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Na imprensa | 25/05/06

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Nos últimos dias, a mídia imprensa trouxe informações importantes para quem está grávida de múltiplos. O jornal O Estado de S.Paulo abriu a semana com a reportagem Uma epidemia de partos prematuros. Hoje foi a vez da Folha de S.Paulo trazer na capa Procedimento usado em gestações múltiplas permite intervalo entre partos.

Segundo o especialista em saúde materno-infantil Cesar Victora, o Brasil vive um boom de partos prematuros provocados, principalmente, por comodismo e por confiança na tecnologia. Médicos antecipam as datas dos partos em benefício próprio ou das mães. Em entrevista à repórter do Estadão, Lígia Formenti, o diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio de Morais Neto, revelou que “tem de tudo: médico que não quer trabalhar no fim de semana, mulher ansiosa para livrar-se do peso comum do fim da gravidez e até mesmo datas de parto marcadas de acordo com o mapa astral”.

Além disso, é preciso tomar cuidado para não ter uma confiança exacerbada na tecnologia. O exame de ultra-som não é 100% preciso na hora de definir o tempo de gestação. Antecipar o parto em uma ou duas semanas pode deixar a saúde do bebê mais frágil, pois ele perde a oportunidade para se desenvolver e ganhar peso.

Gravidez de Múltiplos

Não há como descartar a fertilização assistida como outra hipótese para o aumento no número de partos prematuros. Já é possível, entretanto, obter, à custa de medicamentos, um intervalo entre o nascimento de um gêmeo e outro.

A repórter Flávia Mantovani, da Folha, contou a história da engenheira Beatriz Helena Monteiro Alckmin, que, após o parto do primeiro bebê, conseguiu manter por mais três semanas as outras crianças na barriga. Além de altas doses de remédios e observação constante da equipe médica, ela foi deixada em uma cama posicionada de cabeça para baixopara evitar, segundo a reportagem, que a ação da força da gravidade forçasse a saída dos bebês.

O ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, Carlos Eduardo Czeresnia, alerta que a técnica não é padronizada, mas é realizada pontualmente em alguns países. O procedimento só é possível em gestação de fetos não univitelinos e quando o primeiro nascimento ocorre muito prematuramente.Além disso, o primeiro parto deve ser normal e não pode ser desencadeado por infecção. Há também risco para a saúde da mãe dos bebês.

Boa Notícia

Não se assuste. Leia com calma cada reportagem e não tenha dúvidas de que, embora o ideal seja 40 semanas de gestação, o aumento de partos prematuros também fez com que as maternidades se preparassem melhor e equipassem com tecnologia suas UTIs neonatais.



Comentários

É verdade. Meu irmão nasceu de 7 meses e, embora tenha sido difícil no início, é supersaudável.

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