
Sentir-se bem é o melhor pra mãe e para o bebê | 27/06/06
No dia 2 de junho, Kelly Abud, grávida de Laura, deixou o seguinte depoimento em matéria sobre atividades físicas do blog: “Sou fisioterapeuta e trabalho com cirurgia cardíaca pediátrica há 9 anos, estou grávida de 5 meses, sempre fui apaixonada por atividade física. Hoje faço quase tudo mas com a moderação que a gestação exige, estou sendo acompanhada pelos profissionais da academia Oxigênio na Lapa, sob a orientação do Prof. Robson e da Prof. Luciana Lima. Estou super bem e acredito que exercício na dose certa faz bem para a futura mamãe e para o bebê também!”
O comentário chamou minha atenção. Por mais alegrias que a gravidez traga, enfrentar as mudanças no corpo e na rotina não é nada fácil para a mulher. O que dizer então de uma pessoa acostumada com uma vida bem acelerada?
Com 32 anos, Kelly dedicava 3 horas do seu dia à prática de atividade física. Pegava pesado na musculação e adorava exercícios de alto impacto. Pra minha surpresa, a academia não foi abandonada: a mãe da Laura faz natação, judô e bicicleta ergométrica, além de continuar firme na musculação. “No primeiro trimestre, eu reduzi o peso e mudei para um treino de resistência, isto é, com mais repetições. Diminui os exercícios de impacto, sem abandoná-los. No Judô, por exemplo, dou preferência aos treinos técnicos”, conta a fisioterapeuta.
É claro que, no início, a possibilidade de abrir mão da malhação assustou. “A primeira coisa que pensei foi ‘puxa, e agora?’. Preocupou bastante, sim, mas depois fui vendo que não precisava deixar de fazer tudo ou me dedicar somente à yoga e alongamento, como a maioria das pessoas diz. É uma situação diferente, em que é preciso preservar a criança, mas tem muita coisa legal que dá pra fazer”, conta. Embora seja fisioterapeuta, Kelly não abriu mão de um acompanhamento profissional. “Isso é muito importante. Eu entendo o que está acontecendo com o meu corpo, mas ter o professor ao meu lado foi fundamental para eu me sentir bem”.
Fazer exercício físico faz tão bem, que Kelly sente que até a bebê se sente melhor nos dias em que pratica alguma atividade. “Dia que não faço nada, a Laura fica superagitada. Dia que eu me movimento, ela fica quietinha, parece relaxada. O motivo é óbvio. Você não pode deixar de fazer as coisas que te fazem bem. Se você está bem, o bebê também se sente bem”, diz.
A fisioterapeuta também não se descuidou da alimentação. Sob a supervisão médica, abandonou os suplementos de proteína, passou a ingerir mais líquido e a fugir dos doces. Em cinco meses e meio, a mamãe atleta ganhou apenas quatro quilos. “Se puder deixar um recado para as leitoras do blog é: sentir-se bem é o melhor para você e para o seu filho”.
Assim como a Kelly, que na busca por informações relacionadas à gravidez encontrou o blog A Família Cresceu, você também pode compartilhar a sua história conosco. Clique aqui e não esqueça de deixar os seus contatos.
Beijo,
Tati