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Babá em Foco | 05/12/06

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Na revista Wired de dezembro (para quem não sabe a Wired é uma revista americana que traz as mais novas tendências no mundo em termos de tecnologia e comportamento), tem uma matéria interessante sobre câmeras em casa para controlar a babá. Nós, mães, vivemos preocupadas com o que estão fazendo com nossos bebês enquanto estamos ausentes. Mil coisas vêm à cabeça e a câmera com certeza já passou na de várias mamães.

Nesta reportagem, porém, o jornalista defende que não se use a câmera. O argumento é bom. Se você pensa em colocar uma câmera, é melhor demitir a babá, por que já não há mais confiança. E, se você não resistir, é melhor avisá-la que vai colocar a câmera. Pelo menos a intimida. É melhor do que ver seu bebê ser mal tratado na televisão.

O negócio é sermos vigilantes, mas tentarmos entregar nossos pequenos em quem a gente confia. Checar referências, fazer um teste com alguém por perto, entre outros, são alguns mecanismos eficazes. Se não der para ter confiança é melhor não ter a babá.

bjs,
Roberta



Comentários

Tive gêmeos e tentei me cercar de todas as garantias possíveis para poder deixa-los com pessoas de confiança quando precisava ficar ausente por algumas horas.
Teoricamente o argumento do jornalista da Wired é bom, mas na pratica nem sempre funciona. Na verdade pude comprovar que dificilmente ele é eficaz pois só conheci de fato quem eram aquelas pessoas com a câmera. É difícil e duro pensarmos assim. Elas se transformam totalmente quando viramos as costas. Por este angulo podemos afirmar que é melhor conhecermos exatamente quem é a pessoa que vai cuidar dos nossos filhos para depois podermos dormir tranqüilas. Essa é uma dura realidade que tive de encarar. Muitas vezes é mais fácil fechar os olhos e acreditar que esta tudo bem.
Claro que quem tem a felicidade de colocar alguém que já trabalha com a família ha muitos anos, que você conhece a fundo, nao precisa desse tipo de cuidado. Eu nunca tive essa facilidade e por mais referencias e indicações que tenha recebido sobre essas profissionais (que foram sempre SUPER indicadas) tive surpresas muito desagradáveis, mesmo sendo vigilante, e tentando entregar meus pequenos a pessoas que tinham as melhores indicações e que recebiam salários altíssimos. Sempre chequei referências, sempre fiz testes com alguém por perto, entre outros. Mas , no meu caso nao foram mecanismos eficazes pois elas se transformavam literalmente quando eu ou alguém da família nao estávamos presente. Outro mecanismo que tentei foi colocar outra baba junto para que uma intimidasse a outra mas isso também, nem sempre, foi suficiente e as surpresas aconteciam justamente quando a outra saia de cena para fazer outra coisa ou então as duas viravam cúmplices. Hoje as crianças já estão grandinhas e já são capazes de relatar qualquer problema. Acho que cada um pode avaliar o que e melhor para seu caso. Acho, também, que não devemos rotular as mães de uma forma geral pois cada uma pode avaliar qual a forma mais adequada para resolver o seu problema. Do jeito que o jornalista coloca parece que a mãe que se cerca da câmera deveria ter sido mais criteriosa e cuidadosa para selecionar essa funcionaria e isso muitas vezes é exatamente o oposto. Não me arrependo de ter usado essa tecnologia para garantir a segurança das crianças, apesar disso ter me custado muito desgaste e sofrimento.

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