Todo mundo sabe que as vacinas protegem contra várias doenças graves e epidêmicas, como a varíola, tétano, difteria, tuberculose e paralisia infantil. A imunização contra esses e outros males começa logo após o nascimento da criança. Algumas vacinas têm dose única, enquanto outras são aplicadas ao longo dos primeiros meses. Em alguns casos, além da dolorosa picada, essa proteção causa febre, inchaço e vermelhidão.
As primeiras vacinas que seu bebê receberá são a BCG, indicada contra a tuberculose, e a primeira dose contra a Hepatite B. Nenhuma das duas provoca muito mal-estar. A BCG costuma gerar no local vermelhidão, seguida de uma ferida. Até cicatrizar, basta lavar o local na hora do banho. A vacina contra a Hepatite B é formada por três doses, com intervalo de 30 dias da primeira para a segunda dose e de 180 dias da primeira para a terceira e última dose.
Além da vacina contra a Hepatite B, no segundo mês de vida do seu filho ele também tomará a Tríplice, que protege contra difteria-coqueluche-tétano, a Haemophilus influenzae tipo b, a Meningococo C e a Pólio, que previne contra a paralisia infantil. Anualmente o Ministério da Saúde promove campanhas contra a poliomielite, o que já rendeu o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde pela erradicação da transmissão autóctone do vírus causador da doença. O último caso da doença verificado no País foi em 1989.
A vacina anti-polio possui várias doses: 1ª dose aos 2 meses, 2ª dose aos 4 meses, 3ª dose aos 6 meses; 1º reforço entre 15 e 18 meses e 2º reforço entre 4 e 6 anos.
As visitas ao Centro de Saúde para receber as doses de vacinas necessárias para a imunização serão mais freqüentes durante todo o primeiro ano de vida. Segundo o departamento de pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein, o calendário de Imunizações inclui:
Antes de iniciar a vacinação de seu bebê, é importante obter orientação de seu pediatra de confiança. Alguns sites também já tornam disponíveis serviços para ajudar os pais a organizar o calendário. É o caso do Guia do Bebê e a sua Carteira de Vacinação, que envia gratuitamente e-mail de alerta para os pais avisando com antecedências sobre a hora de aplicar uma determinada vacina. Quem reside em São Paulo pode procurar também o Cedipi (Clinica Especializada Em Doenças Infecciosas e Parasitárias e em Imunizações), referência na área.
bjs,
Vilma
A foto que ilustra este post é de autoria de Gustavo Carrijo
O Barbatuques integra a programação infantil do Auditório do Ibirapuera, com duas apresentações do show “Corpo do Som”, neste fim de semana. O grupo desenvolve um trabalho artístico baseado na exploração dos inúmeros sons que podem ser produzidos pelo corpo humano. Palmas, estalos, batidas no peito, sapateados, vácuos de boca, recursos vocais entre vários outros sons, são encadeados na produção de ritmos e melodias.
O repertório dos shows é baseado em composições próprias, improvisações, interações com a platéia e adaptações de ritmos e cantos tanto brasileiros como de outras partes do mundo. O show do grupo também envolve uma interação de linguagens cênicas e visuais, com projeções de imagens e movimentações coreográficas tendo como eixo central a música corporal. Bem colorido e sonoro, do jeito que as crianças gostam.
É uma boa pedida para papais e mamães aproveitarem o fim de semana com os filhos!
Serviço:
Barbatuques especial para crianças - Corpo do Som dias 29 e 30 de julho, às 16h
Auditório Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, sem n°, portão 2 do Parque do Ibirapuera
Ingressos: R$ 30,00 / meia R$ 15,00
Criança até 12 anos paga meia, criança de até um ano no colo não paga
Os ingressos já estão a venda na bilheteria do Auditório, de terça a domingo, das 09h às 18h, tel: 5908 4299
ou pela ticketmaster ( tel: 11 6846 6000)
Hoje, 27 de julho, é o dia do pediatra, uma figura tão importante no desenvolvimento da criança que muitas mães confiam a ele a solução de quaisquer tipos de problemas, com ligações desesperadas na madrugada por conta de problemas muitas vezes simples ou presentes em datas comemorativas. Para fazer a escolha pelo médico ideal, é preciso procurar o profissional ainda durante a gestação.
O caminho mais seguido pela maioria das mães é pegar indicações com amigos e familiares. É importante selecionar alguns nomes e, em seguida, verificar se o profissional é habilitado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.
Agende uma entrevista com diferentes profissionais para conhecê-los e aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Veja como é o estilo de trabalho do pediatra e tente também conversar com outros clientes.
Na conversa também será importante observar seu comportamento, se ele tem paciência de fato com as crianças e se trata bem seus clientes. A aparência do pediatra e de seu local de trabalho são itens que também devem pesar na escolha, afinal, o consultório deve ser um lugar limpo, agradável e arejado.
Os horários de trabalho também devem ser analisados. Muitos profissionais atendem a emergências e, para isto, fornecem os telefones celulares ou de suas residências. Algumas clínicas contam com celulares próprios e também realizam atendimento aos sábados e domingos para que os pais corram diretamente para os consultórios.
Depois de escolhido o médico, os pais devem acompanhar os filhos em todas as consultas. Durante o primeiro ano de vida, as visitas ao pediatra deverão ser mensais, para que o profissional avalie o crescimento e desenvolvimento da criança. Quando o filho já for adolescente, ele não precisa necessariamente de acompanhamento, mas o pediatra deve ter assistentes que auxiliem no atendimento. Também é importante conversar sempre antes e depois das consultas.
Os cuidados com o bebê durante e após gravidez, além do papel dos avós e da internet na vida das crianças, são algumas das questões levantadas pelo livro Cuidando de seu filho do nascimento aos cinco anos. Lançado pela editora Artmed, o guia elaborado pela Academia Americana de Pediatria já vendeu mais de um milhão de exemplares e está em sua quarta edição.
Para auxiliar papais e mamães, o livro traz um guia do primeiro ano do bebê, que ajuda na avaliação do desenvolvimento infantil com informações sobre crescimento físico, emocional e social. Além disso, há dicas de aleitamento materno, imunizações obrigatórias e como proceder em caso de acidentes com as crianças.
Vale ressaltar que o guia não substitui as visitas ao pediatra, mas pode servir como referência para sanar dúvidas durante as consultas. “Cuidado de seu filho...” pode ser encontrado em livrarias por todo país e pela internet, como no Submarino. O preço médio é de 92 reais (784 páginas).
Serviço Cuidado de seu filho
Steven P. Shelov e Robert E. Hannemann
Editora Artmed
784 páginas
Preço sugerido: R$ 92
No tempo da minha bisavó, dizia-se que beber um determinado tipo de cerveja fortalecia o leite. Anos depois, a bebida alcoólica foi abolida da vida da gestante. Hoje, acompanhando a gravidez de algumas amigas, notei que alguns médicos já permitem a ingestão moderada, como uma dose por semana.
Procurei um especialista no assunto, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool
(Cisa). Criada em 2004, esta organização não governamental tem como principal objetivo gerar uma fonte de informações sobre o binômio saúde e álcool. “O tema álcool e gravidez vem sendo bastante estudado por inúmeros pesquisadores e muitos artigos a respeito do tema são publicados frequentemente em jornais e revistas científicas”, diz a coordenadora da entidade, Camila Magalhães Silveira. A médica psiquiatra adverte, no entanto, que, embora haja estudos em andamento, ainda não há evidências de uma quantidade de bebida alcoólica considerada segura durante a gravidez.
O Dr. Mauro Sancovski, médico especialista em ginecologia e obstetrícia e professor da Faculdade de Medicina do ABC, em entrevista concedida ao site do CISA, ponderou que “em qualquer situação, o consumo de álcool pode trazer conseqüências de natureza social, além das repercussões sobre a saúde de seus usuários. Na gestação não é diferente, além do prejuízo que este uso se manifestará não somente sobre o organismo materno, mas também, e principalmente, sobre o organismo fetal. É importante salientar que tais ocorrências estarão vinculadas tanto às doses quanto ao tempo de exposição ao risco durante a gestação. O consumo moderado e eventual de álcool na gestação poderá não trazer repercussões e esta quantidade se refere a 1 drinque eventual. Os riscos estão associados a doses acima de 28,5 ml de álcool (2 drinques comuns) ou mesmo ao uso isolado de grande quantidade de álcool”.
Leite materno - A cultura popular diz que a qualidade do leite materno pode ser influenciada pelo estado de humor das mães. “Em alguns países, parteiras e outros profissionais de saúde reforçam a ingestão de bebidas alcoólicas antes da amamentação sob o argumento que pequenas doses de álcool levariam a um efeito relaxante no momento da amamentação e também a um aumento da produção de leite”, conta Camila, do Cisa. Os pesquisadores verificaram, porém, que, apesar das mães ficarem mais relaxadas após uma ou duas doses de álcool, tal "benefício" para mães "ansiosas" não justifica este comportamento. “As mães devem ser orientadas a não desistirem do aleitamento materno. Além de mais saudável para o feto, melhoram o vínculo entre a mãe e seu bebê. Desta forma, o consumo de bebidas alcoólicas no período de amamentação não é recomendado e aconselha-se que as lactentes permaneçam abstêmias”, pondera a coordenadora da ONG.
Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) – A ingestão de álcool durante a gravidez pode provocar distúrbios fetais que vão do retardo de desenvolvimento à chamada síndrome alcoólica fetal. Esta última é causada pela passagem do álcool pela placenta que alcança o feto, ainda deficiente em enzima alcooldesidrogenase, o que acarreta uma metabolização muito lenta do álcool.
Estima-se que em alcoólicas intensas, a ocorrência da síndrome atinge 56%, com taxa de mortalidade perinatal de 17%. “Acreditava-se que a síndrome alcoólica fetal ocorria apenas em populações de alto risco. Posteriormente, verificou-se que a SAF poderia acometer qualquer população, mesmo que na vigência do consumo moderado de álcool na gestação. Evidências científicas recentes sugerem que mesmo doses pequenas de álcool podem levar à síndrome alcoólica fetal”, explica Camila.
Os transtornos relacionados à SAF incluem lesões físicas, cognitivas e de memória em crianças que nasceram de mães que faziam consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação. “A forma mais severa desse tipo de transtorno é a própria Síndrome Fetal Alcoólica (SFA), que pode ser caracterizada por: baixo peso ao nascer, déficits neurocognitivos (alterações no desempenho global da criança) e alterações faciais”, informa a coordenadora do Cisa. As alterações neurológicas mais comuns são: hiperatividade, impulsividade, dificuldades no planejamento das atividades, organização mental, pensamento, problemas com a visão espacial e dificuldades em compreender as conseqüências dos seus atos. Não é incomum a associação destas alterações com: autismo, transtorno de déficit da atenção e hiperatividade e transtornos da personalidade.
Prevenção – Além de conseqüências graves para o recém-nascido, a SAF afeta a família e grupos de convívio. A síndrome também requer tratamentos complexos e dispendiosos. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia.
Além de uma boa entrevista clínica, com o levantamento da história materna de ingestão de bebida alcoólica durante a gestação, um trabalho multidisciplinar é o ideal. O site Álcool e Drogas Sem Distorção , mantido pelo Hospital Albert Einstein, propõe que a paciente receba um tratamento mais intensivo, com abordagens que a motivem para a mudança, além de visitas domiciliares. “Apoios comunitários aumentam a adesão ao tratamento e as chances de redução ou abandono do álcool durante o período da gestação. Os recém-nascidos nessas condições devem receber seguimento profissional constante por pelo menos três anos. Isso aumenta a possibilidade de detecção precoce de problemas”.
Ajuda - O Programa de Atenção à Mulher Dependente Química (PROMUD), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, oferece um atendimento psicossocial gratuito para mulheres dependentes de drogas e álcool. Além disto, gestantes podem conseguir ajuda nos Centro de Atenção Psicossocial ao Consumo de Álcool e outras Drogas (CAPS-AD) mais próximo de sua residência.
Serviço:
CISA
Rua do Rocio, 423 – 12° andar
Vila Olímpia – SP – SP
Telefone: 11 3842 3388 e-mail
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP
Telefone (11) 3069-6960
Filhos inteligentes e com boas notas na escola estão nos sonhos de qualquer pai e mãe. Porém, muitos ficam sem saber o que fazer quando descobrem que o pequeno mostra aptidão bem maior que os outros de sua idade em relação a diferentes temas, como mapas, galáxias espaciais, bichos pré-históricos ou livros e se revela um superdotado. “O diagnóstico de superdotação deve sempre ser feito por um profissional”, diz Maria Clara Sodré, doutora em educação de superdotados pela Universidade de Columbia (EUA). “Porém, os não-especialistas, como os pais e os familiares da criança, geralmente descobrem meio de comparações”, diz ela, que também é diretora técnica da Acerta (Assessoria Cultural e Educacional no Resgate a Talentos Acadêmicos), entidade fundada há pouco mais de um ano no Rio de Janeiro para prestar assistência a crianças e adolescentes superdotados e seus pais e familiares.
Um dos traços mais nítidos do superdotado é a precocidade para determinadas tarefas. Algumas costumam fazer coisas esperadas de crianças mais velhas, como falar mais cedo ou aprender a ler a partir dos três anos de idade. Outra característica comum é a dedicação quase obstinada às tarefas de interesse. “Eles esgotam um assunto e depois partem para outro”, explica Maria Clara. Estas crianças também costumam mostrar pensamentos divergentes e não se satisfazem com respostas evasivas, como os famosos “porque sim” ou “pergunte para o seu pai”. “O superdotado costuma ser um dos mais criativos da turma e é aquele que inventa brincadeiras e jogos”, explica Maria Clara.
Isolamento – No entanto, a rapidez para aprender sobre alguns assuntos pode provocar o isolamento em determinadas situações. “Este problema chama mais a atenção na criança pequena que, por ser mais precoce, pode ficar fora do ambiente”, conta ela. “Uma das crianças atendidas pela Acerta já conhecia 150 bandeiras aos três anos de idade. Quando entrou na escola, muitos em sua turma mal sabiam falar”. Para amenizar este problema, a entidade promove encontros e oficinas entre crianças superdotadas da mesma faixa etária, além de oferecer assistência também para os pais. “Abrimos espaço para que eles conversem, troquem impressões e vejam que não estão sozinhos”, diz Maria Clara.
Falta de assistência – O acompanhamento a crianças que manifestem precocidade é fundamental para garantir o desenvolvimento de suas potencialidades. A falta de assistência pode fazer com que o superdotado nivele-se aos outros ao longo de seu desenvolvimento. Um exemplo que pode ocorrer é o de alguém que tire notas menores ou não se esforce em estudar apenas para ser aceito em seu grupo ou não ter fama de “CDF”. O jovem que não tiver chance de desenvolver suas capacidades pode também se tornar um problema para a instituição onde estuda e para a sociedade. “Ele pode se revoltar e ser o anti-exemplo, que sempre vai expulso”, diz Maria Clara. Para a educadora, criminosos como Fernandinho Beira-Mar e Marcola podem ser exemplos claros de superdotados cujas potencialidades não foram aproveitadas nas escolas. “Ambos não chegariam à perfeição do crime se não fossem brilhantes”.
Caminhos – O direito à educação diferenciada para os superdotados é previsto por lei. De acordo com o site do Ministério da Educação (MEC), este tipo de aluno deve receber atendimento suplementar em Salas de Recursos ou outros espaços em horários além das aulas regulares (http://www.mec.gov.br/seesp/perguntas.shtm#7). Para isto, é preciso entrar em contato com a Secretaria de Educação do Estado ou Município.
Para fechar a semana, vou dividir com você um vídeo que o Cerezo, do Batendo Bola, me enviou. Mais de 190 mil pessoas já visualizaram o show que este garotinho dá, ao som do melhor hip hop. Vale dar uma lida também nos comentários deixados por internautas: ele foi chamado de b-boy e capoeirista.
Por sugestão de uma amiga, fui obter mais informações sobre um aparelhinho interessante que promete acabar com a aflição dos pais que não conseguem identificar a causa do choro dos bebês.
Criado pelo engenheiro eletrônico espanhol Pedro Monagas, o Why Cry interpreta, de acordo com a intensidade do berreiro e o intervalo das fungadas, o motivo do chororô. O resultado é mostrado em um painel iluminado com cinco categorias: fome, sono, aborrecimento, mal-estar e stress.
O produto funciona com pilhas alcalinas e possui uma margem de acerto de 98%. Segundo o fabricante, o tradutor do choro foi testado clinicamente e custa cerca de R$ 279.
Fiquei muito curiosa para saber se o equipamento realmente funciona, mas entre os meus amigos ninguém testou o produto ainda. Quem tiver adquirido essa babá eletrônica moderna, por favor deixe aqui seu comentário.
O rotavírus é uma infecção que afeta a maioria das crianças até os cinco anos de idade. O principal sintoma da doença é a diarréia acompanhada de febre e vômito. Segundo a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, atualmente o rotavírus é o maior agente causador de óbitos em crianças com menos de cinco anos no mundo todo. “O rotavírus afeta cerca de 130 milhões de crianças por ano”, relata Clélia Aranda, superintendente de imunizações da Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo.
A transmissão da doença acontece principalmente pela água ou alimentos, mas também no contato com outras pessoas, objetos ou superfícies infectadas. Por este motivo existe o risco, mesmo que reduzido, da contaminação nos adultos. “Como estou no terceiro mês de gravidez não me preocupei quando senti os enjôos. Comecei a ter diarréia e vômito. No hospital, a médica logo disse que eu estava com o rotavírus”, diz Anne Cecille Smid.
Outro sintoma da infecção pelo vírus é a desidratação, reduzindo as reservas de água do corpo e os níveis de minerais importantes, como o sódio e o potássio. O tratamento recomendado é a ingestão de soro e muito líquido. “Fui medicada com soro e fiz exames para saber se estava tudo bem com o bebê. Passei a última semana com uma alimentação leve e tomando muita água de coco”, fala Cecille.
A vacina contra o rotavírus foi incluída este ano no calendário de imunização obrigatória em todo Brasil. “Em São Paulo, já foram aplicadas 150 mil doses da vacina”, diz Clélia. O bebê deve receber a primeira dose da vacina aos dois meses e a segunda, aos quatro. Assim, há a garantia de imunidade total contra a doença. “Quanto mais precocemente aplicarmos a vacina na criança, mais tempo ela terá para desenvolver os anticorpos contra o rotavírus, evitando os casos de internação, que atualmente são de 90 mil por ano”, diz Clélia.
Além disso, a amamentação ajuda o bebê a criar defesas contra o rotavírus e outras doenças. Os pais devem tomar cuidado com a higiene das crianças, principalmente na limpeza das mãos após o uso do banheiro e antes das refeições.
Serviço:
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Clélia Aranda - superintendente de imunizações
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 188
Tel.: (11) 3066-8000
bjo,
Babi
A foto que ilustra este post é de autoria de focajonathan
Além da preocupação com o estado de saúde do bebê, uma das principais preocupações das mães de prematuros é permanecer perto da criança o máximo de tempo possível, além do anseio de pegá-lo no colo. Nos hospitais que adotam o método canguru, este sonho pode ser realizado, ainda que aos poucos, em horários específicos e com todos os cuidados necessários para a saúde do bebê e bem-estar materno.
Criada em 1979 na Colômbia, a “posição canguru” surgiu como tentativa de diminuir os altos índices de mortalidade neonatal no País. Na época, imaginou-se que a prática de colocar o recém-nascido contra o peito da mãe poderia substituir as incubadoras, o que permitiria alta precoce, taxas menores de infecção hospitalar e custos menores para o sistema de saúde. No Brasil, os primeiros hospitais brasileiros a adotarem o método foram o Guilherme Álvaro, em Santos, e o Instituto Materno e Infantil de Pernambuco (Imip), no Recife, ambos na década de 1990.
O Ministério da Saúde implementou o projeto em 1999 no SUS (Sistema Único de Saúde). Por meio da Área Técnica de Saúde da Criança e contribuição de consultores, conta com um padrão para este tipo de atendimento com os procedimentos recomendados, que vão desde a orientação necessária às gestantes de risco até os passos para a implementação do programa em instituições de saúde.
O método consiste em sessões definidas de acordo com a saúde do bebê – podem acontecer algumas vezes por semana ou todos os dias. O método “mãe-canguru” é baseado três princípios: o calor, gerado e transmitido pelo corpo da mãe ao entrar em contato com o bebê, que substitui o calor mecânico da incubadora e diminui os riscos de hipotermia e hipertermia; o leite materno, que alimenta o bebê e lhe dá proteção imunológicas contra infecções, e o amor, que estimula a criança a se desenvolver melhor.
Pai também pode – Em alguns hospitais, não são apenas as mães que desfrutam do programa. No ProMatre, por exemplo, os pais também se tornar “cangurus” com seus filhos recém-nascidos e prematuros. É o caso do publicitário Gustavo Fortes, pai de Pedro, de dois meses e nascido de uma gestação de cinco meses e meio. “A sensação é indescritível”, diz ele. Além da emoção, uma das reações mais fortes foi a de nervosismo, especialmente por conta do tamanho do bebê. “Na primeira vez em que o peguei, ele tinha menos de um quilo”. Mas o toque e a tranqüilidade do filho em seu colo deu mais segurança para outras sessões. “Nos primeiros segundos, ele parecia se mexer para se ajeitar no colo. Mas, em seguida, grudava no meu peito e dormia”, diz ele.
A aplicação do método canguru com pais foi destaque também na Folha de S. Paulo, em matéria publicada no dia 25 de junho. Em geral, o método canguru pode ser aplicado a mães e pais, que devem receber, sem camisa, o bebê no colo. As orientações podem ser dadas nas principais maternidades do Brasil.
Na Internet também existe um material extenso sobre o assunto e um dos sites mais completos é o http://www.metodocanguru.org.br, do Ministério da Saúde com patrocínio do BNDES e Fundação Orsa. No endereço, é possível encontrar um histórico do método, perguntas e respostas mais comuns, a norma-padrão do Ministério da Saúde para o programa, além de vídeo, manual e cartilha sobre o programa. O endereço http://www.mulher.org.br/canguru/oquee.htm também possui informações sobre o método, com destaque para as referências bibliográficas.
Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e, portanto, manifestada na idade escolar. O problema, no entanto, não é considerado uma doença e sim uma deficiência do cérebro para os processamentos lingüísticos.
A dislexia, diferentemente do que a maioria pensa, não tem relação com a inteligência da pessoa. Pelo contrário, os dislexos têm um QI igual ao de uma pessoa sem o problema. Outra crendice popular fala que a dislexia também é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica. “Bobagem. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico”, afirma Maria Mônica Bianchini, psicóloga da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).
E, justamente por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica. “Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso”, diz a psicóloga da ABD.
Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico de Dislexia, maiores serão as chances de tratamento especializado ou adequado, minimizando, assim, as conseqüências das dificuldades escolares e/ou sociais. Entretanto, a intervenção pode ser iniciada em qualquer idade, o que certamente tem muito a contribuir para o sucesso do indivíduo disléxico.
Apesar da seriedade da dislexia é preciso cautela e bom senso dos pais. “Não são todos os casos de deficiência na aprendizagem que significam a dislexia. O atraso no desenvolvimento da leitura pode estar ligado à fatores adversos como uma deficiência sensorial ou atraso cognitivo”, afirma Maria Mônica.
Dicas:
As pessoas com dislexia...
... terão sempre:
dificuldades em escrever;
dificuldades com a ortografia;
lentidão na aprendizagem da leitura;
... terão muitas vezes:
disgrafia (letra feia);
discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
dificuldades para compreender textos escritos;
dificuldades em aprender uma segunda língua.
... terão às vezes:
dificuldades com a linguagem falada;
dificuldade com a percepção espacial;
confusão entre direita e esquerda.
Choro, xixi na cama, queda no desempenho escolar. Vale tudo na hora de chamar a atenção da família que acabou de ganhar mais um membro. O ciúme é uma mudança de comportamento normal nas crianças e pode ser contornada com algumas orientações e cuidados.
A jornalista Silvia Celani é mãe das pequenas Marina, de 5 anos e meio, e Fernanda, de 2 anos e meio. Ela relatou como foi o processo de adaptação da família com a chegada da mais nova integrante e o que fez para evitar o ciúme e as brigas. “Começamos a preparar a Marina antes mesmo do nascimento do segundo filho. Ela me ajudava a passar creme na barriga e a fazer carinho no bebê. Procuramos envolvê-la da melhor forma, explicando que ela ia ganhar uma amiguinha para todas as horas. Quando a Fernanda nasceu, usamos uma estratégia já conhecida e recomendada por amigos: compramos um presente que a Marina queria muito - uma boneca Barbie - e dissemos a ela que a irmãzinha é que havia dado”, explica.
Segundo a psicóloga Rachel Zausner Skarbnik, a função dos pais é incorporar e aproximar o bebê da criança mais velha garantindo que não há divisão de amor, mas apenas de atenção em determinados momentos. “Quando a mãe amamentar, o pai pode sair com o filho mais velho para dar uma volta”, fala. É fundamental estabelecer um diálogo com a criança para a compreensão da situação. “Sempre dizia para a Marina que a amava do mesmo jeito e ainda mais que antes da chegada da Fernanda. Deixava uma parte do dia reservado só para ela”, relata Silvia.
Existem alguns truques para evitar a decepção dos pequenos. “Quando as visitas para o bebê traziam alguma lembrança, recomendava que tivesse algo simples para a mais velha também. De qualquer forma, eu sempre tinha um presente, pois assim a Marina não ficava ressentida”, diz Silvia. O maior alerta é sobre as comparações entre os filhos. “Ao invés de comentar as notas na escola, valorize as competências individuais de cada um”, explica Rachel.
A dica de Rachel para os pais é deixar claro que a figura do irmão é como a de um parceiro, o que costuma acontecer alguns anos depois. “De forma geral, a Marina recebeu bem a irmãzinha. Hoje, quem tem mais ciúmes é a Fernanda. Pela característica da faixa etária, a mais nova não sabe ainda dividir e isso inclui o colinho da mamãe”, finaliza Silvia.
Serviço
Dra. Rachel Zausner Skarbnik - Psicóloga
R: Manuel da Nóbrega, 354 Cj. 91 - São Paulo
Tel.: 3171-3028
E-mail: rachel.ser@uol.com.br
Uma mãe, um bebê na UTI, uma história triste, mas com um final inspirador. A personagem principal é a terapeuta corporal Maria Julia Miele e o primeiro capítulo iniciou-se com o nascimento de Sofia, que passou um ano e meio na UTI e três meses em home care. Enquanto a filha lutava para sobreviver, Maria Julia viu sua rotina mudar completamente. O isolamento do mundo ficou ainda maior quando Sofia não resistiu e faleceu.
Enquanto acompanhava a luta da valente Sofia, a terapeuta começou a registrar, aos poucos, sua experiência, sentimentos e angústias em um diário. Alguns trechos foram incluídos depois. Com apoio do jornalista Gilberto Dimenstein, criador do Espaço Aprendiz , a brochura virou o livro Mãe de UTI – Amor Incondicional. Lançado em agosto de 2002, a publicação toca, inclusive, em tabus. “Nele eu falo até sobre o luto, que é um tema muito difícil de ser tratado. As pessoas evitavam o assunto. Ninguém perguntava como eu estava me sentindo”, diz a terapeuta.
Concluído o lançamento do livro e inspirada na sua experiência, Maria Julia deu início a um segundo projeto: a criação de uma ONG. Novamente a terapeuta arregaçou as mangas, fez um curso na USP sobre o tema, pesquisou no mercado as entidades existentes e abriu a sua ONG com uma proposta completamente diferente.
Instituto Abrace – Existem hoje dezenas de entidades cujo principal objetivo é divulgar informações sobre doenças. O Instituto Abrace quer tratar o pai e a mãe. A proposta é promover a aceitação do que está acontecendo e a socialização do casal por meio da identificação com outras histórias. “O foco da ação nunca são os pais, o que é um erro gravíssimo. Eles também estão doentes. A diferença é que a criança está sendo tratada por especialistas”, diz Maria Julia. Nessa situação, além do choque, é muito difícil conseguir administrar o tempo, o que provoca isolamento. “Isso pode desencadear uma série de problemas sociais – de depressão a perda de emprego. O divórcio também é comum, porque o casal deixa de dialogar”, informa a idealizadora do Instituto. As armas utilizadas pela entidade são simples: amparo e conforto aos pais por meio da informação.
Com sede virtual, o Instituto Abrace expõe no seu site histórias de casais e um Mural de Mensagens, nos quais as pessoas compartilham suas experiências. Há pedidos de ajuda, mensagens de apoio e desabafos. “Nosso principal foco é a interatividade. A principal colaboração que alguém pode dar é contar a sua história ou dar uma indicação profissional, atendendo a um pedido de ajuda”, diz Maria Julia. A comissão de membros da ONG possui, ainda, outras três mães de UTI. Conta também com oitos colaboradores fixos e incontáveis voluntários.
Apoio – A maioria das pessoas, quando tem um amigo ou familiar com bebê prematuro internado, fica sem saber como agir. A reação mais comum é evitar assuntos delicados, na tentativa de poupar o casal da dor. “Não incomoda perguntar. Pelo contrário, é bom oferecer apoio”, diz Maria Julia.
Os amigos podem, por exemplo, ajudar em práticas corriqueiras, como buscar o outro filho na escolha ou fazer supermercado. Outra sugestão é criar pequenas surpresas, como marcar uma manicure ou cozinhar algo gostoso. “Aos poucos, a gente vai se abandonando; deixa de se cuidar e esquece da família e amigos. Pequenas atenções nessas horas fazem a diferença. Um amigo meu italiano foi um verdadeiro anjinho silencioso na nossa caminhada. Chef de cozinha, ele deixava sempre na portaria de casa um doce. Você não sabe como esse carinho é bacana”, conta a terapeuta.
Hospitais – Algumas maternidades já se preocupam com os pais de bebês prematuros. Para aqueles que querem incrementar essa área, a fundadora do Instituto Abrace tem duas boas sugestões:
- Montar uma sala de descanso restrita aos pais. Basta um local fechado, com cadeiras confortáveis e, eventualmente, TV. Atenção: não é uma sala de visita. Este será um lugar de pausa.
- Encarregar uma enfermeira ou assistente social para acompanhar os pais na primeira visita pela UTI. Sua principal missão será explicar cada procedimento e apresentar os membros da equipe médica e de enfermagem. Com informação combatem-se traumas e mal entendidos, além de gerar empatia. “Os piores momentos são a primeira visita e o encontro após a primeira grande cirurgia. O impacto é muito forte”, conta Maria Julia.
Mensagem de apoio – O principal recado que Maria Julia quer dar para os pais de bebês prematuros é “Encontre o seu Deus, não importa que nome Ele Tenha, e acredite Nele”.
No final de julho acontece no Rio, com entrada gratuita, a 34ª Expo Bebê e Gestante, maior feira do segmento no estado do Rio de Janeiro. Com preços bem abaixo do mercado, o evento é o melhor local para quem quer comprar móveis e carrinhos, adquirir artigos de decoração para o quarto da criança, montar o enxoval do bebê, comprar brinquedos ou reformular o guarda-roupa. Na última edição, ocorrida em janeiro, mais de 70 mil pessoas visitaram o local, que contou com a presença de 152 expositores. A 34ª Expo Bebê e Gestante acontece no Rio Centro, de 25 a 30 de julho.
O espaço oferece recreação, fraldário, parque de diversão e uma programação de palestras, além do aluguel de carrinhos para bebês e cadeiras de rodas. Há, ainda, uma área chamada “Espaço do Papai” para acomodar os maridos que se queixam das longas visitas das esposas aos estandes. Foi criada também a Expo Festa Infantil, que oferece todos os tipos de serviços e produtos para a organização e a realização de festas infantis.
Quem nos passou a dica foi o pessoal da Zazou , grife paulista grife paulista especializada em moda gestante, que montará um grande bazar na feira. O estande terá 15 m² e oferecerá mais de 3 mil peças a preços abaixo do custo. As calças jeans, vendidas normalmente a R$ 199, sairão a partir de R$ 40. As batas variam entre 20 e 30 reais. A foto que ilustra o post de hoje foi cedida pela Zazou. Essas peças, entre outras, estarão à venda na feira.
Agradeço ao pessoal da Zazou pela sugestão. Quem souber de outras feiras acontecendo Brasil afora também pode compartilhar com o blog A Família Cresceu. Para enviar sua dica, clique aqui.
Serviço:
34° Expo Bebê e Gestante
Quando: 25 a 30 de Julho de 2006 (De Terça à Domingo).
Funcionamento: Das 14h às 22h.
Onde: Riocentro – Pavilhão II (10.706 m2) Av. Salvador Allende, 6555 Barra da Tijuca
Tel: (55) (21) 2442-1300 / 2442-1330
Transporte: Vans sairão do Barra Shopping, gratuitamente, com destino ao Riocentro durante os dias e horários de funcionamento da feira. O estacionamento custará R$ 7.
Entrada: Franca.
Já abordamos aqui algumas dicas para as mamães evitarem problemas nas mamas. A leitora Beth comentou e até acrescentou ao post informações preciosas sobre o assunto.
Hoje chamamos atenção para o fato de que os cuidados devem ser redobrados quando o parto é prematuro. Isso porque, sem condições imediatas de amamentar diretamente o filho, as mamães passam muito tempo tirando leite para a alimentação do bebê.
Procuramos a especialista Rosana do Socorro Araújo, neonatologista do Hospital e Maternidade São Camilo , unidade de Santana (em São Paulo), que passou as seguintes dicas:
- Enquanto o bebê estiver internado, tente permanecer o maior tempo possível próxima a ele;
- Massageie a mama regularmente;
- Faça a ordenha do leite de três em três horas, como se o bebê estivesse mamando;
- Procure tomar sol (de maneira moderada) nas mamas para tornar a pele menos sensível e evitar rachaduras;
- Beba bastante líquido – de dois a três litros de água por dia;
- Coma frutas, em especial as que possuem bastante água, como mamão, melancia e laranja, entre outras;
- Mantenha uma dieta equilibrada, dando preferência para as carnes brancas;
- Evite alimentos ricos em proteínas, especialmente os do leite de vaca – tais substâncias podem ser prejudiciais ao intestino do bebê,
- Doces e bolachas, entre outras guloseimas altamente calóricas, também devem ser evitadas.
Algumas das maternidades paulistas mais procuradas também recomendam :
- Tenha cuidado com a água quente nos seios. Em excesso, ela pode favorecer um fluxo maior de leite nos vasos, o que tenderá a piorar a inflamação. Prefira banhos e massagens com água morna.
- Utilize sutiãs de algodão, com alças largas e de tamanho apropriado ao tamanho dos seios.
- Apenas utilize absorventes para mamas e conchas sob orientação profissional.
- Alterne os seios para a retirada do leite.
- Utilize um pouco do leite para passar em volta da auréola do seio, que tem poder nutritivo e cicatrizante.
Vamos falar um pouco mais sobre a saúde da mamãe durante a gravidez, como avisamos no post sobre hipertensão
O tema de hoje é a diabetes, que na maioria das vezes afeta as gestantes com antecedentes familiares dessa doença, como pais ou avós diabéticos. Algumas das causas mais comuns da diabetes são o excessivo ganho de peso, doces em grande quantidade e a falta de atividade física.
Segundo o Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi, ginecologista-obstetra e diretor do Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução, os fetos de pacientes diabéticas geralmente possuem peso muito acima do normal (mais de 4 kg) e probabilidade maior de malformações. Já no caso da hipertensão, os bebês tendem a ser menores se o distúrbio não for acompanhado e controlado durante a gestação.
Além do ganho de peso, o inchaço também é um dos sintomas mais comuns da doença. A gestante também pode se queixar de vômitos incontroláveis, de urina abundante e visão turva.
“Uma grande dificuldade para o obstetra é o controle da gestação de uma paciente grávida diabética”, explica Arnaldo. Para ajudar no tratamento da doença são realizados testes específicos de sangue e urina, como por exemplo, o de glicemia, que mede a quantidade de açúcar no sangue. Além disso, há o acompanhamento do peso e o pré-natal intensificado.
Se a mulher não tem histórico de diabetes na família, a melhor forma de evitar a doença durante a gravidez é através da alimentação sob orientação de um nutricionista. “O controle da doença durante a gravidez diminui a probabilidade de a criança ter diabetes. Quanto maior este cuidado, menor o risco do bebê da mãe diabética ter a doença no tipo 2 - de origem hereditária - na vida adulta”, alerta Arnaldo.
Para mim, as férias de julho significam um pouco de mais paz. O trânsito na cidade diminui absurdamente e o silêncio, principalmente para quem mora perto de escolas, é inacreditável. Para quem tem criança pequena, o quadro é totalmente o oposto. Pensando nisso, a Veja SP traçou um roteiro bem bacana, levando em consideração as diferentes idades dos pestinhas.
A equipe do A Família Cresceu também resolveu ajudá-los com dicas preciosas em diferentes áreas:
No fundo do mar - Aproveite para conhecer a grande novidade da cidade, o Aquário de São Paulo. Localizado no Ipiranga, zona sul da cidade, possui 22 tanques e mais de 200 espécies de peixes, todos de água doce. Quem quiser fugir da capital, pode visitar o Aquário Municipal de Santos. Inaugurado em 1945, o espaço foi remodelado e apresenta 4 mil animais, como tartarugas marinhas, arraias e tubarões. Aproveitando a ótima localização do Aquário, faça um passeio pelo belo calçadão de Santos.
Abusando da criatividade- O Museu Lasar Segall promove, entre 11 e 14 de julho, o curso de férias para crianças a partir de 5 anos. O destaque são as atividades plásticas aplicadas em oficinas com noções básicas de pintura, desenho, gravura e escultura. Além disso, as crianças participam de jogos e brincadeiras e ainda conhecem a obra de Lasar Segall em visita às exposições do Museu. As inscrições estão abertas até o dia 9 de julho, das 9h às 13h e das 14h às 18h por telefone. O curso terá duração de oito horas e conta com duas turmas de 20 alunos cada. A oficina acontece de terça à sexta-feira, das 10h às 12h (com orientação de Fernanda Brito e Paula Torelli) e das 15h às 17h (com orientação de Branca Pimentel e Marina Oliveira). O valor é de R$ 120 com a taxa de material inclusa. Há desconto de 20% para os Amigos do Museu.
Quem quiser desenvolver o lado pizzaiolo ou alquimista do filho, pode procurar os cursos da Bem Me Quer Sports , que acontecem de 24 a 28, em diferentes horários. Há, ainda, oficinas diferentes, como de rastafári, boneca de pano e streetdance.
Radicais – Para pais e filhos que gostam de aventura, uma boa opção é dar um pulo até São Roque. Localizada a apenas 54 km da capital, a cidade possui, além de um clima agradável, o Ski Mountain Park. A 1,2 mil metros acima do nível do mar, o local conta com uma pista de ski e snowboard, tobogã, teleférico, playground, além de toda a infra-estrutura para alimentação.
Na capital, as famílias podem testar também suas habilidades no Circuito de Cordas. A atração, oferecida pelo SESC Santana, exige destreza e equilíbrio para transpor um trecho de 25 metros cheio de obstáculos como ponte, falsa baiana e um túnel suspenso em corda.
Soltando a Imaginação - O Museu de Arte Mágica reúne um acervo com 100 pôsteres coloridos, 500 aparelhos de mágica e 500 fitas de vídeo que contam a história da magia de 1898 para cá. Os visitantes são recepcionados pelo fundador do museu, o mágico Mister Basart.
A sugestão do Sesc Ipiranga é a oficina de invenção de histórias, que, por meio de vídeo, gravações em áudio e de livros, busca aproximar e estimular a criança para a criação literária.
Outras dicas – Quem optar por fazer viagens mais longas com a criançada, vale conferir os conselhos dados pela agente de viagens Anette Wajnsztejn para hospedagem em hotéis e outros cuidados necessários para seu passeio não virar programa de índio.
Serviço
Aquário de São Paulo
Onde: R. Huet Bacelar, 407 – Ipiranga
Telefone: 2273 5500
Entrada: R$ 18
Aquário Municipal de Santos
Onde: Av. Bartolomeu de Gusmão, se/ n°
Telefone: (13) 3236 9996
Entrada: R$ 5
Ateliê de Férias No Museu Lasar Segall
Período: 11 a 14 de julho de 2006
Horário: terça a sexta-feira, das 10h às 12h e das 15h às 17h – duas turmas distintas.
Número de vagas: 20 para cada turma
Preço: R$ 120, inclusa a taxa de material.
Onde: Rua Berta 111, Vila Mariana
Telefone: (11) 5574-7322.
Bem Me Quer Sports
Onde: R. Ministro Jesuíno Cardoso, 52 – Vila Olímpia
Telefone: 3044 1108
Entrada: R$ 15 (por dia de aula) ou R$ 70 (cada curso)
Museu de Arte Mágica
Onde: Rua Silva Bueno, 519 - conjunto 42 – Ipiranga
Telefone: 6168-7000 e 94463000
Entrada: R$ 5
Circuito de Cordas
Onde: SESC Santana - Avenida Luiz Dumont Vilares, 579
Telefone: 11 6971-8700
Entrada: A partir de 5 anos. Grátis
Oficina de Invenção de Histórias
Onde: SESC Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822
Telefone: 11 3340-2000
Entrada: 30 vagas. Acima de 7 anos
A última edição da Revista Fotosite traz a história do repórter fotográfico Nauro Júnior, que registrou, ao lado da esposa, a jornalista Gabriela Mazza, os difíceis três meses de sua filha.
Sofia nasceu prematura e até ser levada para casa pelos pais venceu várias batalhas. Após o nascimento, ficou 24 horas na UTI, foi transferida com icterícia para a unidade semi-intensiva, foi acometida por uma infecção hospitalar gravíssima, passou por uma delicada cirurgia no pulmão e chegou a sofrer parada cardíaca. “Depois de três meses morando num hospital, percebemos o quanto é importante visualizar a ‘luz no final do túnel’, e nossa história quer dar ânimo e luz a quem está numa situação difícil”, contou Júnior para a reportagem da revista. “Depois da tempestade, quando juntamos nossas impressões, vimos que tínhamos feito uma grande reportagem de vida”.
O trabalho desenvolvido pelo casal gerou a exposição “Mundo de Sofia”, qeu está percorrendo hospitais e congressos médicos no Rio Grande do Sul. A história e fotos da família podem ser conferidas também no website do Instituto Abrace, organização não-governamental destinada a dar amparo e conforto aos pais de crianças internadas em UTI.
Sempre tive problemas visuais. Brinco que, quando nasci, o médico me deu uma palmadinha e, em seguida, colocou-me o primeiro óculos. Brincadeiras à parte, a questão visual deve ser muito bem observada.
“Os pais devem ficar atentos e cobrar, logo após o parto e até com sete dias de vida, o Teste dos Olhinhos, no qual o médico poderá constatar se a criança tem catarata, tumor ou os reflexos normais”, diz Dr. Edmar Cunha, oftalmologista. Mesmo que tudo esteja em perfeita ordem, o especialista aconselha a observação dos hábitos dos filhos nos primeiros cinco anos de vida. “Reparar se a criança, ao assistir à TV, se aproxima muito é um grande indício de problemas visuais ou auditivos”, diz Dr. Edmar.
Intuitivamente, foi justamente isso o que aconteceu há 24 anos, quando minha mãe me levou a primeira vez ao mesmo Dr. Edmar, quando tinha cinco aninhos. Lembro-me que sempre chorava e tinha muito medo. “Pudera. É preciso muito tato para não assustar a criança. Afinal, a sala de um consultório oftalmológico é muito hostil: escura, cheia de máquinas e com um estranho de branco”, diz. A dica do médico para as mães é ter paciência com os filhos e cobrar o mesmo por parte do profissional. Às vezes são necessárias três ou quatro idas ao consultório para a criança se sentir à vontade e deixar fazer os exames.
Sim, mamães, tenham paciência. Neste assunto ouso até dar dicas também. Se até hoje tenho horror ao colírio para dilatar a pupila, imaginem como era isso há bons anos... Traumas? Não. Anualmente, quando vou me consultar, na hora H das gotinhas eu lembro de minha mãe segurando a minha mão, explicando que aquilo era para o meu bem. Também me recordo dela dizendo firmemente para ficar quietinha e não fazer escândalos. Conselhos que atestam sensibilidade e, principalmente, amor de mãe.
Controlar a pressão arterial é um dos cuidados mais importantes durante a gravidez. A hipertensão é responsável por cerca de 10% de todos os distúrbios que ocorrem durante a gestação.
Segundo a Dra. Heloísa von Eye Corleta, obstetra do site ABC da Saúde, existem duas formas mais comuns de hipertensão na gravidez: a crônica, na qual a mulher já apresenta o problema antes de engravidar e a pré-eclâmpsia, em que o aumento de pressão só ocorre durante a gravidez.
A pré-eclâmpsia acontece após as 20 primeiras semanas da gravidez. A causa mais comum para o problema é a perda de proteínas pela urina, com alguns efeitos colaterais como inchaço nas pernas, rosto e mãos. O maior risco é a pressão subir demais e evoluir para o estado crônico, podendo causar convulsões que diminuam o fluxo do sangue para o cérebro.
No quadro de hipertensão crônica, a doença se desenvolve antes das 20 semanas de gestação e, ainda, pode não desaparecer em até seis semanas após o nascimento do bebê. Neste caso, a mãe deve permanecer em repouso, com a pressão arterial controlada e também com avaliação fetal.
Em situações mais graves e de acordo com o amadurecimento do feto, o parto pode ser antecipado. A mãe se recupera plenamente, pois a doença desaparece com a retirada da placenta.
A importância do pré-natal
A hipertensão pode ser prevenida com a descoberta precoce do problema durante o exame pré-natal. Com a doença controlada, os sintomas desaparecem em até seis semanas após o parto.
Veja alguns dos fatores causadores da hipertensão na gravidez:
- Primeira gravidez;
- Histórico de familiares com pré-eclâmpsia;
- Ter apresentado pré-eclâmpsia em gestação anterior;
- Ser a gestação gemelar;
- Ter hipertensão arterial crônica, nefropatia, lupus ou diabetes;
- Gestação com parceiro diferente.
Ainda nesta semana, abordarei dicas de saúde para a gestante. Fique ligada.
Serviço: ABC da Saúde Dra. Heloísa von Eye Corleta
Rua Ramiro Barcelos, 910/905
Moinhos de Vento - Porto Alegre, RS
Tel.: (51) 3311-5699
A matéria de hoje da jornalista e blogueira Claudia Colluci na Folha de S.Paulo traz dados alarmantes: o adulto está por perto em 78% dos acidentes infantis.
A pesquisa, realizada no ano passado pela ONG Criança Segura e pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em 23 escolas públicas e privadas de São Paulo, ouviu 4.616 pais ou responsáveis. “A maioria (55,3%) se machucou em casa. Outros 30%, na rua. A escola foi palco de 9% dos casos. É motivo para os pais estarem atentos a partir de hoje --início das férias escolares”, diz a reportagem.
A Folha também alerta que, segundo o Ministério da Saúde, 6 mil crianças morrem e outras 140 mil são internadas todos os anos vítimas de acidentes evitáveis, muitos dos quais com seqüelas permanentes.
Nós já tínhamos alertado aqui, no blog A Família Cresceu, sobre esse assunto. Para a Dra. Renata Waksman, autora do livro “Crianças e Adolescentes Seguros” e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e Adolescente, a principal orientação para os papais e mamães pode ser resumida em uma palavra: prevenção. Para conferir as principais dicas de segurança, clique aqui.