à surrada calça fuseau e às camisas largas que parecem engordar muitos números. A procura por roupas bonitas que se adaptem ao corpo da grávida impulsionou o surgimento de lojas especializadas em moda para gestante, com coleções especiais, personalizadas e ajustáveis para todo o período da gestação.

Foi o caso da Zazou, da estilista Daniela Lobo. Durante a gravidez do primeiro filho, que hoje tem cinco anos, ela tentou usar números maiores até peregrinar por diferentes lojas à procura de roupas como as que ela usava antes da gestação. “As grávidas que eram consumidoras de moda ficavam órfãs de roupas modernas”, diz a estilista. Em 2001, ela criou a própria loja, com sede em São Paulo e representantes em diferentes cidades do Brasil. “Inclusive, a maioria das minhas representantes foram mulheres que tiveram dificuldades em se vestir durante a gravidez e que decidiram montar suas próprias lojas”, conta Daniela Lobo.

Outra que passou por dificuldades durante a gestação do primeiro filho, há cinco anos, foi Maria Renata Pinheiro, na época profissional do mercado financeiro. Encontrar roupas que se adequassem à sua rotina profissional e aos diferentes estágios da gestação foi um desafio que motivou a criação, junto com a sócia Flávia Lemes da Cunha, da loja Maria Barriga (fotos deste post), com sede na Vila Madalena, em São Paulo. “Queríamos fazer algo com a nossa cara para que a grávida tivesse mais opções”, diz ela. A Maria Barriga oferece roupas com ajustes – em especial, calças – que podem ser acionados conforme a barriga aumenta. “Fazemos ainda uma pesquisa de moda atual e adaptamos para a grávida”, diz Renata.

Mais uma opção para quem procura roupas para todas as ocasiões é o Place des Mamans, megastore exclusiva para gestantes e recém-nascidos. O local reúne quatro grifes: Um a nove, Mamazita, Fê Gestante e Empório Baby, o único voltado a recém-nascidos. O espaço foi idealizado por Daniela Nolasco, gerente de marketing da Um a nove, com sede em São Carlos (SP), fundada há quatro anos. A marca, especializada em jeans, oferece peças ajustáveis que podem ser utilizadas inclusive após a gravidez. Porém, por ser uma marca voltada à linha casual, ela não poderia suprir todo o guarda-roupa que uma gestante precisa. “Precisávamos de um espaço múltiplo para todas as ocasiões. A grávida também é executiva, precisa de terninhos, assim como também precisa de vestidos de festa”, diz Daniela.

Peças básicas – A mudança compulsória do guarda-roupa provoca dúvidas em muitas gestantes que têm medo de comprar demais e perder roupas depois do parto. De acordo com as entrevistadas pelo blog A Família Cresceu, este risco existe, mas a aquisição de roupas especiais para esta fase da vida é imprescindível. Algumas peças básicas e versáteis podem ajudar muito àquelas que não têm tempo ou paciência para comprar roupas de diferentes tamanhos a cada semana.

A calça preta, básica para qualquer mulher, também pode ser uma poderosa arma para a grávida. “Tudo depende muito da mulher e do meio em que ela circula”, diz Renata, da Maria Barriga. “Mas esta peça, além de outra calça mais clara e uma jeans já fazem muito pelo guarda-roupa feminino”, diz ela.

Daniela Nolasco, da Place des Mamans, lembra ainda da praticidade dos terninhos, em especial para as executivas. “Com esta peça, ela pode ter mais duas calças avulsas – que podem ser combinadas com o blazer – e três blusas. Também pode optar por uma camisa e uma bata para usar com o blazer”, diz Nolasco. Os vestidos também podem ser grandes aliados para diferentes ocasiões, como festas, lazer ou trabalho.

Outra dica importante para a hora da compra é adquirir um produto que não fique tão apertado, afinal, o corpo sofre mudanças constantes. “Sempre quando vemos uma mãe comprar uma peça que ficará mais justa, aconselhamos uma maior ou um pouco mais larga. A pior coisa para uma gestante é ter uma roupa que incomode ou aperte”, diz Daniela Lobo, da Zazou.

Tendências da estação – Tecidos como veludo e seda estarão em alta na coleção outono/inverno também nas peças oferecidas especialmente às gestantes, sempre inspiradas no que a moda oferece também às que não estão grávidas. “Serão utilizados muitos temas vitorianos, que remetem à época vitoriana da Inglaterra, com roupas mais austeras, golas altas e muito uso de cru e branco”, diz Daniela Lobo, da Zazou. “Existe também a tendência ao glamour, que remete às divas de Hollywood, como Audrey Hepburn e Catherine Deneuve, ícones do cinema americano e que se vestiam muito bem”, completa ela.

Esta sofisticação também é transportada para a linha gestante da Zazou. Outra vertente será o folk, com a ampla utilização de bordados inspirados pelas roupas tradicionais da região da Ucrânia e Rússia, com peças coloridas e bem trabalhadas. A tendência militar, com cores sóbrias e looks náuticos, estará nas peças da Zazou, em lançamento.

Na Place des Mamans, Daniela Nolasco destaca a coleção romântica e delicada, com batas e vestidos. “As peças mais delicadas e românticas do verão são aproveitáveis no inverno”, diz ela. “As regatas podem ser aproveitadas com boleros e pelerines, além das peças tomara-que-caia”, diz ela.

Na Maria Barriga, será possível encontrar, além de batinhas com mangas mais compridas e material mais pesado que as do verão, spencers mais grossos para o inverno e casacos 7/8, adaptados para as gestantes. O veludo também estará presente nas peças desta coleção, em spencers, calças encurtadas e retas e casacos, além dos boleros, extremamente práticos e versáteis para proteger vestidos e blusas mais finas.

Serviço


Zazou
– Rua Professor Atílio Innocenti, 952, Vila Olímpia, São Paulo (SP). Tel: (11) 3846-6511. Oferece serviços de ajuste de roupas para as gestantes e também oferece costura terceirizada para quem quiser adaptar as peças para uso após a gravidez.

Maria Barriga – Rua Aspicuelta, 145, Vila Madalena, São Paulo (SP). Tel: (11) 3814-4228. Oferece serviços de adaptação de roupas para uso após a gravidez e também de vendas delivery, que devem ser agendadas por telefone.

Place des Mamans – Rua Haddock Lobo, 1340, Jardins, São Paulo (SP), 1º andar. Tel: (11) 3083-5355. Reúne as marcas Um a Nove, Mamazita, FÊ Gestante e Empório Baby.

Mammy – Rua João Lourenço, 613, Vila Nova Conceição, São Paulo. Tel.: (11) 3845-2216

Mom´s – Rua Visconde de Pirajá, 351, loja 210, Fórum de Ipanema, Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2513-0276


, , Pré-Natal | 21/03/06

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Durante os meses de gestação, as mudanças físicas e emocionais ocorridas no organismo feminino são enormes e causam, na maioria das grávidas, medos, angústias e inseguranças. Isso sem falar na curiosidade sobre as modificações que ocorrem no interior do corpo até o nascimento do bebê. Para que essa fase seja a mais tranqüila e com muita saúde, é fundamental o pré-natal.

Os exames pré-natais foram instituídos no século 20 com o intuito de diminuir as elevadas taxas de mortalidade materna e infantil na época. A medicina preventiva é a palavra-chave para definir estes exames, como explica o Dr. Artur Dzik, que é diretor do serviço de reprodução humana do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, e doutor em ginecologia pela FMUSP. O ideal é que o primeiro contato com o obstetra aconteça logo após seja confirmada a gravidez.

“Inicialmente fazemos um check up completo sobre a saúde da mãe. São pedidos vários exames laboratoriais, como tipagem sangüínea, hemograma, glicemia, ferritina, HIV I e II, hepatite B e C, Sífilis, Rubéola, Toxoplasmose e citomegalovirus”, afirma Dr. Artur. Ainda é solicitada a análise da urina, para checar se há alguma infecção que possa causar um aborto espontâneo; e de fezes, para saber se há algum parasita. Por volta da 28ª semana são repetidos os exames de glicemia, hemograma e ferritina.

Além destes exames, as gestantes fazem quatro ultra-sonografias durante os nove meses. A primeira, logo após a descoberta da gravidez, irá definir, em conjunto com a data da última menstruação, em que semana de gestação a mãe se encontra. Já aos três meses de gestação, entre a 11º e 12º semanas, o ideal é que seja feita outra ultra-sonografia, a chamada translucência nucal, um exame que identifica se há sinal de doença cromossômica, como a Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outras mais raras.

Entre a 18ª e 20ª semana, o exame é repetido para saber se a morfologia do bebê está se desenvolvendo de maneira adequada. “Nesta época, o especialista já pode checar se a criança tem todos os dedos, rins, estômago e, principalmente, se a coluna está fechada. Caso haja algum problema é possível intervir, o que aumenta as chances do bebê nascer saudável”, diz Dr. Artur. Para terminar, é feita no terceiro trimestre outra ultra-sonografia.

O Ministério da Saúde recomenda que o acompanhamento médico da gestante seja mensal até o nono mês de gestação. Quando a mulher entrar no último mês da gravidez, as visitas ao obstetra devem ser semanais. “Nos casos de gestações múltiplas, a partir da 32ª semana, por volta do oitavo mês, é necessário – devido à grande possibilidade dos bebês nascerem prematuros – o acompanhamento semanal”, alerta Dr. Artur. É claro que, caso a mãe já tenha algum problema prévio – ou desenvolva durante a gravidez – o acompanhamento deve ser mais freqüente.

Outro ponto de fundamental importância e pouco discutido nas visitas ao médico é o laço de confiança que se forma entre médico e gestante. “É que a gestante confie em seu médico para que tudo transcorra da melhor maneira possível”, finaliza Dr. Artur.


Dicas para a consulta:• Não tenha vergonha de perguntar todas as suas dúvidas
• Guarde em uma pasta todos os exames que fizer durante o período de gravidez
• Não deixe de ir às consultas
• Caso não tenha um plano de saúde e não possa pagar consultas particulares, procure um hospital público
• Avise o seu médico imediatamente, caso perceba algo de anormal com você e que não tenha sido mencionado pelo obstetra

Artur Dzik - 11 3259-5061

bjs,
Juliana


Licença-maternidade | 16/03/06

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A Revista Exame traz na sua última edição (número 863 - 15/03/2006) uma reportagem sobre o tema licença-maternidade. A senadora Patrícia Saboya Gomes (PSB-CE) defende a ampliação da licença-maternidade para seis meses em troca de incentivos fiscais, isto é, pelos dois meses extras da funcionária em casa as empresas teriam abatimento em impostos federais. A renúncia, estima-se, pode chegar a 1 bilhão de reais. A proposta ganhou o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do Ministro da Cultura, Gilberto Gil.

A discussão também já chegou também ao Orkut. A comunidade Licença-Maternidade – 6 meses tem 402 membros e troca de informações sobre o assunto.

Na contramão, a repórter da Exame, Neuza Sanches, ouviu o outro lado, que prefere discutir flexibilidade de horário à proposta da senadora. Executivas da Tetra Pak e da Atento são provas de que é possível conciliar o trabalho com os cuidados do bebê, se a empresa permitir um horário flexível de trabalho.

A discussão é polêmica e, quando chegar ao Congresso Nacional, deve esquentar ainda mais. Em reportagem sobre o tema, a Revista Consultor Jurídico destacou que a medida poderá ocasionar uma discriminação velada à mulher no mercado de trabalho. A advogada Silvia Maria Munari Ponte, do Trevisioli Advogados, considera que, apesar de o projeto de lei ter um objetivo louvável, o momento não é oportuno para sua implantação, “frente a atual crise de desemprego e informalidade que o país atravessa”.

O blog A Família Cresceu acompanhará essa discussão e ouvirá opiniões de especialistas.

Tatiane


Convênio com Hospitais | 15/03/06

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Já pensou nesta situação: você fica grávida e descobre que seu plano de saúde está ainda em fase de carência para partos? Ou pior, aquela maternidade que sempre sonhou em ter o bebê não é coberta pelo seu plano?

Pensando nisto, alguns hospitais particulares oferecem pacotes especiais para futuras mamães nesta situação. Em São Paulo, a Maternidade São Luiz oferece pacotes deste tipo. Além destas condições especiais, as maternidades particulares costumam negociar. É claro que sempre tem-se a opção das maternidades públicas, mas, por que não, tentar uma particular.

Leiam o textinho que a Maternidade São Luiz, de São Paulo, nos enviou:

Para as futuras mamães que não possuem plano de saúde ou convênio, ou ainda, estão no período de carência, e querem dar à luz na Maternidade São Luiz, foi desenvolvido o Plano Maternidade São Luiz.

As gestantes devem procurar a Maternidade no máximo até a 34ª semana de gestação (entre o 6º e o 7º mês). O plano pode ser parcelado em até cinco vezes de R$ 1.300,00. Outras formas de pagamento podem ser discutidas durante a visita à Maternidade, que não precisa ser agendada previamente.

O plano inclui para a mãe:
• Apartamento com direito a acompanhante, com telefone, ar condicionado, TV e frigobar;
• Anestesia, sala de pré-parto, exame do grupo sanguíneo e fator RH, sala de parto em qualquer dia ou horário;
• Curativos, medicamentos e materiais consumidos durante o parto e serviços de enfermagem;

E para o bebê:
• Berçário e curativos diários no berçário (três diárias;)
• Exames de bilirrubina, glicose, grupo sanguíneo ABO e RH, fenotipagem;
• Testes de coombs direto e de hipotireoidismo congênito;
• Honorários médicos em berçário normal durante as três primeiras diárias e uma diária de fototerapia (quando necessário);

Vale consultar todas as maternidades:

São Luiz - 11 3040-1100
Pro Matre - 11 3269-2233
Santa Catarina - 11 3016-4133
Santa Joana - 11 5080-6000

Um beijo,
Roberta


Cont. – Cordão Umbilical: bancos públicos x bancos privados | 13/03/06

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Há alguns anos, todo o material expelido durante o parto era simplesmente descartado. Placenta, líquido amniótico e o sangue do cordão umbilical eram jogados no lixo.

Hoje, com os avanços da medicina, descobriu-se que o sangue do cordão umbilical contém uma grande quantidade das famosas células-tronco, que podem se transformar em diversos tecidos e órgãos e aliviar o sofrimento de pessoas que aguardam nas filas de transplantes.

Além disso, as células presentes no cordão umbilical são células adultas, mas, como ainda não sofreram ações químicas do tempo, do sol e da poluição, há menos chance de haver rejeição nos pacientes transplantados.

Mas a grande polêmica do momento não é a utilização dessas células, mas o local em que o sangue do cordão deve ser armazenado: em bancos privados, onde só quem pode ter acesso ao material é o usuário ou um parente, ou os públicos, onde a célula- tronco é doada a quem necessitar.

Os bancos privados trabalham com o avanço da medicina e com as possibilidades das células-tronco tornarem-se a salvação para inúmeras doenças. “Quando consideramos o presente, nosso objetivo pode parecer pequeno, mas trabalhamos com a medicina do futuro”, diz a diretora clínica da CordVida, Dra. Cláudia Maggioni.

Segundo a médica, a vantagem do banco privado é a garantia de que, se um parente ou a própria criança precisar de um transplante de medula, por exemplo, não precisa sair em busca de um doador ou entrar na fila de um banco público. A médica ainda ressalta que os transplantes evoluem melhor e há menos risco de rejeição quando as células são doadas por um parente. Ela cita um exemplo de um garoto do Rio Grande do Sul, que tinha leucemia. “Ele tinha 4 irmãos, mas nenhum deles era compatível. Diante dessa situação, foi obrigado a ficar na fila para um transplante. Nesse tempo, a mãe dele engravidou e teve uma menina, compatível com ele. Milagrosamente, um doador de um banco público também apareceu. Nesse caso, os médicos preferiram aceitar o sangue da irmã, pois o risco de rejeição era menor”, conta ela.

Já nos bancos públicos, o argumento é outro: salvar vidas hoje. E é por isso que a polêmica surgiu. De acordo com o diretor do Centro de Transplantes de Medula Óssea, do INCA, Dr. Luis Fernando Bouzas, a doação para os bancos públicos é mais eficiente e beneficia um número muito maior de pessoas. “Sabemos que é difícil encontrar um doador, mas, se os pais que recorrem aos bancos públicos acham que estão fazendo um bem para seus filhos, podem se enganar. Em apenas 25% dos casos, é possível encontrar um doador compatível na família, e a chance de uma pessoa utilizar as suas próprias células é de uma em 20 mil”, ressalta o médico.

Além disso, algumas doenças que podem ser tratadas com as células-tronco apresentam características hereditárias, o que impede o uso do próprio sangue. Se esse material estivesse em um banco público, outra pessoa poderia ser salva.

Outra limitação é que a quantidade de células obtidas de um único cordão pode servir para o tratamento de pacientes com, no máximo, 60 quilos. Por meio dos bancos públicos, é possível combinar cordões geneticamente compatíveis e tratar pacientes de maior peso.

Curiosidades:

- No mundo todo, cerca de 200 mil cordões umbilicais estão armazenados em órgãos públicos;

- O primeiro banco público dos Estados Unidos deve ser criado ainda este ano;

- O INCA já utilizou 15 unidades de sangue de cordão umbilical para transplantes;

- A chance de um brasileiro localizar um doador em território nacional é trinta vezes maior que a chance de encontrar o mesmo doador no exterior, segundo pesquisa realizada pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Isso ocorre devido às características genéticas comuns à população brasileira;

- A coleta e o armazenamento de cada unidade custam em torno de R$ 3 mil para o SUS. Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical de centros internacionais, fica em torno de R$ 96 mil.

CordVida – 0800 707 2673

INCA
Bjs, Veri


, Sangue do cordão umbilical: como e onde armazenar? | 09/03/06

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Dez entre dez mães sofrem com a insegurança de ter um filho com algum problema de saúde. Se isso já não bastasse, o medo de que os pequenos possam ter algum problema no decorrer da vida faz com que um novo tipo de negócio cresça consideravelmente. Estamos falando dos bancos privados que armazenam o sangue do cordão umbilical.

O principal argumento para a utilização do serviço é o avanço da ciência em relação aos estudos das células-tronco, presentes no cordão umbilical e que podem transformar-se em diversas outras células. A mais conhecida é a célula-tronco hematopoética, que no adulto se localiza na medula óssea vermelha e é a responsável pela “fabricação” de todo o sangue do nosso corpo e seus componentes. Nos casos de leucemia, essa é a célula substituída nos transplantes de medula.

Os bancos que armazenam sangue de cordão umbilical não são novos, surgiram na década de 80, na Europa, e o primeiro transplante realizado a partir do sangue de um cordão umbilical foi feito em 1988, na França. No Brasil, o INCA, Instituto Nacional de Câncer, localizado no Rio de Janeiro, foi o primeiro órgão do país a fazer o armazenamento, em 1991. Mas, nos últimos anos, os avanços da ciência e a propagação das pesquisas envolvendo as células-tronco fizeram com que os bancos privados começassem a pipocar pelo País.

De acordo com a diretora clínica da Cordvida, empresa especializada na coleta e armazenamento do sangue do cordão umbilical, Dra. Cláudia Maggioni, existem hoje cerca de 8 bancos privados no Brasil, mas esse número tende a crescer em ritmo acelerado. “O futuro da medicina é a terapia celular, e nós trabalhamos com essa perspectiva. Por isso é que o armazenamento desse material torna-se tão importante”, reforça a especialista.

A empresa tem sede na capital paulista e já conta com 1200 cordões armazenados. Ao contratar o serviço, os pais já ficam cientes de que, no momento do parto (seja ele normal ou cesárea), uma enfermeira treinada estará presente para fazer a coleta e encaminhar o sangue para o laboratório. “Orientamos as mamães a ligar para a enfermeira quando estiverem indo para a maternidade”, acrescenta a doutora Cláudia.

Ao chegar ao laboratório, o sangue é processado, e as células-tronco são separadas de outros componentes, como plasma e líquido amniótico. Em seguida, uma substância que protege as células é adicionada ao material, que é congelado em nitrogênio líquido a 196 graus negativos.

Mesmo com todos esses cuidados, não é sempre que o sangue pode ser armazenado. Se as mães estiverem com menos de 32 semanas de gravidez, ou se apresentarem algum problema no trabalho de parto, a coleta não é indicada. Para as mamães de múltiplos, uma boa notícia: os bancos privados fazem a coleta, mas, se o volume de cada cordão for menor do que 70 mililítro, o mínimo para se obter uma boa quantidade de células-tronco, é preciso uma nova autorização dos pais.

É claro que toda essa tecnologia tem um preço e, para a maioria dos brasileiros, não é acessível: cerca de R$ 4 mil para a coleta, processamento e armazenamento do sangue e 800 reais ao ano de manutenção.

Na contramão dos bancos privados, seguem os bancos públicos de armazenamento, que lutam para conseguir mães dispostas a colaborar com a Brasilcord, uma rede pública de armazenamento e informações, lançada pelo governo federal em 2004.

Uma das instituições que participam da Brasilcord é o INCA, que, em 2001, criou o primeiro Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) do país, com o objetivo de aumentar as chances de localização de doadores para os pacientes que necessitam de transplante de medula óssea.

O INCA trabalha hoje com duas maternidades do Rio de Janeiro (Maternidade Municipal Carmela Dutra e Pró-Matre), que colhem o sangue do cordão e enviam para os laboratórios do Instituito. No banco, já estão armazenadas com cerca de duas mil unidades. Mas, para que o sangue chegue aos bancos públicos, um intenso trabalho de conscientização é realizado com as gestantes desde os primeiros meses de gravidez. “Para aceitarmos a doação, precisamos fazer um trabalho muito intenso com as mães, que passa pela conscientização da importância do sangue para quem está na fila de espera do transplante de medula”, ressalta o diretor do Centro de Tansplantes de Medula Óssea do INCA, Dr. Luis Fernando Bouzas. “Além disso, as grávidas têm que fazer o pré-natal e não podem apresentar nenhum problema durante o parto”, acrescenta o médico.

São coletados entre 120 e 150 ml de sangue, que passam por vários testes, assim como acontece em uma doação de sangue normal. Em seguida, se o número de células-tronco for satisfatório, o material é congelado em tanques de nitrogênio líquido.

Após a doação, os cuidados continuam. Mãe e bebê são acompanhados durante seis meses, para saber se desenvolvem algum tipo de doença. Se isso acontecer, a amostra de sangue é descartada.

A doação é gratuita, mas, diferentemente do que ocorre nos bancos privados, nos públicos há mais restrições para as mulheres que desejam armazenar o sangue do cordão de seus filhos. Só podem fazer parte do projeto mulheres entre 18 e 36 anos, com idade gestacional acima de 35 semanas no momento da coleta, que não apresentem gravidez de risco e que não possuam no histórico médico doenças neoplásicas (câncer) ou hematológicas (anemias hereditárias, por exemplo). Grávidas de múltiplos também sofrem restrições, pelo volume de sangue do cordão de cada bebê ser menor.

Além do INCA, outros três locais participam da Brasilcord: Hemocentro de Ribeirão Preto, UNICAMP e Hospital Albert Einstein, mas, de acordo com o diretor do CEMO, há projetos para expandir a rede para hospitais do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Pernambuco. No entanto, o INCA planeja ampliar os convênios com maternidades e realizar um treinamento com obstetras e enfermeiros, para que estes possam fazer as coletas e ampliar a capacidade de armazenamento, que hoje é de três mil unidades, para dez mil. Além disto, a meta é conseguir inserir a rede brasileira na Netcord, rede mundial de bancos de sangue de cordão umbilical e placentário.

No próximo post sobre o assunto, falaremos sobre a polêmica entre bancos públicos e privados.

CordVida – 0800 707 2673

INCA , Instituto Nacional do Câncer

Bjs, Veri


Doulas | 06/03/06

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Você deve estar se perguntando que palavra é essa. Se procurar no dicionário, dificilmente irá encontrar. Ela vem do grego "mulher que serve" e é também o nome dado a uma profissional que pode ser definida como a melhor amiga da gestante. Enquanto lá fora é bem conhecida, aqui no Brasil a doula encontra no boca-a-boca sua melhor divulgação. De mãe em mãe, vai conquistando seu espaço, ampliando sua atuação e estendendo a lista de admiradoras.

A doula assume na sociedade moderna o papel que as mulheres mais experientes – em geral, as mães – tinham no passado. Dão o suporte emocional e físico antes, durante e depois do parto. Com muita conversa e técnicas simples, como massagens, elas levam tranqüilidade para a gestante. “A Ana Cris [doula] foi reconfortante, principalmente por ela ser extremamente informada. Fugiu do “achismo” e me apresentou dados concretos. Criamos uma relação de confiança durante a minha gravidez”, diz a música Roberta Lizandra Marcinkowski.

Esse fator foi determinante para que Roberta, mãe de Júlia, hoje com cinco meses, sentir-se tranqüila na ausência do parceiro. “Quando a minha filha nasceu, meu marido estava no avião, voltando de Miami. Não entrei em pânico quando a minha bolsa rompeu de madrugada e estava sozinha. Liguei para a Ana, que me orientou a monitorar as contrações. Ela foi para a minha casa, passou a noite conversando comigo, acompanhou-me até o hospital e ficou ao meu lado até o final”, conta Roberta, que entrou em trabalho de parto 36 horas depois de a bolsa ter estourado.

A doula de Roberta, Ana Cristina Duarte, resolveu se tornar doula, depois da experiência da maternidade que foi tão boa. Isto é comum. “Eu descobri minha vocação por causa dos meus partos”, conta a ex-bióloga, que já assistiu a mais de 100 partos como doula e hoje é responsável pelo Grupo Apoio à Maternidade Ativa - GAMA. A entidade, criada há três anos, é uma das poucas no Brasil, a oferecer curso de profissionalização, realizado duas vezes por ano. Além disso, Ana também lidera um grupo de discussão na internet e promove semanalmente uma reunião gratuita com gestantes e mamães.

O suporte emocional dado pelas doulas também é direcionado aos futuros papais. “A função da doula é apoiar não só a mulher, mas também a família que está nascendo. A doula não entra no lugar do marido ou companheiro. Contribuímos para o desenvolvimento da sensibilidade e da autoconfiança do pai, bem como para a sua capacidade de dar apoio e de cuidar da sua esposa na hora e depois do parto”, diz a terapeuta Lucía Caldeyro.

Lucía tornou-se doula após sentir na pele o significado de apoio. “Algumas lembranças dos meus partos ficaram gravadas e me motivaram a apoiar outras mulheres. Foram gestos aparentemente pequenos, mas de grande significado para mim”, conta ela. “Um médico que segurou minha mão no parto da minha primeira filha, e uma médica que fez uma massagem e me proporcionou alívio imediato”, exemplifica Lucía, uma das fundadoras da Associação Nacional de Doulas - ANDO. A entidade inspirou-se na experiência norte-americana, onde os hospitais contratam essas profissionais e as exibem com orgulho entre os serviços oferecidos aos clientes.

A procura por doulas no Brasil vêm aumentando, mas ainda é pequena. Pelos cálculos de Lucía, há cerca de 100 doulas em atividade no país. Nos Estados Unidos, são mais de 12 mil. A maioria dos médicos brasileiros já vê a doula como uma aliada. Em alguns hospitais, principalmente os públicos, elas são bem-vindas. Quem também se rendeu a essas profissionais foram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. Além de agregarem ao parto tranqüilidade, as doulas significam também menos custos em razão da diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães e dos bebês.

Para saber mais sobre as doulas:

- Lista Materna no Yahoo Groups – http://br.groups.com/group/materna_sp
- Encontros semanais – todas às quintas-feiras, às 20h, no GAMA (Rua Bartolomeu Zunega, 44, sala B – Pinheiros)
- Doulas do Brasil - http://www.doulas.com.br

Cursos profissionalizantes de doulas:
- GAMA: http://www.maternidadeativa.com.br/doulas.html
- ANDO - http://www.doulas.org.br/

A Doula no orkut:

- Comunidade Doulas - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=494372
- Comunidade Doulas do Amparo Maternal - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1664396
- Comunidade Doulas - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6787189

As doulas do blog A Família Cresceu:

- Lucía Caldeyro - luciacaldeyro@ig.com.br - (19) 3251 8137 / 3295 9897
- Ana Cristina Duarteduarte00@osite.com.br – (11) 3727 1735

Tati


Sexo do Bebê | 03/03/06

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Depois de algum mistério, vou revelar a vocês... Na sexta passada, no fim do dia, fiz um ultra-som para ver os sexos dos bebês. Foi rápido por que o doutor Victor Budunki conseguiu identificar as partezinhas rapidinho. Vamos lá: 2 meninos e 1 menina.

No ultra anterior, ele já tinha chutado esta combinação, mas voltei assim que completei 14 semanas para ter certeza. Não que o sexo seja o mais importante, o principal é a saúde – ouvi de novo os corações. Mas é interessante saber que, do lado direito anterior do meu útero, tem dois garotos e, do lado esquerdo anterior, uma menininha.

Antes que perguntem, ainda não tenho todos os nomes. O único é Antonio, uma homenagem a meu pai e a meu sogro. Tenho alguns meses para pensar, escolher, enjoar dos nomes escolhidos e trocar. É engraçado, a partir do momento que a gente escolhe um nome, parece que ele gruda no bebezinho, mesmo ele estando ainda dentro da barriga.

Como o médico identifica? Ele me explicou: entre as pernas da menina, aparece no ultra-som um tracinho horizontal branco, bem reto para frente, é a vulva; nos meninos, esta parte está perpendicular, fica voltada para cima, é o pênis.

Agora, só verei meus bebês de novo daqui umas quatro semanas quando farei o exame morfológico. É um exame que mede todas as partes do bebê para checar se o desenvolvimento está normal. Com três bebês, devo ficar no médico pelo menos umas duas horas. Contarei para vocês logo após o exame.

Para quem não gosta de saber o sexo, só posso dizer que é muito bom!!!

Um beijo,
Roberta


Prepare-se | 14/02/06

Ter filhos já é uma senhora mudança, gêmeos ou múltiplos então é um desafio bem maior. As disputas começam, literalmente, na barriga da mãe. O vídeo que ilustra esse post foi criado parece para Twins Parents Association, pela Toxic Design Studio(uma produtora da Noruega) e serve como um alerta bem-humorado para o que os pais devem esperar dali para frente.

Semelhante ao vídeo do filho do piloto Michael Schumacher, aquele do bebê pilotando um carro e visto como se fosse em um exame de ultra-som, este vídeo mostra o convívio de gêmeos ainda na barriga da mãe e visto também como um ultra-som.

Engraçado, inocente e verdadeiro. A assinatura do vídeo diz tudo: “Expecting Twins? Be prepared” (esperando gêmeos? Esteja preparado). Eu já estava pensando nas versões brasileiras para esse mesmo comercial, mas, ao invés da trilha sonora ser “Final Countdown”, seria alguma melodia do É o Tchan, um Funk ou alguma música bem esquisita.

Eu, mesmo ainda não tendo filhos, já fiquei inclinado a repassar esse vídeo para os meus amigos. Imagina para quem se identifica com o tema!

Abs,

Daniel


Encontro de Trigêmeos | 09/02/06

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Neste sábado, irei ao II Encontro de Gestantes de Trigêmeos, que será realizado pelo IPGO - Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, em São Paulo. A iniciativa é do especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi, coordenada pela psicóloga Eliane Rovigatti. O objetivo é reunir mães e pais que já tiveram seus trigêmeos com aqueles que ainda estão grávidos, proporcionando assim uma troca de experiências. Além disto, os médicos darão dicas para um pré-Natal saudável e correto.

Para este encontro, as inscrições já estão esgotadas, mas outros serão realizados. Quem se interessar deve enviar email para trigemeos@trigemeos.com.br.

O doutor Cambiaghi desenvolveu o site www.trigemeos.com.br, que, apesar de não ser constantemente atualizado, é um dos poucos que existem sobre o tema.

Roberta
















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