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Variedade de sabores | 17/05/07
A Folha de S. Paulo de hoje, no caderno Equilíbrio, traz um especial sobre a alimentação dos bebês. Uma das matérias detalha os cinco erros mais comuns durante a refeição dos pequenos. O campeão é o excesso de sal, que geralmente é utilizado em papinhas na quantidade para um adulto. Os outros equívocos vão desde não variar o sabor das refeições até a carência de ferro na dieta – o que pode ser eliminado pela ingestão de carne de boi, frango e peixe.
Além disso, o jornal traz dicas de conservação, tempero e uso de certos mantimentos – como a beterraba – e também receitas de alguns chefs para variar sabores e introduzir novos alimentos para as comidas dos bebês.
Bjs,
Babi

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Alimentação saudável | 04/04/07
A obesidade é tema atualmente recorrente em nossa rotina. Cada vez mais vemos casos de crianças que sofrem prematuramente com o excesso de peso e a sociedade começa a se questionar sobre os cuidados com a alimentação. Quando falamos sobre o tema aqui no blog, destacamos o caso do britânico Connor McCreaddie, de apenas oito anos e pesando, à época, 89 kg. O tema repercutiu no Brasil com a reportagem do programa Domingo Espetacular, da Rede Record, com o garoto Lucas, de 8 anos e que também sofre de obesidade mórbida.
Os hábitos alimentares da sociedade são o grande reflexo para o quadro que observamos hoje. Segundo uma pesquisa do IBGE, 40% dos brasileiros estão acima do peso e 10% são obesos. As estatísticas assustam: de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), 15% das crianças no Brasil são obesas.
A prevenção contra esse mal crônico deve começar dentro de casa. “Os pais podem incluir na alimentação dos filhos, de forma gradativa, alimentos importantes para o desenvolvimento. O consumo saudável é um hábito que deve ser cultivado desde a infância”, ressalta Heloisa Rocha, cardiologista especializada em medicina ortomolecular.
Veja algumas dicas simples para identificar se seu filho tem tendência à obesidade:
- Mães que engordam muito durante a gravidez podem gerar bebês com mais chances de se tornarem obesos.
- Crianças com peso e altura acima da média entre 8 e 18 meses têm maior propensão à doença.
- Com um ano, o bebê não deve pesar mais que o triplo de quando nasceu e não deve crescer mais que 25 centímetros.
- Bebês dorminhocos ficam cansados e acabam realizando menos atividades favorecendo o acumulo de gordura.
- Observar o surgimento de gorduras localizadas antes dos quatro anos.
- Se os pais são obesos, os filhos podem imitar seus hábitos.
Serviços
Dr. Heloisa Rocha - (21) 3150-2800
IBGE
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

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Alimentação e gravidez aos 40 anos | 02/03/07
Recebemos o e-mail de uma leitora do blog com dúvidas em relação à alimentação de uma primagesta com mais de 40 anos. E então, decidimos investigar mais sobre esse assunto, além de reforçar a importância do acompanhamento nutricional durante toda a gravidez.
Quando a mulher tem mais de 40 anos e engravida, o obstetra geralmente passa uma orientação mais rígida. Isso ocorre, pois a gestante já pode ter alguns problemas de saúde, como hipertensão ou diabetes, e nessa idade as chances do bebê nascer com alguma alteração cromossômica são maiores.
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Obesidade Infantil | 01/03/07
Fast food, computador, video game e chocolate são apenas alguns dos fatores que levam crianças e adolescentes a se depararem cada vez mais cedo com a obesidade. No Brasil, essa doença atinge cerca de 15% das crianças, de acordo com um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia .
O excesso de trabalho dos pais também contribui para esse quadro, pois sozinhos em casa, os pequenos exageram e acabam perdendo o controle da alimentação. “Além disso, no País há a cultura das famílias acharem a criança ‘gordinha’ mais bonita”, explica a Dra. Lidiane Perlamagna, endocrinologista pediatra do Hospital das Clínicas e Hospital San Paolo.
A obesidade também pode atingir as crianças que têm muitas atividades em sua rotina. Expostas a um ambiente de muita pressão e cobrança por resultados há o aumento da fome e, geralmente, o consumo de guloseimas.
De 250 pacientes que iniciam tratamento apenas 33% atingem sua meta. “O que também acontece é o retardamento na busca de ajuda”, explica a endocrinologista. Vera Lúcia de Mello, psicóloga, conta que sua filha Daniela fez uma série de tratamentos para combater a doença. “Tínhamos palestras para aprender mais sobre nutrição, além de uma série de exames e o acompanhamento de especialistas. Na época, ela perdeu peso, mas hoje ainda sofre com a obesidade”, diz Vera.
Um desses casos foi notícia na imprensa mundial nesta semana, como destaca a matéria da Folha Online. A mãe do britânico Connor McCreaddie, de apenas oito anos, poderia perder a guarda de seu filho caso ele não começasse a perder peso imediatamente. O garoto, atualmente com 89 kg, já perdeu 9,5 kg nos últimos dois meses, mas ainda prefere comer batata frita e hambúrguer a trocá-los por legumes e frutas.
A obesidade deve ser encarada como uma doença, já que suas conseqüências podem desenvolver a diabetes, pressão alta e o aumento do colesterol. O tratamento envolve toda a família, pois é uma repercussão dos hábitos alimentares da casa. “O problema é que, muitas vezes, a mãe e a criança fazem dieta e o pai traz a pizza à noite porque diz que não está de regime. Se todos não se reeducarem, não existe mágica”, finaliza Lidiane.
Serviços:
Hospital San Paolo
Lidiane Perlamagna – endocrinologista pediatra
Rua Voluntários da Pátria, 2786
Santana - São Paulo - SP
Tel.: (11) 6955-1600 / (11) 3405-8200
Bjs,
Babi

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Refluxo. Identifique os sintomas | 24/10/06
Os bebês costumam regurgitar pequenas quantidades de leite após mamar. Isso é normal e não traz nenhum desconforto para ele - é o chamado refluxo gastroesofágico fisiológico. No entanto, alguns recém-nascidos apresentam o refluxo gastroesofágico patológico, que é causado por uma falha no funcionamento de uma espécie de “válvula” que existe na entrada do estômago.
Normalmente, esta válvula se fecha após a passagem do alimento, impedindo sua volta para a boca através do esôfago. Nos bebês que sofrem de refluxo patológico, esse sistema não funciona corretamente e permanece aberto ou se abre com facilidade, mesmo com o estômago cheio, explica o pediatra Sidney Tommazi Garzi. “Essa válvula ainda é imatura nos bebês, e assim que ele se deita ou quando a pressão abdominal aumenta acontece o vômito. O sintoma provoca desconforto e irritação, pois o alimento que volta do estômago para o esôfago traz um conteúdo ácido, causando uma inflamação do esôfago”, complementa.
Juliana Granovsky percebeu que Paulo Henrique tinha refluxo quando ele se irritava após as mamadas e devolvia todo o leite que tinha acabado de ingerir. “Notei que tinha algo de errado, então procurei logo o pediatra dele, que receitou os remédios Motilium e Label durante 20 dias”, explica.
Juliana conta que após esse primeiro tratamento os sintomas sumiram. “Parei com a medicação, mas os sintomas voltaram. Procurei o médico, e ele explicou que isso pode acontecer, pois existem casos de crianças que apresentam esse problema até os 5 anos de idade”, esclarece.
Principais sintomas do Refluxo
Dificuldade para mamar e, em vez de ficar tranqüilo e saciado após as mamadas, o bebê chora intensamente; perde peso e em alguns casos apresenta sintomas respiratórios, como chiado, asma e tosse crônica. Para aliviar o desconforto de seu filho Paulo Henrique, Juliana o colocava para dormir praticamente sentado. “Em algumas vezes, eu tinha medo de ele se engasgar e a melhor maneira para isso não acontecer era inclinar o berço ou apoiar com um suporte”, conta ela.
Não confunda vômito e regurgitação
A regurgitação é o retorno à boca de pequena quantidade de leite, sem esforço. Já o vômito geralmente tem maior quantidade e vem acompanhado da náusea, dor ou contração muscular torácica. Se o bebê não mama no peito, existem leites industrializados específicos para quem tem refluxo, chamados de AR (Anti-Refluxo).
Depois que o bebê começa a ingerir outros alimentos, é preciso evitar as comidas muito gordurosas, cuja digestão é mais lenta e difícil, e também os que pioram a acidez como chocolate ou refrigerante, alerta Sidney. Mas lembre-se de que você não deve seguir todas essas recomendações sem antes consultar um pediatra!
Serviço
Sidney Tommazi Garzi – Pediatra - stgped@hotmail.com
Bjos,
Eli
A foto deste post é de Special.

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Alimentação: o cuidado na escolha dos produtos | 06/10/06
Na semana passada, falamos aqui no blog sobre o consumo de diet e light pelas crianças. E para as futuras mamães, quais são os cuidados com estes tipos de alimentos durante a gravidez?
Segundo a nutricionista Renata Fernandes, não há nenhum estudo científico comprovando que a ingestão de produtos diet ou light faça mal à saúde da mamãe e do bebê. “Durante a gestação e amamentação, a mulher precisa aumentar o consumo de calorias. Por isso, não costumo recomendar esse tipo de alimento, geralmente associado ao emagrecimento”, explica.
O ideal é uma dieta equilibrada com frutas, legumes e vitaminas específicas para fortalecer o feto. E tudo isso com o acompanhamento e orientação de um especialista. Somente quando o bebê completar seis meses – o período mínimo de amamentação – a mãe pode iniciar uma dieta de emagrecimento.
Adoçantes
O produto é produzido a partir de edulcorantes, uma substância com sabor muito mais doce que o açúcar de cana, e produzido natural ou artificialmente. A quantidade de ingestão diária do produto é muito alta e, por isso, não há nenhuma contra-indicação no consumo durante a gravidez. Inclusive, seu uso moderado foi liberado pela Associação Americana de Dietética, ADA, para as gestantes com diabetes. Segundo o órgão administrador de alimentação dos Estados Unidos, a FDA, os adoçantes à base de sucralose estão liberados, pois não são absorvidos pelo intestino.
Tudo depende do bom senso e também do metabolismo de cada pessoa. “Caso a mulher não esteja adaptada ao produto, seu consumo não é recomendado, principalmente pela sensibilidade durante a gravidez”, finaliza Renata.
Serviços
Nutricionista: Renata Fernandes – 11 6236.804
A foto deste post é de .tacca.
Diet e Light: cortar ou não? | 29/09/06
A alimentação saudável é um dos assuntos mais discutidos atualmente. Alguns produtos industrializados sem açúcar e com redução de calorias, como os diet e light, popularizaram-se e fazem parte do cardápio de muitas famílias brasileiras. Porém, na escolha dos alimentos para as crianças, o cuidado e atenção dos pais devem ser redobrados.
Diet x Light
“Os produtos diet não possuem nenhum tipo de açúcar e são produzidos a base de adoçantes, como o aspartame e a sacarina. Já os produtos light têm menos calorias – o mínimo é de 25% de redução de lipídios - e, por isso, o índice de gordura é mais baixo”, explica a nutricionista Ana Carolina de Barros Alberto.
E para as crianças?
Ana recomenda o uso destes produtos em casos específicos e somente após um ano de idade. “Se a criança possui diabetes, por exemplo, o consumo de alimentos diet é liberado. Indico o uso de adoçantes à base de sacarina e ciclamato. Evito o aspartame, pois é associado a substâncias que podem desencadear certas alergias pela fragilidade das crianças”, explica. Para os casos de obesidade, os produtos light são mais utilizados, mas devem fazer parte da reeducação alimentar da criança e não servirem de base para a dieta. “Se a pessoa consome o alimento em maior quantidade pela redução calórica, no fim, pode até engordar”, fala Ana.
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Cozinhando | 22/09/06
Você acha difícil fazer seu filho ingerir legumes e verduras? A tarefa é árdua, mas não impossível. O livro Receitas Nojentas Idéias Bolorentas mostra que é possível aprender a gostar de comer verduras e legumes com receitas gostosas e fáceis de fazer.
O livro é bem divertido e conta a história de Cecília, uma menina de 10 anos que, como tantas outras crianças, odeia comer verduras e legumes. De tanto comer besteiras, foi parar no consultório da Dra. Ema Luca, psicóloga, pois a mãe estava muito preocupada com a alimentação da filha. Apesar de a doutora parecer com a Olívia Palito, de tão magra, alta e esquisita, ela era legal. Ensinou a Cecília receitas de sua amiga bruxa, que agora revela como aprendeu a gostar de escarola, couve-flor, espinafre etc.
É uma boa dica para quem quer mudar a alimentação do filho de forma bem divertida.
Serviço:
Receitas Nojentas Idéias Bolorentas
Editora Melhoramentos
Preço Médio: R$ 19,90.

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Dicas para a amamentação | 04/09/06
Como falamos aqui no A Família Cresceu, o leite materno deve ser o único alimento durante os primeiros seis meses de vida do bebê. Porém, por diversos fatores, algumas mamães encontram dificuldades para amamentar. Os tira-leites podem ser um ótimo aliado, ajudando na estimulação das mamas e, conseqüentemente, em uma maior produção de leite.
Existem dois tipos de tira-leite, o manual e o elétrico. Na maioria dos casos, o segundo modelo é o mais recomendado, pois simula a própria sucção do bebê, além de retirar o leite mais rapidamente. Um dos maiores usos do produto é na volta das mulheres ao trabalho. “Usei o tira-leite para ter um bom estoque em casa quando voltasse à rotina. Foi tudo muito prático e confortável”, diz Mônica de Oliveira.
Os tira-leites, especialmente os elétricos, também podem suprir problemas de amamentação oriundos da anatomia do seio ou pela dificuldade do bebê em sugar e aceitar o peito da mãe. Porém, Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista e coordenadora do banco de leite humano dos Hospitais e Maternidades Santa Joana e Pro Matre, alerta para a utilização dos produtos elétricos. “A ordenha manual é sempre a ideal, mas algumas mães passam por preocupações ou estresses, o que gera a interrupção da produção de leite. O destaque na retirada pelas bombinhas elétricas é a questão do conforto, uma vez que a graduação do leite vai aumentando controladamente, respeitando-se a sensibilidade da pele da mulher”, explica.
Com o objetivo de levar segurança e auxílio para as mamães com dificuldade na amamentação de seus filhos surgiu, em São Paulo, a Leite Fácil. A empresa orienta desde o uso correto de um tira-leite até o armazenamento do mesmo, além de alugar e vender as bombinhas para sucção. “Nossa principal meta é ser amiga da mãe e ajudá-la da melhor forma possível. Algumas pessoas criticam esta prática, pois acreditam que é um incentivo à introdução da mamadeira para o bebê. Entretanto, buscamos orientar as mães com dificuldades em amamentar sempre olhando o lado humano da situação”, explica Eliana Araújo, proprietária da Leite Fácil.
Serviço
Leite Fácil
Rua Apeninos, 807 cj 14
Paraíso – São Paulo/SP
Tel.: 3285-6583
Pro Matre Paulista
Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 383
Bela Vista – São Paulo/SP
Tel.: 3269-2233

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Na hora no almoço | 30/08/06
O comportamento dos filhos no horário das refeições é assunto recorrente nas rodinhas de mamães de gêmeos. Como manter a disciplina dos filhotes à mesa? Como fazer com que as crianças comam adequadamente? E, principalmente, como ter paciência para administrar tudo isso?
Para a psicóloga Eveline Benvenho, a primeira atitude de uma mãe é estudar o porquê dos filhotes não estarem comendo. “É preciso diagnosticar se a falta de apetite é devido a um aspecto fisiológico ou emocional”, diz. Segundo a profissional, na maioria das vezes, o aspecto emocional é o que prevalece. “Muitas vezes a ansiedade da mãe faz com que os pequenos não comam”, pondera.
“Crianças que brincam, riem ou simplesmente não comem à mesa estão, geralmente, querendo chamar a atenção da mãe por algum motivo”, explica psicóloga infantil Fabíola Haik de Aquino. Disciplina é a palavra-chave, a solução. Os horários das refeições devem ser respeitados e os pais necessitam fazer do momento um prazer familiar. “Pode parecer duro demais, mas é preciso deixar claro que, se a criança não comer no horário certo, ela terá de esperar até a próxima refeição com fome. Neste momento, os pais devem ser firmes, não podem ceder”, afirma Fabíola.
Os pais também podem utilizar artifícios para fazer com que a comida seja mais atrativa aos olhos. “É preciso ter um pouco de paciência, mas é uma boa alternativa fazer carinhas e bichinhos com os alimentos”, diz a nutricionista Renata Fernandes. Outro ponto que a profissional salienta é o respeito à quantidade que a criança quer comer. “Se, no lanche da manhã, ela quiser apenas meia maçã, não insista”, fala. Para completar, Fabíola Haik de Aquino, diz que é saudável explicar de forma didática para os filhos a necessidade de uma boa alimentação. “Funciona”, diz.
Serviço:
Psicóloga Infantil:
Fabíola Haik de Aquino – 19 3258.4371
Nutricionista:
Renata Fernandes – 11 6236.8042
bjs,
Ju
A foto que ilustra o post de hoje é de autoria de Teresa Birchett.
Novidades na alimentação do bebê: parte II | 19/06/06
Com um ano de idade o bebê já está pronto para se alimentar do cardápio diário da família. Porém, os pais não devem se esquecer que a mastigação e a deglutição da criança ainda merecem bastante atenção. Por isso, os alimentos devem ser cortados em pequenos pedaços, desfiados ou moídos. Nesta fase, os hábitos saudáveis da família se refletirão na saúde e no futuro do mais novo membro. E é nesta época que os cereais podem integrar as refeições dos pequenos.
Antes disso, a nutricionista Ariane Nadolskis Severine, do Hospital Albert Einstein observa: “No caso dos bebês, a introdução de cereais adicionados às frutas e ao leite é recomendada após o sexto mês. Mas deve ser avaliada sua real necessidade, pois são fontes de energia e causam sensação de saciedade - o que poderia inibir o apetite para a próxima refeição”. O teor calórico elevado desse tipo de alimento exige um controle maior do consumo da criança, principalmente quando feito várias vezes ao dia.
A Nestlé do Brasil também oferece uma linha diversificada de cereais para o público infantil a partir dos seis meses de idade. Sob o nome Mucilon, os produtos mais procurados são os flocos de arroz, de milho e o mix de cinco cereais. No caso do cereal de arroz, a nutricionista Ariane chama a atenção para as crianças com hábito intestinal irregular (obstipação). “Não deve ser indicado. A sugestão é a aveia ou o cereal de milho”, afirma ela.
Quando indicados, podem ser combinados a outros alimentos, e os enriquecidos podem ser boas fontes de ferro e vitaminas contribuindo para o crescimento dos pequenos. Além disso, auxiliam a percepção de novas texturas e sabores nessa fase de variados estímulos do paladar.
Até,
Rod
Novos alimentos na vida do bebê | 13/06/06
Até os seis meses de idade, a amamentação supre com exclusividade as necessidades fisiológicas dos bebês que estejam em perfeito estado de saúde. Após esse período, inicia-se a introdução de alimentos pastosos e sólidos nas refeições dos pequenos. Não é uma tarefa simples, deve ser conduzida de forma cuidadosa para que os bebês não rejeitem alimentos importantes e se familiarizem com novos sabores e nutrientes fundamentais para o desenvolvimento.
A transição, no entanto, não significa que os nenéns tenham que parar de mamar. Podem muito bem, segunda a Coordenadora de Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) Ariane Nadolskis Severine, manter o aleitamento materno até a idade máxima de dois anos. Com seis meses de vida, o sistema digestivo já está preparado para receber outros tipos de alimentos além do leite. “Não existem regras rígidas, algumas crianças se adaptam rapidamente e outras necessitam de um tempo maior. É muito importante que seja feito com cautela para que elas adquiram bons hábitos alimentares”, afirma Ariane. “Cada refeição substitui uma mamada quando a aceitação do bebê é satisfatória”, completa.
Sucos e papinhas de frutas são as melhores opções para iniciar esse momento na vida do seu filho. A nutricionista do Albert Einstein ensina que o suco deve ser oferecido no intervalo das mamadas, de preferência no turno da manhã. Ela dá algumas dicas preciosas para as mamães: evitar frutas ácidas, como a laranja-pera, abacaxi, limão e maracujá; suco só de um sabor para iniciar - não misturar novos sabores até que a criança esteja bem familiarizada com a fruta em questão; não adicionar açúcar e não forçar a aceitação. “O ideal é oferecer o suco da mesma fruta por cinco dias e caso a criança não apresente nenhuma reação alérgica, outra fruta poderá ser introduzida. O mesmo vale para as papas de frutas que devem ser amassadas em forma de purê, com porções pequenas no princípio”, esclarece Ariane.
Todos os “nãos” citados no parágrafo acima serão revistos conforme a adaptação de cada bebê com os novos alimentos, certificando-se de que ele não apresentou nenhum tipo de alergia ou intolerância. Assim, a mistura de frutas e a introdução das mais ácidas são indicadas. Nesta fase, porém, a adição de açúcar sempre pode ser evitada ou minimizada.
No horário do almoço, as papinhas salgadas entram em cena - o que pode acontecer depois do mês no qual as frutas foram incorporadas à alimentação. Quando o bebê se acostumar com a papinha salgada do almoço, a ponto de suspender uma mamada, o mesmo dever ser feito no horário do jantar. Batata, cenoura e abobrinha são os legumes da vez. E as carnes? Após três dias, elas (bovina, frango ou peixe), devidamente batidas em liquidificador (apenas as carnes), se juntam aos legumes amassados em consistência pastosa.
Disponíveis no mercado desde o princípio da década de 80, as sopas e papinhas, como as produzidas pela Nestlé do Brasil, trouxeram facilidade para o dia-a-dia das mamães. Hoje, a empresa possui um portfólio de 45 papinhas, doces e salgadas, para crianças de seis meses a três anos. Segundo a Nestlé do Brasil, os sabores mais vendidos são: “Carne com Legumes”, “Carne com Legumes e Macarrão”, “Carne Cenoura Batata e Mandioquinha”, “Galinha Legumes e Macarrão” e “Frutas Sortidas”. Apesar do corre-corre de boa parte das mamães nos dias atuais, a nutricionista Ariane recomenda que, principalmente no período inicial de transição, as papinhas e sopinhas sejam caseiras, com mais alternativas de variar ingredientes e de se adaptar ao paladar da criança. “A opção das sopas prontas deve ser usada para ocasiões especiais, como uma viagem ou um passeio demorado, que impossibilitam infra-estrutura para oferecer a alimentação habitual da criança”, ressalta.
O importante é não ter pressa e respeitar o tempo de transição de cada bebê. E garantir que a nova alimentação forneça vitaminas, minerais, proteínas, lipídios e carboidratos para os pequenos crescerem saudáveis e fortes.
Abs,
Rod
Pós-amamentação | 03/05/06
Como já falamos em outro post no A Família Cresceu, amamentar é muito importante e requer uma série de cuidados e orientações. Mas o período seguinte, o pós-amamentação, também precisa ser bem programado, pois pode definir os hábitos alimentares dos pequenos e contribuir para a saúde e bem-estar deles.
Para a nutricionista e Consultora Técnica do Conselho Regional de Nutricionistas, Mariangela Dalaqua, as mães precisam de um acompanhamento que começa na gravidez e segue durante o período de amamentação até o primeiro aninho do bebê. Segundo a especialista, quando a mãe, além de consultar seu obstetra, faz o acompanhamento com um nutricionista durante a gravidez, as chances de o bebê nascer abaixo do peso são muito menores, principalmente no caso de múltiplos, o que auxilia no desenvolvimento. “Notamos que, quando a mãe é acompanhada por um nutricionista, ela não engorda muito e os bebês nascem com um bom peso. Além disso, como fazemos uma dieta especial para a mamãe durante período de amamentação, os bebês chegam a ganhar 40 gramas por dia, quando o comum é 25 gramas”, diz Mariangela.
Este acompanhamento profissional deve permanecer até o bebê completar um aninho de vida, porque já está mais preparado e mais forte, está mais acostumado com a rotina da família e pronto para experimentar novas combinações de alimentos.
Mas quais são as dicas para mamães e papais que estão na fase de pós-amamentação? Como saber o momento certo e como introduzir novos alimentos no cardápio dos bebês?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a criança receba somente leite materno até seis meses de idade – nem água deve beber, já que o leite da mãe supre todas as necessidades. Depois, devem ser introduzidos outros alimentos que fornecerão, junto com o leite, todos os nutrientes que o bebê necessita. O aleitamento materno deve prosseguir, pelo menos, até o primeiro ano de idade. A partir daí, fica a critério da mãe e da criança. Se possível, estenda até os dois anos de idade.
De acordo com a nutricionista Ana Carolina de Barros Alberto, que trabalha na coordenadoria de Vigilância à Saúde da Prefeitura de Cubatão, cidade da baixada santista, a melhor hora para começar a introduzir novos alimentos é no sexto mês de vida, porque, nesta época, só o leite materno não é suficiente para atender todas as necessidades nutricionais do bebê.
As mães também devem ficar atentas para alguns sinais. A nutricionista do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Aline Prates, diz que a criança está preparada para receber outros alimentos quando passa a ter fome após as mamadas, começa a levar alimentos à boca, mostra-se interessada pela comida de outras pessoas e consegue segurar o peso da cabeça.
Para a especialista, esta é uma fase muito importante e delicada, porque tanto a introdução precoce de outros alimentos quanto a tardia podem gerar problemas de saúde. “Na introdução precoce, as crianças são expostas a alimentos sem estarem preparadas para recebê-los, o que aumenta o risco de alergias, doenças diarréicas, desidratação e anemia. É importante ressaltar que a produção do leite materno poderá diminuir, conforme a criança for mamando menos. Já a introdução tardia pode acarretar retardo no crescimento e no desenvolvimento, deficiências nutricionais, como anemia, diminuição da resistência da criança, diarréias freqüentes e desnutrição”, alerta Aline Prates.
A primeira coisa que a mãe deve oferecer é um suco ou papa de frutas, de preferência na colher e não na mamadeira, pois pode interferir na amamentação. A papa ou suquinho deve ser oferecido entre as mamadas da manhã.
Após alguns dias, a criança já pode receber a papa de frutas no período da tarde. Ana Carolina ressalta que não há necessidade de adoçar o suco ou a papinha, pois as frutas contêm açúcar natural e são bem doces. Além disso, é importante que a criança reconheça o gosto natural dos alimentos. Boas opções são laranja, mamão, maçã e pêra.
Cerca de duas semanas depois, é hora de entrar com os alimentos salgados, inicialmente apenas na hora do almoço. Ofereça, por exemplo, uma papinha de legumes. Carnes não devem ser incorporadas à sopinha imediatamente. “O ideal é aguardar cerca de uma semana e ‘testar’ diversos legumes, verduras e cereais, como cenoura, mandioquinha (batata baroa), couve, brócolis, arroz, macarrão, entre outros”, diz Ana Paula.
Quando o bebê já estiver acostumado com a papinha salgada, por volta do sétimo mês, os pais podem acrescentar carne desfiada ou moída, sem gordura ou peles. E, ao contrário do que muita gente pensa, os pequenos podem comer peixe, desde que haja cuidado com as espinhas.
Existem algumas restrições alimentares, como explica a nutricionista da UNIFESP, Aline Prates. “Orientamos os pais a não oferecer a clara do ovo antes do oitavo mês, pois pode causar alergias. O mel também deve ser evitado antes do primeiro aninho, pois pode apresentar o Clostridium botulinum que é o microorganismo causador do botulismo. Chá, cereais integrais, chocolate e embutidos de maneira geral também não são indicados porque contêm substâncias que diminuem a absorção de ferro”, diz a especialista.
Assim que a papinha salgada estiver substituindo totalmente a mamada da hora do almoço, mamães e papais já podem oferecer outros alimentos no jantar. Mais uma vez, o melhor a fazer é ir aos poucos, respeitando a fome, o ritmo e os gostos de seu filho. “Normalmente no início, a criança comerá pouco. O bebê poderá recusar o alimento, colocando-o para fora da boca diversas vezes na mesma refeição, o que pode ser normal uma vez que esse não tem controle sob o músculo da língua. Caso o bebê recuse virando a cabeça, fechando a boca ou jogando o corpo para trás, pode ser que não esteja pronto ainda. O melhor a fazer nessas horas é respeitar o limite da criança e voltar a oferecer o alimento após três ou quatro dias”, diz Aline .
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Amamentação | 27/03/06
A
amamentação é outra etapa muito importante para a vida dos pequenos e das mamães e como envolve uma série de mitos, cuidados e medos, o melhor a fazer é se informar e se preparar desde o início da gravidez.
Todos sabem que amamentação é fundamental, mas, antes de embarcar nessa jornada, vamos definir os conceitos.
Primeiro, amamentação e aleitamento são coisas diferentes. Segundo o Dr. Marcus Renato de Carvalho, professor de Pediatra da UFRJ e Especialista em Amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant, amamentação é o ato da nutriz (mãe) dar o peito e o lactente (bebê) mamar diretamente. Já aleitamento materno são todas as formas do lactente receber leite humano ou materno, e o movimento social para a promoção, proteção e apoio a esta cultura.
Ainda de acordo com o especialista, que gosta de se definir como “pai da Clara e da Sophie”, gestação, parto e amamentação são as fases mais importantes de vida de uma mulher, mas nem sempre são vividas de modo correto. “Apesar do conhecimento incontestável do valor do leite humano e dos benefícios do aleitamento para a mulher que amamenta, o desmame precoce é ainda bastante comum, mesmo aquelas com acesso à informação. Uma das inúmeras causas é que muita gente pensa que a amamentação é instintiva, inata. Na verdade, o aleitamento é uma habilidade que precisa ser resgatada e uma prática que precisa ser apoiada”, diz Dr. Marcus.
Na verdade, apesar de todos os programas de incentivo e conscientização da importância deste ato, segundo um relatório divulgado em 2005 pelo UNICEF, a taxa mundial de aleitamento exclusivo (sem complementação) em crianças com até quatro meses de vida é de 35%. No Brasil, os bebês são amamentados exclusivamente com leite materno, em média, por 23 dias.
As hipóteses para taxas tão baixas são muitas: a falta de informação ainda é uma delas, pois muitas mães acreditam que leites artificiais podem substituir totalmente o materno. Outro problema comum é o fato da mãe ter que voltar a trabalhar quando a criança tem por volta de quatro meses de vida, o que interrompe a amamentação.
Mas o que muitas mães ainda não sabem é que estão protegidas pela lei nesse período, mesmo quando retornam da licença-maternidade. De acordo com o artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “...para amamentar o próprio filho, até que este complete seis meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a dois descansos especiais, de meia hora cada um. Quando exigir a saúde do filho, o período de seis meses poderá ser dilatado a critério da autoridade competente”.
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Mais Nutrição | 07/03/06
Um dia antes do Carnaval, fui à minha nutricionista, doutora Mariângela Daquala, e, além de fazer minha consulta, peguei algumas informações para A Família Cresceu.
A doutora Mariângela me contou que, durante a gravidez, os principais pontos a serem observados são: a Ferritina, o Peso do Bebê, o Peso da Mãe, Hemograma e a Anamnese Alimentar. Controlando estes pontos mensalmente, as chances do filho nascer saudável e da mãe continuar a saúde boa aumentam. Então, é importante sim fazer o exame de hemograma e urina (ver o colesterol) todos os meses da gravidez.
No caso de gemelares, é mais importante ainda. À medida que os bebês crescem eles roubam as reservas da mãe. Imaginem dois ou três bebês. Por isto, a doutora Mariângela indica para suas pacientes suplementos alimentares – cada uma ganha a sua receita que muda de mês a mês. A nutricionista me disse que minha dieta alimentar reporá apenas ¼ de minha necessidade. O suplemento torna-se indispensável mesmo.
Eu, por exemplo, comecei com uma fórmula com ferro, vitamina C, ácido fólico entre outros – uma cápsula depois do almoço e outra depois do jantar. Agora, já mudou para o próximo mês – a fórmula ficou enorme e precisou ser desmembrada – no café da manhã, no almoço, no jantar e antes de dormir. Ganharei mais Cálcio, elemento importante nesta fase para hidratar e nutrir bastante as placentas. Por isto, nesta fase preciso tomar muito suco de frutas, água de coco, leite e iogurte.
Sai da doutora Mariângela com uma meta estabelecida por ela: só engordar 3 quilos por mês no máximo (ou seja, grande parte em bebês, placentas, líquidos).
Outra dica bacana que ganhei foi uma receitinha para melhorar a minha circulação das pernas (os pés já começaram a inchar no fim do dia): misturar álcool de eucalipto ou de cereal com 10 pedrinhas de cânfora chinesa, fazer uma infusão (com cuidado). Após um banho morno que promoverá vaso dilatação, passar a mistura nas pernas esticadas, do pé até a virilha, sempre neste sentido, massageando. Com isto há o retorno venoso. Ou seja, o sangue represado nas pernas volta a circular, vai para o coração onde é bombeado e oxigenado e volta para os bebês. Lembrem-se: na gravidez o volume de sangue no corpo da mulher pode aumentar em até 6 litros!!!
A doutora Mariângela é nutricionista clínica e de esporte e fisiologista do exercício, formada pela USP e Unifesp respectivamente, há 26 anos. Ela dá aulas para nutricionista no Conselho Regional de Nutrição de São Paulo e curso de pós-graduação. O telefone dela é 11 6604-2852.
obs: hoje o Estadão colocou uma notinha na página de saúde (A16) sobre a importância do ácido fólico na gravidez e na vida do bebê. Em estudo feito no Departamento de Saúde da Universidade do Colorado, constatou-se que, 2.800 crianças com malformação na espinha acompanhs por 3 anos, 92% sobreviveram no primeiro ano de vida por causa do ácido fólico. Além disto, previne problemas neurológicos na formação do bebê.
Comendo fora | 13/02/06
Durante a gestação o cuidado com a alimentação deve ser redobrado, isso é fato. Mas como agir socialmente durante este período? Afinal, as grávidas não podem se privar dos almoços de negócios ou fim de semana romântico com o marido.
“Bom senso é a palavra”, diz Magda Britto dos Santos, nutricionista da Promatre Paulista e do Hospital Santa Joana. Segundo a nutricionista, as grávidas podem - e devem - ir a restaurantes de todas as especialidades, desde que comam com moderação e privilegiem um prato balanceado. “Não há problema de ir a uma churrascaria, mas é recomendável que elas comam bastante salada e legumes antes da carne”, exemplifica ela. A profissional lembra que as proteínas provenientes da carne são essenciais para o desenvolvimento do feto.
No caso das futuras mamães vegetarianas, Magda afirma que há a possibilidade de substituição da ingestão dessas proteínas animais pelas de soja. “Mas nesses casos é preciso avaliações médicas periódicas para detecção de insuficiência das proteínas e, caso haja necessidade, a suplementação medicamentosa”, conclui.
Já a coordenadora de nutrição clínica do Hospital Albert Einstein, Ariane N. Severine, afirma que a maioria das gestantes necessita de 300 calorias a mais do que a quantidade comum para uma mulher que não esteja grávida. “Isso, é claro, não significa que todas as grávidas devem sair comendo em demasia. Esse excedente calórico é para mulheres que estejam no peso ideal ao engravidar”, diz. “No caso de gravidez de múltiplos, a média de caloria é, em média, de 200 calorias a mais para cada bebê, além das 300”, completa Ariane.
Para a nutricionista do Einstein, em qualquer situação social, o ideal é comer um pouco antes de sair de casa ou do escritório, o popular “forrar o estômago”. “Em uma cantina é melhor sempre preferir massas sem recheio ou, no máximo, um recheio de ricota. Em uma pizzaria, comer uma porção de pizza marguerita, em vez de pizza com bacon”, dá como exemplo Ariane.
Outras dicas da doutora Ariene Severine, do Einstein, são:
- Evite o couvert, pois é muito calórico e possui excesso de gordura.
- Escolha saladas sem batata e prefira molhos à base de iogurte, aceto balsâmico, shoyo e mostarda. Os molhos à base de maionese, como o rose, são calóricos. Atenção ao azeite, embora seja um gordura de boa qualidade, uma colher de chá possui 45 calorias.
- Evite preparações gratinadas e ao creme.
- Nas sobremesas, faça opção pela fruta.
- Na churrascaria, prefira as carnes magras como baby beef, alcatra, coxão mole, lagarto, lombo sem gordura, frango e peixes. Evite petiscos à base de frituras e nas saladas não escolha em excesso queijos amarelos.
- Na cantina italiana, prefira massas sem recheio ou recheios leves como ricota e verduras (espinafre). Ao escolher o molho, opte pelo de tomate no lugar do branco.
- No restaurante self-service, atenção ao peso do prato. Evite ultrapassar 400 a 500g. Inicie a refeição com as saladas. Escolha somente uma prato principal. Evite frituras e prefira carnes sem gordura aparente e sem pele.
- Na pizzaria, prefira recheios simples sem muitos ingredientes. A boa pedida é uma fatia de pizza de mussarela.
- No escritório, troque as bolachas, chocolates e balas por frutas secas (damasco, banana seca, mix de frutas secas), iogurtes light, barra de cereal, frutas.
- Nas festas, não saia com fome, procure comer uma fruta ou uma barra de cereal ou iogurte light. Em relação aos salgadinhos, se possível, prefira os assados aos fritos.
- Na praia, uma boa opção é a água de coco, as frutas e os picolés de frutas como o de limão e maracujá.
Um beijo, Juliana
Comer, Comer | 01/02/06
Comer muito ou comer pouco? Há quem diga comer moderamente. Grávidas, ainda mais de múltiplos, precisam de muitos nutrientes. Não adianta comer um boi, mas também não é suficiente apenas um danoninho. Como chegar na dieta ideal, é uma questão individual. Hoje, depois de ler alguns livros sobre dieta ideal, eu fui à nutricionista (profissional tão obrigatória como o médico para mães de múltiplos). Meu médico mandou, mas dei graças a Deus. A fome é grande, mas eu estava com medo de comer e começar a engordar enlouquecidamente, prejudicando a mim e a criançada. A Dra Mariangela Daquala me deixou mais segura. Como não engordei muito ainda (11 semanas de gravidez e um quilo a mais - passei para 47,6 kg), a dieta ideal é comer de três em três horas proteína e frutas principalmente. Descobri que o Ferro (carne), essencial para nós, só é absorvido se ingerido com Vitamina C (frutas cítricas)!
Outras descobertas:
:: Pelo mesmo motivo do Ferro, nas saladas de agrião e rúcula deve-se colocar molho de limão.
:: Não se deve comer ou beber alimentos quentes no café da manhã - causam náuseas.
:: Macarrão à Bolonhesa é um ótimo prato - tem carbs, carne e tomate.
:: Aspartame não faz mal!!!!!!!!!! A doutora Mariangela, professora da USP, diz que até na carne de boi tem aspartame de forma natural.
É claro que cada uma é de um jeito. Por isto, apesar da Internet e de livros, é sempre bom ir a um nutricionista. A dieta para uma pessoa de 46 kg não é a mesma para uma de 90 kg.